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Detetive traça perfil psicológico de Renato Seabra

O detetive que interrogou o jovem manequim depois da morte de Carlos Castro, definiu-o como “um homem bastante doentio”.

Redação CARAS
17 de outubro de 2012, 18:01

O julgamento de Renato Seabra, acusado do homicídio do cronista social Carlos Castro, continua a decorrer em Nova Iorque e todos os dias são reveladas novas informações. Esta terça-feira, 16 de outubro, Richard Tirelli, um dos elementos da equipa de detetives que interrogou o jovem de Cantanhede no dia a seguir ao crime, disse em tribunal que se trata de “um homem bastante doentio”.
O advogado de defesa David Touger exaltou-se durante a sessão de julgamento porque, alegadamente, na altura da confissão, Tirelli não quis perceber as razões que levaram Seabra a matar o cronista social de forma tão violenta. “Você só queria a sua confissão! Estava preocupado principalmente com o que ele fez, não por que motivo o fez”, acusou Touger. Segundo este, o detetive tinha a obrigação de pedir ao jovem que explicasse os motivos que o levaram a mutilar os órgãos genitais de Carlos Castro, porque estes “eram o demónio”, e a justificar o homicídio afirmando que era para que “o mundo fosse melhor”. A estas acusações, Richard Tirelli respondeu: “Para começar, acho que é um homem bastante doentio. Mas acho que foi honesto (…) O que eu queria saber era o que aconteceu naquele quarto”.
A defesa continua a tentar provar que o manequim “estava em pensamento delirante, num episódio maníaco e de desordem bipolar com características psicóticas graves”, pelo que não deve ser considerado culpado.
Já a acusação defende que foi o fim da relação com o cronista social que levou Renato Seabra a cometer o homicídio.
Ao longo do dia de hoje foi ouvido outro dos três detetives presentes no momento da confissão, o luso-descendente Michael de Almeida, que na altura serviu de intérprete.
De referir que o interrogatório remonta a 8 de janeiro de 2011, um dia depois do crime no Hotel Intercontinental.

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