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Elisabete Chaves e José Pedro Dias da Silva contam como apostaram no amor

O médico dentista e a advogada receberam-nos na sua casa, em Barcelos, onde nos apresentaram o filho, Pedro Maria.

Joana Brandão
30 de setembro de 2012, 18:00

Durante longos anos, o médico dentista José Pedro Dias da Silva, hoje com 46 anos, e a advogada Elisabete Chaves, com 39, investiram quase em exclusivo nas suas carreiras e só quando se conheceram, há três anos e meio, apostaram verdadeiramente no amor. Há dois anos, casaram-se e, do Porto, onde ambos viviam nessa altura, mudaram-se para uma casa fantástica em Barcelos, presente dos pais dela, que há muito esperavam ter a filha de regresso à terra natal.
Há ano e meio, a vida de José Pedro e Elisabete sofreu nova mudança, com o nascimento de Pedro Maria, um filho muito desejado e que os uniu ainda mais. E apesar de ter agendas profissionais bastante preenchidas, o casal dá hoje prioridade à família, à qual dedica boa parte dos tempos livres. José Pedro é também piloto de ralis, em dupla com Fernando Peres, e são muitos os prémios arrecadados. “Se puder ganhar, não fico em segundo”, afirma, deixando bem claro o seu gosto pela competição. Elisabete, em contrapartida, tem um hobby bastante mais calmo: a escrita. E o tempo que lhe dedica dará frutos em breve, com a publicação do seu romance de estreia O Último Príncipe. Com personalidades diferentes, dizem que se completam e pensam no futuro com a certeza de que deram o passo certo. Com planos para aumentar a família, José Pedro e Elisabete contam-nos a sua história de amor, mostrando que nunca é tarde para se ser feliz.
– Em três anos, a vossa vida mudou radicalmente. Era isto que desejavam?
Elisabete Chaves – Sim, o casamento foi pensado e desejado pelos dois, tal como o nascimento do Pedro Maria. Somos um casal apaixonado e os filhos são fruto desse amor. Aliás, até já estamos a pensar em ter outro, porque, de facto, estamos muito felizes com a vida que construímos.
Como é que se conheceram?
José Pedro Dias da Silva – Num jantar organizado por um amigo comum. Rapidamente nos apaixonámos e a relação foi evoluindo com naturalidade. Há dois anos, decidimos casar-nos, e um há ano e meio, nasceu o nosso filho.
Profissionalmente, não têm nada em comum. O que vos atraiu quando se conheceram?
Quando conheci a Elisabete, além da evidente beleza dela, atraiu-me o seu dinamismo e inteligência. Pensamos da mesma forma, apesar de não sermos iguais. Temos os mesmos princípios, os mesmos pilares, e foi isso que nos juntou. Desde que nos conhecemos, a empatia foi grande.
Elisabete – Quando conheci o José Pedro achei-o extremamente inteligente e isso atraiu-me imenso. Mas também gostei do seu lado radical, do gosto pela aventura. Acho que nos completamos nas coisas diferentes, e temos em comum os valores da família, da amizade e da educação.
E em que é que são diferentes?
– O José Pedro é mais ponderado, eu sou mais explosiva.
José Pedro – Eu gosto de ralis e de adrenalina, a Elisabete gosta mais de ficar em casa sossegada. Mas ambos adoramos viajar.
A Elisabete foi mãe pela primeira vez aos 38 anos. Como está a ser a experiência?
Elisabete – Maravilhosa! Estou a adorar cada segundo e está a ser uma experiência muito enriquecedora. Ainda bem que adiei a maternidade. Se tivesse tido filhos mais cedo talvez fosse mais complicado, não teria nem a maturidade nem a disponibilidade que tenho agora. Está a ser muito bom. Sou uma mãe leoa!
Sentem que o facto de serem pais nesta fase das vossas vidas vos dá outra disponibilidade para o Pedro Maria?
José Pedro – Num mundo cada vez mais competitivo, é verdade que o trabalho é cada vez mais exigente e nos ocupa mais tempo. Mas, felizmente, nós já temos as carreiras consolidadas. Eu sou médico dentista há 20 anos e grande parte do trabalho da Elisabete pode ser feito a partir de casa, permitindo que esteja perto do nosso filho. Portanto, sim, já não temos a vida que tínhamos há dez ou 15 anos, como tal, estamos a viver tudo de forma mais tranquila.
Tem há 20 anos um hobby que lhe ocupa bastante tempo: é o co-piloto de Fernando Peres e, juntos, competem em ralis num Mitsubishi. Conte-nos como nasceu esta paixão pela velocidade?
– É uma paixão antiga. Come­cei com o Fernando Peres, em 1981, nos karts. Ajudava-o nas corridas e acompanhei sempre de perto a carreira dele. Depois, participei em ralis com outros pilotos, até que reencontrei o Fernando e formámos uma dupla. Embora não façamos disto profissão, é o que somos, tal é o tempo que nos ocupa.
Durante a semana tem um trabalho bastante minucioso e pacato, no consultório, mas ao fim de semana tem uma atividade cheia de adrenalina...
– Há quem goste de jogar golfe ou ténis, eu adoro fazer ralis. Andar contra o relógio, aproveitar cada centímetro da estrada, prepa­rar o carro, a parte mecânica e eletrónica, e a adrenalina das provas, dá-me tudo um gozo tremendo. Há dias disseram-nos, a mim e ao Fernando, que estávamos em fase de pré-reforma [risos]. Se assim for, acredito que durará mais 20 anos.
Com uma agenda tão preenchida, o José Pedro tem pouco tempo livre. Como é que a Eli­sabete lida com a vida agitada do seu marido?
Elisabete – É complicado gerir tudo, mas O José Pedro compensa-nos, porque quando está em casa dedica-se em pleno a mim e ao filho. O José Pedro é um excelente pai e tem uma ótima relação com o Pedro Maria. No entanto, eu e o bebé acompanhamo-lo às provas sempre que podemos. O nosso filho adora ver o pai a conduzir, e é uma boa forma de estarmos todos juntos.
Já a Elisabete ocupa os seus momentos disponíveis de uma forma bastante menos radical. Está a terminar o seu primeiro romance...
– Sim, é um romance contemporâneo, que espero publicar em breve. Chama-se O Último Príncipe e, apesar de não ser biográfico, o final é inspirado no meu marido, porque foi escrito depois de nos conhecermos. As partes bonitas foram inspiradas no José Pedro. Aliás, o último príncipe é, sem dúvida, o meu marido!

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