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Juliana Paes, a nova Gabriela: “As cenas ‘quentes’ são as mais difíceis de ver”

A atriz assume que já foi infiel, que o marido não gosta de a ver beijar outros atores e que quer voltar a ser mãe.

Redação CARAS
12 de outubro de 2012, 12:14

Quando se tornou público que Juliana Paes, de 33 anos, seria a nova Gabriela, personagem de Jorge Amado imortalizada por Sónia Braga na primeira versão da novela, que estreou no Brasil em 1975, surgiram críticas que a acusavam de ser demasiado velha para o papel: na história, Gabriela tem 21 anos. Numa entrevista que deu à revista Quem, Juliana, que é casada com o empresário Carlos Eduardo Baptista e tem um filho, Pedro, com um ano e nove meses – e que tem sido repetidamente considerada uma das brasileiras mais sexy do momento –, assumiu que ficou surpreendida com essas reações: “Nunca tive em conta a idade para nada. É óbvio que foi a opinião de uma minoria e não uma questão discutida dentro da TV Globo. Acabei a refletir o quanto o casamento e a maternidade nos vão deixando ‘fora de jogo’: dão-nos uma velhice que não temos. Se eu não fosse casada nem mãe e andasse na noite a mudar de namorado, se calhar passaria uma ideia maior de jovialidade.”
O enorme sucesso que a novela alcançou no Brasil – e agora em Portugal, onde é transmitida pela SIC –, mostrou que as críticas não tinham fundamento, e a Gabriela de Juliana, que a obrigou a despir-se de todos os artifícios – teve de deixar de depilar as sobrancelhas ou arranjar as unhas e ganhou longas extensões de cabelo não propriamente sedosas –, conquistou facilmente o público. “Eu nasci assim/ eu cresci assim/ e sou mesmo assim/ vou ser sempre assim...” são os primeiros versos da canção do genérico e inspiraram a atriz na transformação que teve de sofrer. “Pode parecer uma grande futilidade, mas, para uma mulher, é importante ter as sobrancelhas arranjadas. Achava-me superestranha quando me via ao espelho, e também me sentia esquisita com as extensões enormes, mas já me habituei a não usar maquilhagem, brincos, nada. Fica tudo assim mesmo: sem gracinha, sem pintura, sobrancelha grande... Tô bicho solto”, exclama, a rir-se, deixando transparecer a segurança que adquiriu com a maturidade.
Segurança essa que não apaga, no entanto, o receio de se ver nas cenas mais ousadas, como assumiu à publicação brasileira Guia da TV: “Sinceramente, as cenas mais ‘quentes’ são as mais difíceis de ver. É uma tortura, porque ficamos a olhar, com medo que apareça alguma coisa errada. São ângulos que nem nós próprios conhecemos. Quando nos vemos ao espelho, vemo-nos de pé, não nos vemos durante o sexo. E nesses momentos, nas cenas íntimas, a câmara mostra ângulos que não estamos habituados a ver... Mas tudo bem, fazer essas cenas não é problemático, um ator tem de saber entregar-se, usar o corpo como instrumento. E não é possível contar a história de Gabriela sem cenas sensuais.”
É um facto que a novela tem cenas fortes de sexo, e a revista Quem perguntou a Juliana se a maternidade não teria aumentado os seus pudores. “Não, pelo contrário”, assegura a atriz. “Ter o Pedro ajudou-me, porque a Ga­briela tem uma consciência corporal muito madura e serena. E hoje penso: o meu corpo está assim, é assim que eu sou e sinto-me ótima.” Ciente  disso ou não, Juliana acaba por quase decalcar o genérico da novela quando se justifica. E não nega que a personagem se ‘colou’ de tal forma a si que acabou por inspirar um pouco a sua própria vida sexual: “O ator trabalha com energia. Não acho que as pessoas levem as personagens para a cama, mas a energia daquele papel impregna-nos, consciente ou inconscientemente. Se estamos em cena e temos de estar sensuais, quentes, essa energia que evocamos, da lascívia, da luxúria, vai um pouco connosco.” Não será por acaso que o marido de Juliana decidiu não ver essas cenas, como confirmou à Quem. “Entendo o facto de ele não gostar de ver, até porque, se ele fosse ator, talvez eu também não gostasse de ver essas cenas. Ia ser exigente para mim, não é? Tenho a noção de que o meu marido está mais maduro, mais homem, e é um ‘gato’. O Dudu é mais bonito do que eu. Às vezes pergunto-me: ‘Gente, isso tudo é meu?!’ Eu fico bonita maquilhada, ele fica bonito de qualquer maneira.”
Não restam dúvidas de que Juliana encontrou a felicidade no casamento, algo que em tempos julgou difícil: numa entrevista que deu à revista RG no início deste ano, referindo-se a uma época em que ainda não estava com o marido (estão juntos há oito anos, quatro deles casados), confidenciou: “Já traí. Não o digo cheia de orgulho, mas também não tenho vergonha. Traí porque estava infeliz e aquilo foi uma válvula. Tenho a consciência tranquila, saí de todos os meus relacionamentos só depois de ter esgotado as possibilidades. Quando amo, luto até ao fim.” Uma frase que também poderia ser dita pela própria Gabriela...
Encantada com a maternidade, Juliana emociona-se muitas vezes quando fala do filho – “Todos os dias choro com o Pedro. (...) Aquela carinha a olhar para mim, aquelas mãozinhas quentinhas, fininhas...” – e assume que pretende voltar a engravidar rapidamente, mesmo tendo em conta que a primeira gravidez lhe deu 16 quilos extra (que facilmente perdeu depois do parto, além de mais dois ou três). “Estou doida para engravidar. A possibilidade de acontecer depois da novela terminar é grande”, adianta, reconhecendo que desta vez gostaria de ter uma menina. “Adorava! Mas receio que pudesse transformar-se num ‘minitravesti’: da maneira como gosto de acessórios e brilhos, iria ser só lantejoulas e purpurina! [risos] Até tenho medo de ter uma filha e Deus só me vai dar se eu merecer, porque até ele deve ter medo! [risos] Mas tenho a intuição de que virá outro menino.”
Apesar do humor, para Juliana a evocação de Deus não é apenas uma força de expressão, já que professa uma religião – à qual prefere chamar crença – denominada umbanda (o umbandista crê na reencarnação e defende valores espirituais como a fraternidade, a caridade e o respeito pelo próximo). Correu, aliás, na imprensa brasileira a informação de que a atriz teria feito um pacto com Deus, prometendo dividir com a família tudo o que ganhasse. “É verdade”, confirma a própria, “e mantenho esse pacto, que fiz muito antes de ficar famosa. Foi numa fase em que a minha família passou por muitas dificuldades. Pode parecer que rezamos para nós próprios e eu queria que se percebesse que não queria ganhar as coisas só para mim. Acho que fui ouvida”.

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