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Inês Herédia, uma mulher de emoções

Os caracóis ruivos meio desalinhados são a imagem de marca desta concorrente do ‘Ídolos’. A CARAS foi conhecê-la melhor. Inês é uma mulher que sorri... até com os olhos, que tem uma gargalhada contagiante e que chora com facilidade.

Cristiana Rodrigues
1 de setembro de 2012, 18:00

Nunca quis ser astronauta, professora, ou treinadora de golfinhos. Inês Herédia tinha dois anos quando disse que queria ser atriz, depois de ter visto Alexandra Lencastre numa reposição da Rua Sésamo. A finalista do Ídolos também gostava de cantar, mas como lhe diziam que tinha uma voz irritante, nem se atrevia a pensar em seguir uma carreira na música. No entanto, aos 18 anos, depois de entrar para o coro da igreja, começou a ter aulas de canto lírico e a trabalhar a voz e decidiu que queria cantar e representar.
Os pais, Rita e Luís Sanches, não estavam muito convencidos com a vontade da filha, por isso entraram num acordo: Inês “tirava um curso superior com saída” e depois deixavam-na seguir a carreira que quisesse. Assim, a prima em segundo grau de D. Isabel de Bragança terminou o curso de Gestão de Empresas Turísticas com boas notas e depois abraçou a sua grande paixão. Participou no musical Pinóquio, de Filipe La Féria, e firmou a sua convicção. Os portugueses conhecem-na da última edição do programa Ídolos, da SIC, na qual foi uma das sete finalistas. A CARAS marcou encontro no Guincho para uma conversa descontraída com Inês, que esteve recentemente em Londres a fazer audições na Musical Theatre Academy, considerada a melhor faculdade de Teatro Musical do Reino Unido, e onde foi aceite.
– Foram os seus pais que a incentivaram a tirar um curso superior. Fê-lo contrariada?
Inês Herédia – Custou-me, mas nunca fiquei ressabiada. Aprendi imenso e se voltasse atrás fazia exatamente o mesmo.
– E a hotelaria é uma área que ainda pretende experimentar?
Vejo-me a trabalhar em hotelaria, mas não da mesma maneira que me vejo no palco. Para mim, o palco é uma vocação. Cantar é tão bom como estar apaixonada: tem tanto de euforia como de sofrimento…
– Os seus pais achavam que desistiria da música, do teatro, para abraçar uma carreira na área dos seus estudos?
Sim, houve essa esperança [risos]!
– E apoiaram-na quando se candidatou ao Ídolos?
Sim, porque perceberam que eu não tomo decisões de ânimo leve. Já estava a trabalhar com o La Féria, por isso não podia ir para o programa fazer coisas que não devia… E por isso fui consciente de que tinha de dar o meu melhor.
– Passou a estar exposta aos olhos de toda a gente…
Mas continuo a ser natural... E não mudei nada. Por exemplo, tenho algumas amigas que me dizem que, como agora sou figura pública, tenho de me vestir bem… [risos] Mas vou continuar a vestir-me da mesma maneira. Se fazemos essas pequenas cedências, num instante já não somos a pessoa que éramos.
– Tem receio de se deslumbrar com o momento que está a viver?
Espero sinceramente não me deslumbrar, não me perder e não deixar que outra luz brilhe em mim que não a minha. Costumo dizer que quando for grande quero continuar a ser pequenina.
– Ser artista em Portugal não é fácil...
Tenho perfeita noção do momento económico e social em que resolvi nascer, mas há sempre volta a dar. Se tiver que ir servir à mesa para continuar a subir ao palco, vou fazê-lo. E sempre com um sorriso na cara.
– Tem metas bem delineadas?
Quero apostar na minha formação a nível da interpretação, canto e dança. Quero muito ir ‘beber’ lá fora e trazer essa formação para cá. Fui uma das 20 pessoas aceites na Musical Theatre Academy e estou superfeliz, pois tenho a certeza que vou aprender imenso. Mas os meus pais não são ricos, como muitas pessoas acham, por isso tenho de juntar dinheiro para poder realizar este sonho. E criei um fundo para angariar dinheiro para isso.
– Isso implica deixar a vida pessoal de lado...
Sim, sem dúvida. Sei que por ser workaholic tenho deixado muitas coisas para trás, mas perder e abdicar são coisas diferentes, e eu, por opção, estou a abdicar. Embora isso também tenha consequências a nível profissional, porque às vezes, para ir buscar emoções, tenho de recorrer ao passado.
– Não tem vontade de viver uma paixão?
Não sou muito namoradeira, mas claro que às vezes apetece-me ter um alguém especial ao meu lado. Mas na minha área, nesta altura da minha vida, ou se dá tudo ou não se dá nada. Posso dar mais ou menos, mas se o fizer daqui a cinco anos ‘morro na praia’…

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