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Deco em casa, com a família: “Os meus filhos são tudo para mim”

O futebolista, que joga atualmente no Fluminense, vive no Rio de Janeiro com a mulher, Ana Paula, e a filha do casal, Sophia. Os outros filhos, Yasmin, David Luiz, João Gabriel e Pedro Henrique, vivem em São Paulo.

Redação CARAS
3 de novembro de 2012, 10:00

Jogador de estilo clássico, do tipo que faz a bola rolar com os seus toques precisos e lançamentos exemplares, Anderson Luiz de Souza, conhecido por Deco, de 35 anos, é muito dedicado à família, como nos conta na sua casa, ao lado da mulher, Ana Paula Schiavetti de Souza, de 34 anos, mãe da filha mais nova. Comandante do Fluminense, líder do campeonato brasileiro, não esconde a felicidade ao ver-se totalmente envolvido pelos cinco filhos, nascidos de três casamentos. “A Sophia, de três anos, tem mau génio, mas é um doce. O David Luiz, de cinco, está na fase de dizer tudo o que lhe vem à cabeça. A Yasmin, de nove, é calma, extrovertida, muito meiga, carinhosa e inteligente. O João Gabriel, de 12, tem personalidade forte, está a entrar na adolescência e acha que a sua voz deve ser ouvida. O Pedro Henrique, de dez, vai na onda dele, mas é parecido comigo, é o mais tímido e sossegado”, descreve, revelando: “Sempre fui tímido, mas a profissão ajudou-me a sair da toca. É engraçado, não é? Mas para algumas coisas não sou tão envergonhado. Tive o meu primeiro relacionamento, com a Scylla, aos 18 anos. O João nasceu, a vida foi seguindo, veio o Pedro. Depois assumi um casamento com a Jaciara e tive a Yasmin e o David. Quando um jogador vive fora do seu país, confunde necessidade de companhia com sentimentos reais... Já com a Ana foi diferente, já tinha maturidade para saber o que eu queria. Não precisava de alguém, mas desejava ter. O melhor é ver que todas as decisões tomadas, certas ou não, geraram os meus filhos, que são tudo na minha vida.”
Deco, que vem de temporadas vito­riosas em dois dos maiores clubes do mundo, o Barcelona e o Chelsea, explica que tem sempre em conta a opinião das crianças. “Quando vim para o Rio, em 2010, eu e a Ana fomos decorando a casa a pensar neles. Crianças são crianças. Não posso ter obras de arte, coisas penduradas, a casa tem de ser confortável para eles”, justifica, contando que os quatro filhos mais velhos vivem em São Paulo. “Quando me reformar vou acabar por ir viver para São Paulo”, promete. O momento pode não estar assim tão distante: são quase 17 anos de carreira, durante os quais também passou pelo Benfica e pelo Porto, assim como pela nossa seleção, depois de se ter naturalizado português. “A minha profissão tem uma coisa curiosa: quanto mais sei, menos valho e menos posso exercê-la. Sei quase tudo sobre futebol, mas o corpo começa a queixar-se”, reconhece o futebolista, que tem já ideias sobre o que poderá querer fazer no futuro, que passam pelo facto de ser proprietário de três empresas. “Vou acabar por ficar na gestão. Identifico-me com a atividade e dá-me
liberdade de horários para os conciliar com as crianças.” É óbvio que os filhos são uma prioridade para o jogador.

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