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Charme de Bo Derek conquista o Douro

A atriz foi a homenageada do Douro Film Harvest deste ano. Discreta sobre a sua vida pessoal, Bo vive há dez anos com o ator e cantor John Corbett.

Joana Brandão
8 de outubro de 2012, 12:50

Depois de nos anos anterio­res ter distinguido Andy MacDowell, Sophia Loren, Kyle Eastwood e Cacá Diegues, a edição deste ano do festival de cinema Douro Film Harvest encerrou com uma homenagem a Bo Derek, cuja carreira, iniciada no final dos anos 70, com Orca, a Baleia Assassina, foi alvo de uma retrospetiva. “Estar num evento que junta vinho, comida e bons filmes é como uma noite em minha casa”, afirmou a atriz americana, que passou quatro dias no norte, entre o Porto e o Douro.
Aos 55 anos, Bo Derek mantém a elegância e beleza que a distinguiram no cinema dos anos 80, em filmes como 10 – Uma Mulher de Sonho ou Bolero. Discreta em relação à sua vida pessoal, a atriz, que foi casada com o falecido realizador John Derek, ao lado de quem atingiu a fama, vive há dez anos com o ator e cantor country John Corbett, de 51 anos (que na série O Sexo e a Cidade fazia o papel de Aidan, o ex-namorado cowboy de Carrie Bradshaw), numa quinta em Santa Barbara, Califórnia.
Não é a primeira vez que visita Portugal, mas não conhecia esta região. Com que impressão ficou?
Bo Derek – Não fazia ideia que existia algo tão bonito como o Douro! Já conheço Lisboa e o sul de Portugal, mas estou impressionada com a beleza desta zona. Experimentei o vinho branco e o tinto, o vinho do Porto e o vintage. Adorei tudo, mas, princi­palmente, gostei das pessoas, foram todas muito simpáticas.
Profissionalmente, temo-la visto mais em televisão do que em cinema. Foi uma opção?
– Na verdade, acabei de gravar o filme Highland Park, com Danny Glover e Parker Posey. Mas sim, já não trabalho muito. Se foi uma opção? Fifty, fifty. Creio que se estivesse mais motivada e me conduzissem na direção certa talvez me esforçasse para voltar a trabalhar. Mas ficar em casa à espera que o telefone toque, não! 
Como se mantém tão bonita e em forma aos 55 anos?
– Sou uma mulher ativa e, apesar de não praticar exercício de ginásio, faço muito desporto. E continuo a montar, adoro cavalos!
Sei que é fã dos puro sangue lusitanos...
– Sim! Tenho uma égua, uma campeã portuguesa chamada Gaiata, que comprei há 12 anos. Ela está muito bem treinada, competia em torneios de equitação e também fazia touradas. Mas agora tem uma vida tranquila. [risos]
Já se questionou sobre o porquê de tão forte ligação aos cavalos?
– Acho que nasci louca por cavalos e estava destinado que teria uma relação para toda a vida com eles. Recentemente, integrei a comissão das corridas de cavalos na Califórnia, para regular o desporto, e, curiosamente, disseram-me que existe um movimento para trazer as corridas de cavalos e as apostas para Portugal.
– Fala com entusiasmo da sua quinta. Encontrou semelhanças no Douro?
– Sim. Vivo numa pequena quinta à saída de Los Angeles, numa zona onde também se produz vinho. Viram o filme Sideways? É aí que moro e, apesar de lá em casa não termos vinha, muitos dos meus amigos têm e produzem vinho. Foi muito interessante ver, no Douro, os socalcos tradicionais suportados por muros de pedra, isso sim, é muito diferente do que temos na nossa zona. Levo daqui muitas coisas para contar aos meus amigos. E também levo vinho, porque é diferente do que temos lá e é maravilhoso!
É uma mulher de causas. Realiza-se a dedicar o seu tempo aos outros?
– Se estou livre e alguém me pede ajuda, não hesito. A defesa dos animais é a minha principal causa, mas também ajudo os veteranos da guerra.

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