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Cláudia Vieira confidencia: "Tenho uma dependência gigante da minha filha"

Depois de mais uma edição do programa ‘Ídolos’, a atriz foi de férias com o companheiro, Pedro Teixeira, e a filha, Maria, de dois anos. De regresso a Lisboa, Cláudia ainda não sabe quando regressa à televisão.

Marta Mesquita
23 de setembro de 2012, 10:00

Mal terminaram as gravações do programa Ídolos, que apresentava ao lado de João Manzarra, Cláudia Vieira, de 34 anos, o companheiro, Pedro Teixeira, e a filha, Maria, de dois anos, foram para o Algarve, onde desfrutaram de um mês de férias na companhia de familiares e amigos.
De regresso a Lisboa, Cláudia tem feito algumas campanhas publicitárias e locuções. Contudo, ainda não sabe quando voltará aos ecrãs, seja como apresentadora ou atriz. A completar oito anos de relação com o ator, Cláudia revela que ter outro filho é uma possibilidade cada vez mais presente para o casal, mas, por outro lado, confessa: “Está a saber-nos muito bem ter só a Maria.”
Durante uma conversa intimista, a atriz e apresentadora revelou à CARAS o que faz de si uma mulher completa, feliz com a vida de todos os dias.
– Regressou recentemente de férias. O que é que aproveitou para fazer durante este mês de descanso?
Cláudia Vieira
–  Estas férias souberam-me muito bem. Nunca tinha tido um mês inteiro para descansar e relaxei completamente. Foram férias muito tranquilas, com amigos e família. Estive sempre no Algarve e deu mesmo para aproveitar, porque tínhamos muitos dias pela frente. Foi maravilhoso poder estar na praia, com a Maria, namorar... Foi ótimo ter aquele dia-a-dia de férias, desfrutando de tudo sem pressas.
– Agora que regressou a Lisboa, já está a pensar em novos projetos profissionais?
– Para já não e até me sinto confortável com isso. Não sei como serão os próximos meses. Sei que vou aproveitar para fazer algum tipo de formação, na representação e na apresentação. Quero adquirir novas ferramentas de trabalho, mas ainda não tenho nada definido no que diz respeito a novos projetos. Há coisas que estão a ser faladas, mas ainda são apenas possibilidades... Agora, tenho estado a fazer campanhas publicitárias e locuções.
– Será então a altura ideal para voltar a engravidar?
– Não sei se será para já, mas gostava que a Maria não tivesse uma grande diferença de idade de um irmão. Estamos a aproveitar este lado mais crescido da Maria, que está a largar as fraldas e já dorme noites inteiras. Por um lado, a fase em que eles são bebés é mais cansativa e exigente, por outro, sei que se deixarmos passar mais tempo para termos outro filho vai ser mais difícil, porque já se terá abandonado por completo estas tarefas todas que envolvem os bebés. Temos pensado nisso... Mas também está a saber-nos muito bem ter só a Maria. Queremos esperar mais um bocadinho.
A Maria já fez dois anos. Revê-se nela?
– Nem por isso, porque já dá para perceber que a Maria tem uma personalidade diferente da minha. Embora seja muito carinhosa, não é uma criança fácil à partida. Tenho de saber lidar com o feitio da minha filha de forma a passar-lhe os princípios que pretendo e vou despender o tempo que for preciso a educá-la da maneira como quero, mas sei que não posso exigir que ela seja como eu ou como o pai. Ela é a minha filha, tem o tempo dela e tenho de respeitar isso. E chego ao final do dia com uma vontade tão grande de estar com ela! Tenho sempre saudades daquele ser! É um amor incrível, superior a tudo o que possamos imaginar. Tenho uma dependência gigante da minha filha, quero estar sempre com ela... É isso, passamos a estar mesmo dependentes de alguém! Mas não quero passar-lhe isso, porque ela não pode perceber que tem esse poder sobre mim.
– A Cláudia e o Pedro estão juntos há quase oito anos, uma longevidade que nem sempre é fácil de alcançar quando ambos são figuras públicas...
– Temos os nossos conflitos e sabemos lidar muito bem com a personalidade um do outro. Estamos os dois a trabalhar na mesma área e entendemos muito bem as solicitações do dia-a-dia. O tempo que temos para nós não é muito, mas quando existe é muito bem aproveitado. Quando temos um fim de semana livre quase ignoramos os telemóveis e desligamo-nos do mundo. As coisas têm funcionado, porque o tempo que temos um para o outro é rico e saudável. O facto de termos vidas ocupadas é bom para a relação, porque acabamos por não ter uma rotina. Temos muito respeito pela vida, tempo e individualidade do outro. Também adoramos estar com os nossos amigos e com a nossa família. E é bom estarmos sempre em contacto com as nossas raízes. São o alimento necessário para quem trabalha nesta área.
– Há uns anos imaginava-se a ter esta vida?
– Imaginava-me a ter mais filhos com esta idade. Tenho um dia-a-dia diferente daquilo que imaginava, mas tenho o tipo de vida que qualquer mulher com a minha idade poderia idealizar. Tenho uma família ótima, uma casa maravilhosa, uma profissão que amo e para a qual despendo muitas horas. Mas gosto de ser produtiva, de ver as coisas a acontecer, detesto a inércia. Sinto-me realizada e feliz com a minha vida.
– O seu último projeto profissional foi como apresentadora. Houve uma Cláudia diferente, mais confiante, nesta edição dos Ídolos, comparando com as anteriores?
– Sou extremamente crítica em relação a mim. Nós, atores, habituamo-nos a usar uma capa e acabamos por não ter o à-vontade e espontaneidade que os apresentadores têm. E isso foi a minha maior dificuldade. Queria ser fiel a mim mesma, mas depois tinha de respeitar uma série de regras próprias da apresentação. E olhava para o meu trabalho e percebia que não estava totalmente à vontade com o que estava a fazer. Depois, o salto que existiu esteve relacionado com o despreocupar-me um bocadinho caso não fizesse tão bem feito. Dou sempre o meu melhor, mas errar é humano e estou mais consciente disso, o que me deixa mais confiante. E já não é a primeira vez em que me exponho.
– E agora é mais gratificante ser apresentadora ou atriz?
– É uma pergunta difícil... As pessoas apaixonam-se pelas nossas personagens e aí temos a sorte ou o azar de gostarem ou não. O público admira o nosso trabalho, mas é às nossas personagens que está ligado. Quando apresentamos um programa, quem entra na casa das pessoas somos nós. Na representação, entregamo-nos às personagens, na apresentação entregamo-nos ao público. Adoro representar, o que me obriga a sair da minha zona de conforto. E conseguimos ficar mais frustrados ou realizados na representação. Contudo, na apresentação há uma proximidade maior com o público, e isso é muito especial.

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