Nas Bancas

Cuca Roseta, a voz feliz do fado

A fadista está a preparar o seu segundo disco, que deve ser apresentado em março. Realizada profissionalmente, Cuca vive também dias felizes ao lado do filho, Lopo, de quatro anos, e do namorado, David Magboulé.

Marta Mesquita
25 de agosto de 2012, 10:00

Há sensivelmente um ano e meio, Cuca Roseta, de 30 anos, apresentou o seu disco de estreia. Desde então, os concertos em Portugal e no estrangeiro começaram a ditar o ritmo da sua vida. Contudo, a par dos seus compromissos profissionais, a fadista tem ainda tempo para o namorado, David Magboulé, e o filho, Lopo, de quatro anos, que nasceu de uma anterior relação. Foi durante um fim de tarde passado no Algarve que a fadista conversou com a CARAS sobre as emoções felizes que canta no palco.
– Qual é o balanço que faz deste último ano e meio, desde a apresentação do seu disco de estreia?
Cuca Roseta
– Foi muito bom e cansativo! Tive experiências completamente diferentes, que expuseram muito o meu lado emocional e a minha arte. E tudo isso me fez evoluir. Hoje, já sinto o palco como a minha casa.
– O que é que mais mudou em si enquanto artista e pessoa?
– Hoje, quando ouço o meu primeiro disco, que sempre adorei, sinto que já está um bocadinho distante daquilo que estou a fazer. Ao fim de dois anos, os artistas apresentam um novo trabalho e faz todo o sentido, porque já somos pessoas diferentes, por todas as experiências artísticas que vivemos. Pessoalmente, sinto que no início era uma menina tímida, mas agora já sou uma mulher que encontrou o seu espaço para falar de sentimentos. E esse é o grande passo que vou dar no segundo disco.
– E já se pode saber como vai ser esse disco?
– Vai ser uma surpresa que não vou desvendar já. No primeiro disco, as músicas foram escolhidas por mim, mas tendo em conta a opinião das outras pessoas; agora começo a perceber o que há dentro de mim e que é meu e único. Por isso é que um segundo disco é tão importante, porque é ele que diz quem somos como artistas.
– Mas vai continuar a cantar fado...
– Sim, sem dúvida, porque o fado é a minha maior paixão. O fado conta a história de uma vida e isso motiva-me imenso. É um género musical completamente genuíno, que fala de uma verdade íntima. O fado é a minha prece.
– Sente-se uma mulher realizada com a vida que tem ou ambiciona muito mais?
– Não crio expectativas e vivo o momento. E quando surgem coisas boas, vivo-as com um entusiasmo quase infantil. Sinto mesmo aquela felicidade inocente. E essa é a minha maneira de ser. Sei que quero cantar e que tenho de trabalhar para alcançar o que quero. O sucesso só se consegue com a dedicação, mesmo que seja até à dor. O segredo para se chegar ao público é sermos simples e verdadeiros. E é esse caminho que quero continuar a fazer, porque é isso que me faz feliz.
– Acredito que a parte menos boa da sua profissão seja viajar muito, o que a obriga a estar mais longe do seu filho…
– Costumo dizer que tenho uma vida maravilhosa, mas há sempre qualquer coisa que não corre tão bem. Eu sou independente, aventureira e adoro viajar, mas, por outro lado, sou a pessoa mais mãe-galinha do mundo e não consigo estar mais do que quatro dias longe do meu filho. E não consigo mesmo! Quando tenho concertos em Portugal, ele vem comigo e é uma criança feliz com esta vida.
– É fácil conciliar o seu namoro com a vida de artista?
– Sim, muito bem, apesar de sentir sempre a falta de um dos homens da minha vida, porque quando estou em Madrid, sinto saudades do Lopo, e quando apanho o avião para Lisboa já tenho saudades do David! [Risos] Mas conciliamos tudo muito bem, porque falamos todos os dias e vemo-nos praticamente todos os fins de semana. Ele tem uma relação ótima com o Lopo e acho que vamos ter um grande futuro juntos, pelo menos espero.

Palavras-chave

Comentários

ATENÇÃO: ESTE É UM ESPAÇO PÚBLICO E MODERADO. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.

Nas Bancas

Newsletters

Receba grátis no seu email as notícias, as últimas caras!

Caras Nas Redes

Mais na Caras