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Separada de Nuno Santos, Andreia Vale vive fase otimista e tranquila

“Tendo em conta a minha idade, acho que seria um crime se não acreditasse no amor, em todas as suas vertentes”

Andreia Cardinali
15 de agosto de 2012, 14:00

Separada de Nuno Santos há três meses, Andreia Vale, de 34 anos, esteve de férias com os filhos, Afonso, de nove anos, e Pedro, de quatro, em casa de uma amiga de família na Quinta do Lago. E foi com tranquilidade que contou à CARAS como está a viver esta nova fase e como consegue equilibrar na perfeição a educação dos seus dois filhos com os respetivos pais, já que Pedro é filho do diretor de informação da RTP e Afonso do também jornalista Carlos Rodrigues.
– Estas são as primeiras férias a três. Como estão a ser?
Andreia Vale –
Desde que o Pedro nasceu, sim, já que fiz durante vários anos férias sozinha com o Afonso e a minha mãe. Mas só os três, sim, e também os quatro, já que viemos de férias com a minha mãe para casa de uma amiga dela, a Rosário. Para a semana vou estar só com a minha mãe e o Afonso, já que o Pedro vai de férias com o pai.
– Com o divórcio todo o dia-a-dia familiar mudou...
Só é diferente porque na altura em que eu estava com o pai do Pedro, o Afonso estava connosco semana sim, semana não. Agora tenho duas semanas em que estou com os dois e outras duas em que não os tenho, porque está cada um com o respetivo pai.
– Isso quer dizer que com o Nuno tem o mesmo sistema de guarda partilhada?
Exatamente. Quis mantê-los sempre juntos e não faria sentido de outra maneira. Além disso, o Afonso ajuda imenso e é muito tranquilo estar sozinha com os dois.
– E quando fica sozinha, sofre por estar sem eles ou até acha positivo ter tempo para si?
Não sofro, nem tenho ansiedades quando estou longe dos meus filhos. Claro que tenho saudades e lembro-me de coisas que eles fazem, mas também acho que é importante ter tempo para mim. Não sinto vergonha de dizer isso, mas faz-me bem estar sem eles uns dias, para que o tempo que passamos juntos seja de qualidade.
– O Afonso parece proteger muito o irmão...
Sem dúvida, ele é muito responsável e muito cuidadoso.
– Como é a relação entre os dois?
Muito próxima, o Pedro é um verdadeiro furacão e o Afonso é muito calmo. O Afonso quer mimo do Pedro, que às vezes lhe dá para trás, mas gostam imenso um do outro. O Afonso acompanhou a minha gravidez desde o início, foi sempre muito participativo, ia às ecografias e esteve lá quando ele nasceu. Já tinha uma ligação muito boa antes do irmão nascer e depois foi sempre muito próxima.
– Essas diferenças deles trazem algumas semelhanças?
Para já acho que não, são muito distintos um do outro e o Pedro não tem nada que ver com o Afonso quando ele era pequeno. A julgar pelo que me contam e pelas asneiras que fazia, acho que o Pedro sai a mim e o Afonso ao pai.
– Depois do seu divórcio, eles não se tornaram mais protetores consigo?
Não noto muita diferença. O Afonso não mudou grande coisa, mas é um grande companheirão. Não notei nenhuma mudança radical, sempre foram queridos,  próximos e carinhosos, e isso não mudou.
– E pessoalmente, como está a atravessar esta fase?
Com tranquilidade. Toda a gente me pergunta se estou bem e, sim, estou bem.
– Uma pessoa quando se casa nunca pensa que pode terminar. Quando isso acontece há sempre algum sentimento inerente...
Eu e o Nuno decidimos que não devíamos falar sobre o que nos aconteceu. Não que tenhamos alguma coisa para esconder, mas pura e simplesmente é a nossa vida e intimidade. Não é o fim do mundo, o que interessa é que as pessoas se deem bem, que é o nosso caso, e se mantenham amigas em prol dos filhos, que é também o que nos acontece. Tudo o resto, preferimos deixar só para nós, sabemos nós o que nos aconteceu, mas estamos bem apesar disso tudo.
– É difícil equilibrar a educação de dois filhos de pais diferentes?
É um trabalho consertado, já que às vezes as regras em casa de um não as são em casa de outro, mas nada como falar. Entre mim e o Nuno vai ser uma experiência, mas entre mim e o Carlos já está mais ou menos oleado. Se houver alguma coisa que se passe de relevante na casa do outro, partilhamos, de resto, cada um tem a sua educação, mas tem sido conciliável.
– Sente que tem sido uma boa mãe?
Acho que não há mães perfeitas, mas tenho feito o melhor que posso e estou sempre a aprender a fazer melhor. De uma coisa tenho a certeza, dou sempre o meu máximo.
– Continua a acreditar no amor?
Tendo em conta a minha idade, acho que seria um crime se não acreditasse no amor, em todas as suas vertentes.

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