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À conversa com Tiago Monteiro: “A família é a minha principal motivação”

Num breve intervalo de uma sessão de testes no Autódromo Internacional do Algarve, Tiago Monteiro falou à CARAS do seu novo desafio profissional e da importância que a família tem todas as vezes que se prepara para uma corrida.

Pedro Amante
4 de outubro de 2012, 12:44

Ser piloto ao mais alto nível significa muitas horas ao volante, mas também muitos dias a viajar. Períodos de ausência com os quais Tiago Monteiro há muito aprendeu a conviver. “Tento gerir da melhor maneira e o pouco tempo livre que tenho é para a minha família. Às vezes, conseguir apanhar um voo umas horas mais cedo vale ouro!”, conta o piloto, com quem marcámos encontro no Autódromo Internacional do Algarve, onde testou o Honda Civic com que vai correr a próxi­ma temporada de campeonato do mundo de turismos. Casado com a manequim Diana Pereira, com quem tem dois filhos, Mel, de quatro anos, e Noah, de dois, Tiago afirma que a sua prioridade é a família, mas não esconde que quer continuar a ganhar títulos.
– Diz que hoje a sua motivação é outra e que já não pensa apenas em títulos. É na família que pensa quando está na grelha de partida?
Tiago Monteiro – A minha vida profissional é importante, mas no topo está a minha família. Todo este meu esforço só é váli­do por causa deles. São a minha principal motivação. Quando estou na grelha, já só penso na corrida, mas eles estão sempre no meu subconsciente. Fazer o que se gosta é o mais importante e se conseguirmos aliar títulos a isso, tanto melhor.
 – Tem a família com que sempre sonhou?
– Sem dúvida, melhor ainda!
– Na sua profissão o perigo é iminente. Não teme que algo grave lhe aconteça?
– Não podemos pensar dessa forma. Quando entro em pista, essa é a última coisa em que penso.
– É um pai presente?
– Claro que sim, estou sempre em contacto com eles. Somos todos muito cúmplices.
– O que é que mudou depois de ter sido pai?
– As prioridades passam a ser outras. Primeiro vêm as crianças e o bem-estar delas. É uma preocupação constante. Mas é tão gratificante esta sensação...
– E mais filhos?
– Queremos ter mais filhos.
– Gostava que um dos dois seguisse os seus passos?
– Vamos apoiá-los nas decisões que tomarem. Não queremos influenciar, queremos que façam o que realmente gostarem.
– A Diana ainda chegou a ter uma experiência como piloto...
– De certa forma foi isso que nos aproximou. Ela é uma boa piloto e acredito que se o fosse a tempo inteiro seria bem sucedida.
– A Fórmula 1 é passado?
– É passado. Os meus objetivos profissionais estão centrados no WTCC e em conseguir ser campeão do mundo com a Honda.
 – Onde é que se imagina daqui a dez anos? Ainda ao volante de um carro de competição?
– Isso mesmo. Felizmente, nes­ta modalidade o tempo de vida dos pilotos é bem maior. Basta olhar para o meu companheiro de equipa, o Gabrielle Tarquini tem 50 anos e é um dos melhores pilotos do campeonato.

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