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Cláudia Piloto vive dias de diversão cumplicidade em família

A convite da CARAS, a especialista em tratamento de imagem e o marido, o empresário Francisco Vaz Guedes, passaram momentos descontraídos na companhia das filhas.

Andreia Cardinali
16 de setembro de 2012, 17:00

Habituada a cuidar da beleza exterior dos seus clientes, Cláudia Piloto decidiu dar um novo rumo à sua carreira e passou a ajudar pessoas que sofrem de problemas de saúde que se refletem no cabelo e na pele, como doentes submetidos a quimioterapia ou que sofrem de problemas de origem nervosa. Depois da abertura do espaço Pure Life Concept, no Hospital Cuf Infante Santo, Cláudia prepara-se para alargar este serviço a outros hospitais. Uma mudança de que nos falou durante uma estada em Tróia na companhia do marido, Francisco Vaz Guedes, das filhas de ambos, Carlota, de três anos, e Constança, de onze meses, das duas filhas mais velhas de Cláudia, Carolina, de 13 anos, e Francisca, de 12, e das filhas do empresário, Ana, de 15 e Marta, de 13.
– Como surgiu este novo desafio profissional?
Cláudia Piloto –
Foi uma evolução muito natural. No fundo, acho que todo o meu percurso e todo o conhecimento e experiência que fui consolidando ao longo da minha vida profissional chegaram a um ponto em que tocaram naquilo que sempre acreditei. De repente, este é o trabalho que me dá prazer e no qual quero crescer e continuar sempre a contribuir de alguma forma para ajudar pacientes – com cancro ou outras doenças em que sofram de queda de cabelo, como é o caso da alopecia – a ultrapassar com mais confiança estes momen­tos difíceis. Acredito muito que o bem-estar e a força interior podem ser impulsionadas com este apoio em termos de imagem. A minha vontade de aprender e de me formar nestas áreas mais especializadas não tem parado e tenho vindo também a aprofundar o meu conhecimento em termos de regeneração e proteção da pele.
– O que fez despertar essa necessidade?
O Pure Life surgiu há dois anos e evoluiu de forma progressiva. Quando o Francisco começou a ver-me tão empenhada nas minhas clientes que tinham cancro e, consequentemente, ne­cessidades especiais, percebeu que esse era o trabalho que eu mais gostava de fazer, pois sentia que podia contribuir de forma especial nesta fase difícil da vida dos meus clientes e no complexo processo de tratamento. De imediato, o Francisco criou e desenvolveu todo um conceito que, embora tenha ficado na gaveta, se foi apurando ao longo do tempo. Na altura certa, um mês depois do nascimento da Constança, percebemos de facto que eu estava cem por cento preparada para trabalhar diariamente com estas mulheres especiais e tivemos oportunidade de apresentar o nosso projeto ao Grupo José de Mello Saúde na perspetiva de criar uma nova unidade especia­lizada em imagem e bem-estar integrada nos complexos hospitalares e em plena sintonia com os corpos clínicos. Novas unidades nos hospitais podem surgir e acreditamos tanto neste projeto que resolvemos transformar o espaço que temos no Tamariz na casa mãe do Pure Life Concept, promovendo assim toda uma nova forma de estar e de viver. Aí vamos manter as atividades de cabeleireiro e SPA e todos os serviços de beleza que já tínhamos, mas vamos mais longe. Todo o espaço vai ganhar uma nova dimensão.
– Esta forma de estar mais dedicada aos outros é também uma forma de educação para as vossas filhas?
As minhas filhas têm perfeita noção da realidade, sabem que são privilegiadas a todos os níveis, até porque o meio onde as minhas mais velhas estão inseridas tem coisas ótimas e outras que não quero de todo que sejam as referências delas. Gostava muito que fossem adultas boas, generosas e livres, uma vez que acredito que é na nossa liberdade e equilíbrio que conseguimos atingir os objetivos que nos estão destinados. Acredito que a motivação diária com que desempenho o meu novo trabalho se reflita na felicidade delas.
– Como equilibra as várias responsabilidades que tem com uma família numerosa?
Com muito amor e dedicação. Não é fácil, mas sempre acreditei que a educação se deve basear no amor e aceitação. Acredito que é nessa base que os nossos filhos consolidam a autoestima, produtividade e bem-estar para a vida.
– Acredito que sobre pouco tempo para cuidar de si...
Houve alturas que tive mais tempo e tratava menos de mim. Trabalho neste momento com uma paixão e dedicação que o tempo que tenho para mim é relativo. Quando estamos empenhados, conseguimos sempre arranjar tempo.
– E momentos a dois, tem sido possível?
Momentos a quatro, a seis ou a oito são os mais frequentes... A dois, neste momento, ainda é complicado, especialmente porque ainda temos dois bebés.
– Dias como este em Tróia são habituais? O que aproveitam para fazer?
Aprovei­tamos simplesmente para estar todos juntos e fazermos as coisas mais simples da vida: passear, ir à praia, à piscina, andar de bicicleta... No fundo, usufruirmos da companhia uns dos outros sem horários.
– Acredito que tenha a família com que sempre sonhou...
– 
É sem dúvida muito bom sentirmo-nos respeitadas e protegidas.
– Percebe-se que os vossos valores e ideais são os mesmos. É isso que vos mantém apaixonados como no primeiro dia?
Na nossa relação nada é como no primeiro dia. O que valorizamos é a amizade, cumplicidade e partilha que temos desenvolvido um pelo outro nos últimos dez anos.
– Sente-se cada vez mais uma mulher feliz e realizada em todas as vertentes da sua vida?
Acredito que todos nascemos com um caminho e um potencial próprios. Sempre valorizei a minha liberdade como pessoa. Não aguento estereótipos, rótulos sociais e muito menos gente pretensiosa sem o mínimo valor enquanto ser humano. Desde que trabalho neste novo projeto, tenho conhecido pessoas maravilhosas que são a fonte da minha motivação diária.
– Como gere o tempo que dedica a cada membro da sua família?
Dentro da medida dos possíveis. A base da educação das minhas filhas é o amor, e isso é o que nutrem umas pelas outras. Às vezes falta-me tempo para cada uma, mas o importante é que se sintam amadas e protegidas. Apesar de ter sido mãe muito nova, foi o que sempre fiz.
– Gostava de ter mais filhos?
Não gostava nem posso. Acho que seis filhos na conjuntura socio­económica em que nos encontramos já é uma loucura!

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