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Bibá Pitta: “Ficar em casa com os meus filhos foi a melhor decisão que tomei”

Muito ligados à família, Bibá Pitta e Fernando Gouveia têm por hábito fazer alguns dias de férias só com os filhos, como aconteceu neste fim de semana em Tróia, onde só faltou Tomás.

Andreia Cardinali
22 de setembro de 2012, 10:00

Juntos há 17 anos, Bibá Pitta e Fernando Gouveia complementam-se nas diferenças e construíram uma família que valorizam acima de tudo. É junto dos filhos, Maria, de 19 anos, Tomás, de 18, Madalena, de 14, Salvador, de 13, e Dinis, de cinco, que se sentem felizes, como nos contaram durante um fim de semana em Tróia, onde só faltou Tomás.
– Como foram estes dias passados em família?
Bibá Pitta – Maravilhosos. Esta é uma terra que já faz parte das nossas férias tradicionais e que não dispensamos. Não é preciso ir de avião para conhecer o paraíso, aqui ele existe [risos]. As minhas férias prediletas passam pelo Algarve, no Ancão, na praia do Waves, pela quinta dos meus avós, em Trancoso e aqui por Tróia. Este fim de semana só faltou o Tomás, pois já tinha coisas combinadas, embora os meus filhos tenham o hábito de nos acompanhar nestas ocasiões.
– Começa a olhar para estes momentos como os poucos em que consegue ter a família toda reunida?
Não, não sou nada dramática e acho normalíssimo que os miúdos também façam férias com os amigos e aproveitem as suas férias depois de um ano trabalhoso. Devem divertir-se e ser independentes. Neste fim de semana em particular tenho pena, mas não acho que seja eu a perder nada. Acho que eles é que perdem, pois podem perder locais e momentos maravilhosos e depois arrependem-se.
– Deduzo que enquanto eles morarem convosco tenha obrigatoriamente de haver férias em família...
É fundamental e eles sabem disso, nem sequer se põe isso em causa. A última semana de junho ou a primeira de julho é sempre para ser passada a sete e de um ano para o outro já estamos a planear o que vamos fazer.
– O Tomás e a Maria estão numa fase mais independente e até já têm namorados. A Bibá mostra-se tão descontraída que faz crer que é uma mãe liberal...
Nem eu nem o Fernan­do so­mos nada liberais. Sou uma mãe atenta, pronta a ouvir e ajudar os meus filhos, mas com regras – e bastantes, poderei até dizer que somos bastante conservadores. É essencial para os miúdos serem felizes que as regras existam, caso contrário eles perdem-se.
– E eles não tentam contornar essas regras ou convencer-vos?
Não, a não ser que real­mente tenham razão. Somos abertos ao diálogo.
– Essas decisões são sempre tomadas em conjunto?
Claro que sim, temos de estar sempre em sintonia para que tudo resulte. Se bem que também não fujo à regra de muitas vezes acudir por eles para que o pai aceite... [risos]
– E em dias como estes, o que aproveitam para fazer?

Há jogos e brincadeiras que fazemos, mas o principal objetivo é estarmos o dia todo juntos. À noite já vamos sair com os nossos filhos e tem muita graça, porque eles é que nos levam e trazem, já que os mais velhos têm ambos carta. Se for preciso ligamos-lhes para nos irem buscar, caso não estejamos todos no mesmo local [risos].
– Esse é um dos benefícios de ser mãe de filhos com idades tão diferentes...
[risos] Sim, é muito engraçado ser mãe de filhos de idades diferentes, já que acompanho desde o canal Panda ao canal História...
– E com idades tão diferentes tem de haver educações diferentes?
Eu acho que tem de se ser uma mãe e um pai para cada filho, pois todos são diferentes. Cada filho é único e eu tenho de ser única para cada um, embora sejam todos irmãos. Tento acompanhá-los e acho que estou a cumprir. Ser mãe é um dos papéis mais importantes da minha vida e ficar em casa com eles foi a melhor decisão que tomei.
– Isso porque apesar de ser relações-públicas, tem estado mais dedicada à família...
Já não me considero relações-públicas, faço um ou outro evento pontualmente, ajudo os meus amigos, mas estou de facto direcionada para os meus filhos pois eram eles que precisavam mais de mim e eu já não consegui dividir as coisas. Felizmente tenho essa possibilidade, já que com o trabalho do Fernando conseguimos tomar esta decisão.
– Mas ser mãe é um trabalho a tempo inteiro...
O tal trabalho doméstico é muito grande, mas habitualmente não se vê e as pessoas até dizem que quem está em casa é dondoca, não faz nada, e não é assim. É um trabalho que não me custa nada fazer, já que acompanho os meus filhos e a minha casa, mas tenho sempre muito que fazer. Agora sim, vou entrar numa nova fase, pois o Dinis já vai para a primeira classe esta semana. Quando eles entram nesta fase tudo muda e a responsabilidade é outra. O meu último bebé já vai de mochila às costas e a caminhar sozinho. Valeu muito a pena a decisão que tomei de ficar em casa e sinto isso todos os dias por ter a possibilidade de acompanhar os meus filhos. Acima de tudo, sinto que conseguimos fazer deles pessoas com conduta, humanas e sensíveis com os seus disparates típicos da respetiva idade. Tenho a sorte de não ser mãe-galinha, nem nada ansiosa, pois seria um sufoco. Tenho toda a confiança neles e deixo-os ir.
– Esta nova fase fará com que regresse mais à vida profissional?
Quero voltar ao trabalho e evoluir, pois uma mãe em casa também perde muita coisa. Acaba-se por ter uma vida mais fechada e mesmo a nível intelectual e laboral ficamos um pouco para trás. Por isso é que mesmo em casa e dedicada aos meus filhos tentei sempre fazer algumas coisas, mesmo que poucas. Tenho alguns projetos e sonhos para o próximo ano, mas sobre isso ainda não posso falar. Posso dizer que 2013 vai ser um ano em grande [risos].

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