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José Fidalgo: "É essencial os pais mostrarem aos filhos que se amam”

O ator de ‘Dancin’ Days’ tem na mulher, Fernanda Marinho, e no filho os seus grandes pilares, e acredita que a sua satisfação profissional contribui para a felicidade familiar.

Andreia Cardinali
27 de outubro de 2012, 16:00

Habituado a percorrer com satisfação os cerca de 300 quilómetros que o separam da família, que mora no Porto, já que passa muito tempo em Lisboa por motivos profissionais, José Fidalgo, de 33 anos, tem na mulher, Fernanda Marinho, de 46, e no filho, Lourenço, de três, as suas principais razões de viver. Feliz com o percurso que a sua carreira tem seguido, embora com o desejo constante de a internacionalizar, o ator, que desempenha atualmente o papel do ambicioso e sedutor Hugo em Dancin’ Days, é um pai presente e preocupado com o futuro, mas também um marido atento e com a capacidade de perceber que os momentos a dois são imprescindíveis para o sucesso de uma relação, como nos contou nesta sessão fotográfica que acompanhámos, feita no âmbito da rubrica Portfólio do programa da SIC, Fama Show.
– Além de fazer de galã na novela, na vida real é também considerado um sex symbol. Sente que tem de corresponder a essa expectativa que têm de si?
José Fidalgo –
Não me preocupo ao ponto de mudar a minha maneira de ser ou comportamen­to. As bases de respeito e educação já as tenho de família e a partir daí lido com tudo de uma maneira positiva. Sei qual a consequência deste trabalho e da imagem que as pessoas fazem de nós. Agradeço, quando as intenções são boas, alimenta-me naturalmente o ego, mas não vivo em torno da minha imagem.
– Continua com as viagens constantes entre Lisboa e Porto...
Sim, adoro andar de carro e as viagens são uma parte da minha vida.
– Com as ausências, não sente que perde algo do crescimento do Lourenço?
Não, tenho tido a sorte de o poder acompanhar. Claro que procuro não faltar em momen­tos-chave do seu crescimento.
– Não receia, então, que um dia ele possa queixar-se das suas ausências...
A vida é como é e as decisões são tomadas ponderando o risco que daí pode advir. Além de que acredito que esta minha forma de viver serve também como exemplo de educação para que ele corra atrás dos seus sonhos. Os filhos têm de perceber que têm sempre dois pilares a seu lado que servem de exemplo para eles. Se mostrarmos personalidade, carácter e força e não vivermos exclusivamente para eles, estamos também a ajudá-los a crescer.
– Deduzo que seja também fun­damental ter alguém a seu lado que entenda a profissão...
Nos pilares de qualquer família é funda­mental haver sempre um espírito de união entre o casal e os filhos, e eu não fujo à regra.
– Vivemos uma época de crise. Como pai, está preocupado com o futuro do seu filho?
Como qualquer pai. O que eu e a minha mulher tentamos, em primeiro lugar, ensinar ao nosso filho é aquilo que o dinheiro não compra, como o respeito por si próprio e pelos outros. Depois, queremos cativá-lo para tudo o que tenha a ver com a criatividade. Não escondo que ele também tem bens materiais, mas a nossa verdadeira preocupação é fazer com que ele tenha o espírito da flexibilidade, da criação, o lado mais lúdico da vida, por isso é que quero que ele seja músico [risos]. Quero que goste de música e toque piano, não pelo status que dá, mas pelos horizontes que lhe proporciona.
– Essa for­ma de educar o Lourenço foi conciliada entre si e a Fernanda, ou já coincidia?
Independentemente de sermos um casal, cada um tem as suas opiniões e foi uma decisão combinada. Curioso é que o Lou­renço já nasce numa época de crise e foi automático tentarmos precaver-nos de algumas situações. Eu venho de uma formação toda virada para o lado mais criativo e a minha mulher para a área in­dustrial, mas estas duas bases são fundamentais para ele, o lado mais pragmático e o do risco.
– Com um filho, o tempo a dois torna-se mais escasso. Tem conseguido cuidar da sua relação?
Isso é uma causa de muitos divórcios. É essencial para um casal mostrar aos filhos que os pais estão bem e que se amam. Saídas à noite e viagens são boas para aproveitar agora, pois se os habituarmos, eles vão percebendo que a independência de cada um é essencial para a formação dos três. Há sempre maneira de se arranjar tempo e acredito que os pais têm de se preocupar com eles próprios e não voltar a olhar-se somente quando os filhos seguem as suas vidas. Há que manter essa alegria, amor e continuar a vivê-lo mesmo com uma criança, pois isso também se vai refletir no seu bem-estar.

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