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Tatiana e Pedro Lourenço Marques: O retrato de uma família feliz

O casal recebeu-nos na sua casa de família, em Azeitão, e posou com os filhos, Constança, de seis anos, e Pedro, de três. Bernardo nasce em breve.

Marta Mesquita
25 de agosto de 2012, 16:00

Durante sete anos, Tatiana e Pedro Lourenço Marques viveram em Angola. Longe dos pais e dos amigos, foi em África que, ao lado dos filhos, Constança e Pedro, hoje com seis e três anos, o casal aprendeu a ser família. Em 2010 regressaram a Portugal, onde Tatiana apostou numa nova carreira ao fundar uma empresa de concierge services. Durante dois anos, Pedro foi o suporte da mulher, dedicando-se totalmente aos filhos e à vida familiar. Contudo, há poucos meses tornou-se sócio da Serpla, Sociedade Europeia de Riscos e Prevenção Laboral, uma empresa na área da saúde e segurança no trabalho. A par deste novo desafio profissional do empresário, o casal prepara-se também para viver uma nova aventura familiar com o nascimento do terceiro filho, que se vai chamar Bernardo. Foi sobre todos estes novos projetos que a CARAS conversou com Tatiana e Pedro na sua casa de família, em Azeitão.
– Estão casados há nove anos e durante sete viveram em Angola. Qual é o balanço do período que passaram em África?
Tatiana L. Marques
– No início, não foi nada fácil, mas agora, que já passou, percebo que foi a melhor experiência da nossa vida. Somos outras pessoas, porque lá passámos por necessidades que jamais passaríamos por cá, como não ter água, luz, elevadores ou a liberdade de pegar num carro e ir a qualquer sítio. Sete anos em Angola equivalem a 50 em Portugal! Se não nos separámos lá, vamos ficar juntos para sempre! [Risos]
Pedro L. Marques – Em An­gola, eu era diretor financeiro de um grande grupo. A qualidade de vida não era boa, mas profissionalmente estava muito bem, acordava supermotivado para ir trabalhar. Mas decidimos voltar, porque a nossa etapa lá já estava terminada. Regressámos porque queríamos dar aos nossos filhos a mesma infância que tivemos.
– E agora o Pedro tem um novo desafio profissional…
– Há alguns meses iniciei um novo projeto muito aliciante, porque comprei a participação na Serpla, uma das maiores empresas na área da saúde e segurança no trabalho. Está a ser um desafio enorme e estou a gostar bastante. Agora, só quero que a empresa cresça para nos lançarmos no mercado internacional. Vamos ver como tudo evolui.
– Foi fácil tornar-se empresário nesta fase tão difícil que o País atravessa?
– Regressámos em 2010, e nessa altura decidi não avançar logo para nenhum projeto, porque estive fora sete anos e precisava de ver como estava o mercado. Entretanto, abracei este novo desafio com dois sócios, Diogo Gonçalves e Luís Sousa. Precisava de ter um novo estímulo profissional e de traçar um outro rumo. Voltei a acordar com vontade de ir trabalhar. Temos de parar de nos queixar de que isto está mal, temos de arriscar, arregaçar as mangas e trabalhar.
Tatiana – E é um grande orgulho vê-lo a dar um novo rumo à sua vida profissional. Não nos podemos acomodar.
– Vão ter um bebé e o Pedro está a apostar numa nova carreira, o que, com certeza, o obriga a trabalhar mais e a estar muito concentrado na vida profissional. Está preparada para estar menos acompanhada nesta fase?
– Para mim foi fundamental, quando cheguei de Luanda, o Pedro ficar mais em casa. Nessa altura foi ele que abdicou da sua parte profissional para eu me lançar e apostar no meu negócio. Adquiri o meu equilíbrio profissional e agora é a minha vez de ficar nos bastidores. Para o meu marido poder ter sucesso, tenho de criar uma harmonia na nossa casa. É para isso que somos família. Eu e o Pedro conseguimos ser uma boa equipa, e esse é o segredo do nosso sucesso.
– Mas acredito que ajustarem-se a tantas mudanças, pessoais e profissionais, não seja sempre fácil ou pacífico…
– Só com muito amor é que se consegue, porque há altos e baixos e, em 11 anos juntos e nove de casamento, não estivemos todos os dias no auge da paixão, como é óbvio. Mas o grande amor que tenho pelo Pedro faz-me ultrapassar tudo. Damos as mãos e vamos embora. Somos os quatro, os cinco, e o importante é estarmos juntos.
Pedro – Sinto o mesmo. O amor que sentimos um pelo outro é que nos ajuda a viver os bons e os maus momentos.
– Enquanto pais, que valores transmitem aos vossos filhos?
Tatiana
– O mais importante para nós é termos filhos felizes. No dia a dia, privilegiamos muito a educação deles, daí estarem numa boa escola. Depois, queremos que os nossos filhos saibam o que é realmente importante na vida. Eles sabem que têm de respeitar os mais velhos e de dar valor à dedicação dos pais. A vida não está fácil e não queremos que os nossos filhos sejam educados numa redoma. Eles sabem que têm de ser responsáveis pelas suas ações. Acho que têm muita sorte por terem dois pais que se adoram e não terem maus exemplos.
– Que relação têm com esta casa?
Pedro
– Duas das razões que nos fizeram voltar de Angola foram a falta que sentia do meu clube, o Benfica, e as saudades que tínhamos desta casa, em Azeitão. É uma casa de família, da minha mãe, que me diz muito. Todos os fins de semana vimos para cá, de inverno e de verão. É aqui que carregamos baterias para a semana que se segue.

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