Nas Bancas

Christian Courtin-Clarins afirma: “Não tenho uma definição de beleza, mas quando vejo uma reconheço-a”

Durante uma passagem por Lisboa, o presidente do grupo Clarins revelou, com boa disposição, não se sentir incomodado por viver rodeado de mulheres, tanto na sua vida pessoal como profissional.

Cláudia Alegria
14 de outubro de 2012, 10:00

Filho de Jacques Courtin-Clarins, médico e fundador da marca Clarins, Christian  herdou do pai não só o apelido como todo um império ligado à indústria da cosmética. Acompanhou de perto a expansão da empresa e a sua internacionalização e, em 2004, acabaria por ocupar o cargo de presidente de uma marca que se tornou um fenómeno de vendas de cosméticos e perfumes a nível mundial, sendo atualmente líder nos cuidados de pele na Europa.
Formado em Gestão pelo Institut Supérieur de Gestion de Paris, Christian Courtin-Clarins revela uma verdadeira paixão pelo seu traba­lho. Bem disposto, com um sentido de humor apurado e comunicador nato, o empresário falou um pouco do seu percurso profissional e pessoal à CARAS durante uma curta passagem por Portugal. A conversa começou pelos filhos, e rapidamente percebemos porque é que diz viver rodeado por mulheres. O empresário é pai de Virginie, de 27 anos, Claire, de 25 (fruto do seu primeiro casamento), Emma, de seis anos e meio (fruto de outra relação, já terminada), Jade, de cinco anos e meio, e Tom, de quase dois anos, do seu atual casamento, com Karine Courtin-Clarins.
Vive rodeado de mulheres...
C. Courtin-Clarins – A culpa não é minha! Tenho quatro filhas e das 6700 pessoas que trabalham para nós, mais de seis mil são mulheres... Se reparar, não há muitos homens a trabalhar na área de gestão de marketing na indústria cosmética. Por isso, sim, estou rodeado de mulheres, mas não me queixo! [risos]
– Não é a primeira vez que visita Portugal. O que mais lhe agrada no nosso país?
– Gosto muito do peixe! Fa­lando mais a sério, quando cheguei a Portugal para abrir a empresa, há 25 anos, o país estava um pouco lento, não muito moderno nem orgulhoso de si. Agora vejo um país bastante moderno, que aproveitou muitas das coisas boas do seu passado, vê-se uma nova arquitetura, moda a desfilar nas ruas e muita energia. Há 25 anos Lisboa parecia uma vila, agora é uma capital.
– Como é trabalhar nu­ma empresa de família?
– Há mais vantagens que desvantagens. A vantagem é que estabelecemos a nossa estratégia e, mesmo que algo corra mal, sabemos corrigir os erros mantendo-nos na mesma linha. E a linha da Clarins é conduzirmo-nos pela nossa filosofia com a palavra ‘respeito’, sendo capaz de ouvir as pessoas e ter uma forma muito ética de dirigir a empresa, da qual faz parte a preocupação com a defesa da natureza e de causas sociais.
– Pessoalmente, tem muitos cuidados com a sua pele?
– Sim. Se tivesse que escolher dois tratamentos fundamentais, seria um produto para limpar a pele e um creme de dia. A água está a tornar-se diferente em todo o mundo, o que faz com que a nossa pele se torne mais seca, e daí ser conveniente usar produtos mais suaves. Além disso, estamos constantemente expostos à poluição e às mudanças climáticas, passando de espaços com ar condicionado para o exterior, por exemplo, o que torna o creme de dia um produto fundamental. Depois, uso com frequência um dos ícones da Clarins, o Double Serum Generation, que considero ser o produto mais inteligente de sempre da indústria cosmética. Foi criado em 1985 e nunca ninguém o conseguiu copiar... Como viajo muito, uso-o todos os dias como tratamento para a minha pele.
– Ainda passa oito meses por ano a viajar?
– Não. Fi-lo quando comecei. Agora diria que passo quatro a cinco meses a viajar, o que ainda assim é muito.
– Sei que gosta de andar de bicicleta, nadar, correr, ir ao gi­násio. Tem tempo para praticar todos estes desportos?
– Ainda faço algum desporto. Quando viajo, pratico imenso desporto, até porque há uma regra que todas as pessoas da empresa  conhecem: nunca marquem reu­niões antes das dez da manhã, porque assim tenho tempo de fazer desporto de manhã. Aqui em Portugal optei por correr e fazer exercícios à beira-rio.  
– Podemos perguntar-lhe a sua idade?
– [Hesita] Atingi uma idade em que as velas passaram a ficar mais caras do que o resto do bolo!

Palavras-chave

Comentários

ATENÇÃO: ESTE É UM ESPAÇO PÚBLICO E MODERADO. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.

Nas Bancas

Newsletters

Receba grátis no seu email as notícias, as últimas caras!

Caras Nas Redes

Mais na Caras