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Renato Seabra: As últimas imagens antes da morte de Carlos Castro

O jovem está a ser julgado pelo homicídio do cronista social. A defesa, liderada pelo advogado David Touger, alega loucura.

Sara Antunes de Oliveira, enviada da SIC
23 de outubro de 2012, 17:23

Talvez seja o dado maisdesconcertante do julgamento: o ar imperturbável com que Renato Seabraouve a descrição das violentas agressões que mataram Carlos Castro. Nãomuda de expressão, não reage. Fica apenas atento à voz de quem está a falar.
Desde o dia 5 de outubro, já passaram pelo Supremo Tribunal de Manhattan asalegações ini­ciais das duas partes e as primeiras testemunhas da acusação. VandaPires, amiga de Carlos Castro a viver no Estados Unidos, contou aos juradosque o casal estava bem e feliz nos dias que antecederam o crime – e que tudomudou na sequência de uma discussão violenta na véspera do homicídio, que terálevado o cronista social a terminar o namoro e a antecipar o regresso a Lisboa.Seguiram-se os depoimentos de funcionários do hotel, do taxista que levouRenato a um hospital naquela noite e do detetive que examinou o quarto após adescoberta do crime.
Esse foi, de resto, o momento mais pesado do julgamento, porque a descrição dodetetive foi acompanhada pela exibição de fotografias da cena do crime, quealém de incluírem vários objetos ensanguentados, também mos­tram o corpomutilado da vítima.
Os 12 jurados que têm o vere­dicto nas mãos também viram as imagens devideovigilância do hotel, que contrariam a tese da defesa, que fala emperturbações mentais graves e num ataque psicótico com alucinações. O jovemterá dito a um psiquiatra que acreditava ser um enviado de Deus, numa missãopara salvar o mundo e que, ao matar Carlos Castro, ganhou um superpoder que o fezsair para a rua e tocar em pessoas, curando-as do vírus da sida e dahomossexualidade.
As imagens das câmaras do hotel mostram Seabra dentro do elevador,impaciente... mas sem sinais da loucura extrema que descreveu, muito menostentando tocar nas pessoas com quem se cruzou. Perante isto, restará aosadvogados apresentar os relatórios psiquiátricos da defesa, que são inequívocossobre a doença mental do jovem.
Renato Seabra está acusado de homicídio simples. Se for condena­do, arrisca umapena máxima de 25 anos a prisão perpétua. Se for considerado inimputável, seráinternado num hospital psiquiátrico por tempo indefinido.

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