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Renato Seabra

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Reuters

Psicólogo diz que Renato Seabra exagerou na descrição do crime para “parecer louco”

William Barr acrescentou ainda que houve uma fuga consciente do local do homicídio.

Redação CARAS
27 de outubro de 2012, 18:20

William Barr,psicólogo chamado pela acusação a depor durante o julgamento de Renato Seabra, pelo homicídio de Carlos Castro, considera que o jovem deCantanhede fez tudo para que se considerasse que tinha problemas psicológicos. [Renato Seabra] elaborou progressivamente os detalhes de um crime horrendo, fazendo todaa gente com quem fala pensar que estava cada vez mais louco. No final, jáestava a beber sangue”, afirmou Barr, durante uma sessão de julgamento emque o ambiente entre defesa e acusação esteve bastante tenso.
O psicólogo rejeita a tese de que o modelo não tem responsabilidade criminalpelo homicídio do cronista social, deixando bem claro que não acredita nosproblemas mentais de que fala a defesa. De referir que no início deste ano,William Barr diagnosticou a Renato Seabra “distúrbiosemocionais com traços psicóticos em remissão total”, depois uma conversaque durou cerca de seis horas. Contudo, o psicólogo acredita que o motivo dohomicídio, seguido de tortura e mutilação foi apenas “raiva”, por Carlos Castro ter, alegadamente, decidido regressarmais cedo para Portugal e terminar a relação.
William Barr acrescentou ainda que o facto de o modelo ter fugido do local docrime confirma que não houve surto psicótico. “Depois de cometer o crime foge de cena, com 1700 dólares, passaporte,vai para [o terminal de transportes de] PennStation? Penso que provavelmente estava a fugir!”, afirmou.
Recorde-se que os distúrbios mentais são a “arma” da defesa de Renato Seabra,liderada pelo advogado David Touger.Alegando que o jovem “estava empensamento delirante, num episódio maníaco e desordem bipolar com característicaspsicóticas graves”, os seus advogados defendem que não deve ser consideradoculpado.

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