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Marta Aragão Pinto e Filipe Terruta: "Bastamo-nos os cinco para sermos felizes"

A empresária e o diretor criativo da TVI estiveram de férias em Tróia com Mónica, de dez anos, Vera, de oito, filhas de Marta, e Joana, de quatro, que nasceu já deste casamento.

Marta Mesquita
9 de setembro de 2012, 10:00

Marta Aragão Pinto e Filipe Terruta, ambos de 35 anos, desfrutaram de uns dias de descanso em Tróia ao lado de Mónica, de dez anos, Vera, de oito, que nasceram de uma anterior relação da empresária, e Joana, de quatro, já deste casamento.
Nesta ocasião, Marta e o diretor criativo da TVI, que estão a comemorar dois anos de casamento, contaram à CARAS como alcançaram a harmonia familiar numa casa em que as mulheres estão em clara maioria.
– Filipe, como é ser o único homem no meio de quatro mulheres?
Filipe Terruta
  – Não é fácil. Elas fazem o que querem de mim e às vezes isso incomoda-me, mas não tenho hipótese nenhuma, em qualquer escolha, saio sempre a perder. Não gosto de brincar com bonecas, mas brinco e adoro estar com elas! Foi por causa das minhas filhas que aprendi a desligar-me do trabalho, o que é ótimo, porque antes isso não acontecia. Mas admito que sinto a falta de outro homem lá em casa. Por acaso a minha mulher joga basquetebol comigo, mas há outras coisas que tenho de fazer sozinho.
– A Marta mudou muito desde que está com o Filipe?
Marta Aragão Pinto
– Mudei. Antes de estar com o Filipe vivia um bocadinho em piloto auto­mático e achava que tinha de ser a supermulher em tudo. Tinha de ser boa mãe, ótima profissional e nem sequer parava para pensar se estava mesmo a fazer bem as coisas. E o Filipe chamou-me à atenção e percebi que tinha de começar a desfrutar das pequenas coisas. Às vezes, estou tão preocupada com tudo o que tem de ser feito que me esqueço dele e o Filipe alerta-me para isso. Hoje sei que não tenho de fazer tudo como mandam as regras.
– Nem no início da vossa relação foram só os dois, porque a Marta já tinha a Vera e a Mónica. Há espaço e tempo para serem um casal?
– Antes, quando íamos viajar só os dois, nas duas noites antes de partirmos não conseguia dormir, ficava ansiosa. Cheguei a entrar no avião e a dizer ao Filipe que não ia conseguir viajar... E ele, sempre muito calmo, conseguia desdramatizar as coisas. Quando chegava ao destino, ligava para casa, percebia que elas estavam bem, felizes, e conseguia desligar... Mas não é um processo fácil para mim, porque elas são os meus pintainhos. Mas necessitamos muito dos nossos momentos a dois, até porque somos a companhia preferida um do outro. E isso é um dos pontos fortes da nossa relação. Divertimo-nos muito um com o outro e o mesmo se passa em família. Nós os cinco bastamo-nos para sermos felizes. Essa é a chave da nossa harmonia.
– O sucesso da vossa relação enquanto casal e com as vossas filhas está no facto de serem muito parecidos, de partilharam a mesma visão da vida? Ou são pessoas muito diferentes?
Filipe
– Somos muito diferentes, mas ambos sabemos o que queremos para a nossa vida. Ou melhor, não sei o que quero, mas sim o que não quero. Não queremos chatices e discussões por coisinhas de nada. Quando passamos por alguma fase mais tensa, porque também as temos na nossa relação, não deixamos que a tensão se prolongue e passamos em frente. E isso tem sido ótimo, porque reconstruímos sempre a nossa relação.
Marta – Temos os mesmos valores estruturais. Sabemos muito bem o que queremos da nossa família, deste projeto a dois, a cinco. Queremos estar juntos e sermos felizes ao lado das nossas filhas. Não há nenhum segredo para o sucesso de uma relação, mas se tivermos sempre como objetivo sermos felizes, vamos conseguir recomeçar sempre e reconstruir do zero as vezes que forem precisas. O importante é as coisas ficarem sempre bem resolvidas.
– O que é que têm privilegiado na educação das vossas filhas?
Filipe
– O res­peito. Nós temos fases em que as deixamos respirar um bocadinho mais e fazer alguns disparates, desde que tenham noção de que é consentido da nossa parte. Educar a Joana, que tem duas irmãs mais velhas, torna-se muito mais complicado, porque já aprendeu a fazer todos os disparates. Claro que também aprende com as irmãs a arrumar o quarto e a ser mais organiza­da, mas gerir tudo isto não é fácil. Depois, são todas mulheres, querem imitar a mãe e volta e meia não percebem a diferença entre ser mãe e ser filha. Mas não podem perder o sentido de autoridade dos pais.
Marta – O mais importante é saberem os limites e respeitarem sempre o próximo. Também acho fundamental falarmos com elas, não as deixar sem respostas. E já que têm de aprender, que seja através dos pais. Por isso é que falo muitas vezes com elas como se ti­vessem a minha idade.
– Pensam efetivamente em ter outro filho?
Filipe
– Hoje em dia, ter mais um filho é uma decisão que tem de se pensar muito bem do ponto de vista financeiro. Estamos todos a ver o que é que tudo isto vai dar. Não temos grandes perspetivas de crescimento, os filhos dos nossos amigos não conseguem arranjar emprego e tudo isso torna o futuro negro.
Marta – Quando há harmonia familiar, claro que queremos que nasçam mais filhos desta história! Agora, até para mim, que sou a pessoa mais descomplicada do mundo, sei que essa decisão tem de ser muito ponderada.
– O Filipe é um dos homens fortes da TVI. Como lida com as expectativas que têm em relação a si e ao seu trabalho?
Filipe
– Estou ali para fazer o melhor que sei. Quando acharem que já não sirvo para o meu cargo, só têm de me dizer. Por­tanto, não ponho toda essa pressão em cima de mim. O melhor reconhecimento que posso ter é o público gostar do meu, do nosso trabalho. É uma profissão complicada porque mexe com muitos egos, é desgastante, temos de dirigir pessoas e tudo isso é um trabalho contínuo. E, sendo diretor criativo, gostava efetivamente de ter tempo para pensar e só o consigo fazer quando chego a casa, o que acaba por ser a minha maior frustração.

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