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Emanuelle Araújo: “Fui mãe muito nova, mas sempre encarei tudo com leveza”

A atriz e cantora brasileira veio a Portugal promover a telenovela ‘Gabriela’, na qual interpreta a prostituta Teodora. Aproveitando esta sua estada em Lisboa, a CARAS foi conhecer a artista.

Marta Mesquita
29 de setembro de 2012, 14:00

Emanuelle Araújo, de 36 anos, começou a sua carreira artística no teatro, mas foi através da música que se tornou conhecida do grande público, quando substituiu a cantora Ivete Sangalo na Banda Eva, em 1998. Quatro anos depois de ter deixado este projeto, Emanuelle tornou-se vocalista da banda Moinho e começou a ser uma presença assídua nas produções televisivas brasileiras. Atualmente, a atriz e cantora dá vida a Teodora, uma prostituta no remake da famosa telenovela Gabriela, em exibição na SIC.
A par de um percurso profissional bem sucedido, Emanuelle também se sente preenchida no campo pessoal. Realizada ao lado de Carlos Henrique Blecher, advogado, e mãe de Bruna, de 18 anos, a atriz garante que tem tudo para ser feliz.
Aproveitando a sua vinda a Lisboa para promover Gabriela, a CARAS conversou com a artista, que revelou ser uma admiradora do povo português.
– Durante os anos em que foi vocalista da Banda Eva, a Emanuelle veio várias vezes a Portugal. Que memórias guarda do nosso país?
Emanuelle Araújo
– Adoro Portugal e o público português. É um povo muito caloroso que tem um carinho muito especial pelo Brasil e é ótimo para um artista sentir isso. Além da beleza do país, e em particular de alguns lugares como Cascais, que acho lindo, a memória que mais guardo é o carinho do povo. Lembro-me de que nos espetáculos as pessoas cantavam muito e eram super carinhosas. Foi isso que mais me marcou.
– Como está a correr o desa­fio de integrar o elenco da telenovela Gabriela?
– Está a correr muito bem. Esta é a nossa Gabriela, a de 2012, mesmo que retrate a obra dos anos 20 de Jorge Amado, que é a matriz do trabalho. Mas o gostoso deste projeto é o facto de ser a Gabriela de todos nós, da Juliana Paes, que está lindís­sima, e de todo o elenco! A minha personagem existiu na versão anterior da novela, mas era um papel pequeno e agora tem mais destaque. Estamos a contar de novo uma história que necessariamente se torna diferente. Depois, é uma história da Bahia, onde tudo acontece sem grandes preocupações... E a novela tem esse calor e frescura.
– A Ema­nu­elle nasceu na Bahia. Tam­bém tem essa ‘frescura’ e esse espírito mais despreocupado?
– Totalmente! Na vida, levo tudo com muita leveza! Vivo muito a minha verdade. Sou bas­tante solta e afetuosa. Trabalho no mundo artístico desde os dez anos e tenho conseguido conciliar as minhas duas carreiras, na música e na representação. Tenho uma banda, Moinho, e canto muitos autores da Bahia. Sou uma pessoa do trabalho, adoro trabalhar! Sou muito feliz a fazer o que faço.
– E quem é a Teodora, a sua personagem em Gabriela?
– A Teodora é uma personagem muito interessante. É uma prostituta dos anos 20 que sofreu na pele a forte repressão a que as mulheres naquela altura eram sujeitas. E ainda hoje sentimos interiormente o reflexo dessa repressão. Somos mulheres moderníssimas, mas queremos ser as melhores esposas, mães irrepreensíveis e boas profissionais... Na obra do Jorge há mulheres lindas, a Bahia maravilhosa, as imagens únicas, mas também se fala dos problemas políticos e sociais. Ser prostituta naquela época era por falta de opção. Por isso, a Teodora é uma sobrevivente, uma mulher esperta, determinada com uma sede enorme do seu espaço. Dentro do cabaré, ela quer ser a melhor.
– A Emanuelle foi mãe com apenas 17 anos. Essa experiência tornou-a uma pessoa ainda mais lutadora?
– Acho que sim. Quando somos mães deixamos de ser só nós e passamos a necessitar de cuidar de outra pessoa. E isso é a batalha da nossa vida, que nos dá mais determinação. Mas apesar de ter sido mãe muito nova, sempre encarei tudo com muita leveza. Nunca me endureci com nada. E na Teodora as dificuldades e os conflitos pesam.
– Com uma personagem com uma carga emocional tão pesada, é fácil para si deixar a Teodora no estúdio? Ou leva a personagem para casa?
– Não levo nenhuma personagem para a cama. Quando começo um trabalho, preocupo-me muito com a construção. Quando tiro o figurino, a maquilhagem, volto a ser a Emanuelle e é com ela que vou para casa.
– Com uma vida profissional tão preenchida, é difícil ter tem­po para a família?
– Há sempre tempo para a família! Não acredito numa vida profissional bem sucedida se a pessoal não for bem estruturada. Só consigo estar bem profissio­nalmente se tiver tempo para estar com a minha família. Claro que quando estou a trabalhar muito passo menos tempo em casa, mas, nem que seja um pouquinho, estou com os meus.
– Que projetos profissionais se seguem depois de as gravações de Gabriela terminarem?
– Em outubro acabamos as gravações de Gabriela e começa­mos a gravar o novo disco da banda Moinho.

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