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Nayma Mingas: "Jamais deixaria de acreditar no amor"

Divorciada do jornalista Luís Costa Branco, com quem partilhou a sua vida durante sete anos, a manequim, de 38 anos, mantém a vontade de ser mãe.

Andreia Cardinali
15 Setembro 2012, 10:00

Dividida entre Portugal e An­gola, onde passa cada vez mais tempo, aos 38 anos Nayma Mingas continua a ser uma manequim muito requisitada. Filha do músico e diplomata angolano Rui Mingas, tem na família o seu porto seguro. Por isso, mesmo divorciada do jornalista Luís Costa Branco ao fim de sete anos de vida em comum, garante que continua a acreditar no amor e a maternidade mantém-se nos seus planos.
Foi sobre todas estas mudanças na sua vida, assim como sobre a vontade de ajudar no desenvolvimento da sua terra natal, que a CARAS conversou com a manequim num final de tarde passado em Tróia.
– A sua vida agora passa mais por Angola do que por Portugal...
Nayma –
Sim. Nos últimos anos tenho estado a mover-me mais para Angola, em especial por causa dos projetos que tenho. Angola é um país muito intenso, Luanda é pequena para a quantidade de pessoas que lá está neste momento – é mesmo um pouco caótica –, portanto, as coisas demoram um pouco mais a ser concretizadas. É um projeto que vai ser apresentado daqui a dois meses, tem a ver com beleza, mas ainda não posso desvendar mais [risos]. O mercado angolano tem grandes carências em algumas áreas e eu queria ajudar a colmatá-las. Depois, também gosto muito de estar em Luanda, já lá tenho a minha casa e tem sido muito agradável, em especial este último ano.
– Essa necessidade de ir para Angola foi por ter saudades da sua família?
A verdade é que não foi bem uma mudança, pois estou sempre entre cá e lá, acabo é por passar lá mais tempo. Também sempre tive o hábito de dizer que vinha para Portugal de férias, o que ainda hoje faço, e a verdade é que já cá estou há 20 anos. Se posso ter o melhor dos dois mundos, porque não? Sinto-me bem em cada uma das cidades, mas claro que quando estou numa sinto falta da outra, em especial dos amigos.
– Passados tantos anos de carreira, continua a ser bastante requisitada no mundo da moda...
Sim, as pessoas continuam a achar-me graça [risos]. Continuo a receber convites muito bons e graças a Deus continuo a poder trabalhar com bons manequins. O crescimento de um manequim e a sua manutenção dependem de um autoconhecimento muito grande, do mercado da moda e da capacidade de nos adaptarmos às determinadas fases da nossa vida. Só faço as coisas que acho que posso fazer para a minha idade e que não fique ridículo.
– Lida bem com o passar dos anos?
Tenho a qua­­lidade de ser negra [risos]. Temos uma pele muito boa e com uma grande resistência à passagem do tempo. Tenho na minha família grandes exemplos disso: a minha mãe não tem uma ruga, a minha avó faleceu com 90 anos e também não tinha. Espero que esses cromossomas façam parte de mim [risos], mas não tenho nada contra as rugas e até acho que algumas marcas do tempo são bonitas. Temos de aceitar o envelhecimento, caso contrário, não aceitamos sequer o facto de sermos humanos. Todas as fases fazem parte da nossa vida.
– E dessas fases também faz parte a maternidade?
Claro que sim. A maternidade tem de ser vivida de forma natural, sem muitos planos. Mesmo com a vida louca que tenho, os filhos fazem parte [dos planos] e irão comigo para todo o lado, às costas [risos].  As mulheres têm várias opções para serem mães. Sou completamente a favor da adoção, mas nunca adotaria uma criança com o estilo de vida que tenho, já que acredito que têm outras carências. Além disso, há ainda mais opções: a da inseminação, ou a de guardar óvulos e depois comprar uma barriga de aluguer...
– E para si que opção lhe parece mais apetecível?
Todas, menos ficar em casa a tomar conta dos filhos. Tenha-os de que forma for, irão comigo para todo o lado.
– E alguma dessas opções poderá concretizar-se a curto prazo?
Nunca se sabe... [risos] Sem­pre pensei na maternidade. Senti muito que queria ter filhos aos 22 anos, mas depois não tinha vida nem relação suficiente para o fazer. Agora, o relógio biológico voltou a dar sinal. Nunca se sabe o que pode acontecer... [risos] Não estou grávida, mas não é nada que me assustasse se acontecesse.
– Ser mãe solteira não é, então, um impedimento...
De todo.  Sou totalmente a favor. Ser mãe solteira também pode ser uma opção. As mulheres hoje são tão pouco dependentes dos homens e há tantas que o fazem e são tão felizes. Por que não?
– Sei que não gosta de falar da vida pessoal, mas divorciou-se há pouco tempo. Como encara esta fase?
A vida tem várias fases e as uniões acontecem quando as pessoas gostam de estar umas com as outras. Quando terminam, terminam, e temos de saber aceitar. Não sou a única pessoa que viveu este momento nem hei de ser a única. O peso que as pessoas dão a determinadas palavras chega quase a ser ridículo. As mulheres, hoje, têm uma independência financeira e profissional completamente distinta de há 40 anos... Eu vivo serenamente todas as fases da minha vida. Ninguém gosta de desilusões... Nós somos como as árvores, nascemos e morremos, e as relações também são isso mesmo. Há árvores de grande longevidade, como as sequoias, e há outras que são tipo espinheiras frágeis do deserto: morrem quando passa uma manada.
– Deixou de acreditar no amor?
Nem pen­sar. Jamais deixaria de acreditar no amor. Uma pessoa não define o resto do mundo. Cada um rege-se pelas suas características, caráter e educação e eu fui educada para respeitar cada indivíduo por aquilo que ele é e vai demonstrando ao longo da vida. Por isso, o amor pode estar sempre à porta.
– Hoje acredita que está numa fase melhor?
Estou numa fase diferente. Todas as nossas experiências de vida nos marcam muito e nos fazem ver a vida de forma dife­rente. Não temos de ser ra­di­cais, mas ana­lisamos as coisas de forma diferente e isso é que é crescer e viver. Gosto desta fase em que estou, pois sinto-me muito bem com aquilo que sou, com aquilo que quero ser e demonstro-o às pessoas. Acho que sou muito mais estável, adulta e segura de mim. Acredito que aquilo que sou não vai mudar, pois acho que as pessoas não mudam, revelam-se. Hoje sou mais opinativa, tenho mais certezas do que quero e não quero...
– Alguma vez se arrependeu dessa fase que terminou com o divórcio?
Não me arrependo de nada. Tudo tem um lado positivo e aprendo sempre muito com o que vivo. Foram todas as fases que já vivi na vida que fizeram de mim aquilo que sou e sou muito grata a todas elas. Há coisas que até é bom que aconteçam cedo, pois assim aprendemos logo.
– E já reencontrou o amor?
[risos]. O amor existe em todo o lado. Não gosto de falar da minha vida amorosa. As coisas, quando devem vir a público, vêm...

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