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Sara Prata: "Sou ambiciosa, mas não passo por cima de ninguém"

Aos 27 anos, a atriz tem muitos planos por realizar e está disposta a lutar por eles.

Inês Mestre
7 de agosto de 2012, 11:07

Sara Prata, de 27 anos, é uma mulher determinada e com um plano de vida. A atriz de Louco Amor, da TVI, é também uma jovem divertida, que encara a vida com descontração e otimismo, mas, ao mesmo tempo, a seriedade de quem sabe o que quer e está disposta a lutar por isso.
A CARAS falou com Sara, que nos contou que a sua família, os amigos mais chegados e o namorado, João Rodrigues, de 26 anos, são o seu porto seguro. Apesar de preferir não falar muito sobre o namoro com o estudante de Engenharia Civil, que dura desde 2006, a atriz revela viver uma relação feliz.
– Ser atriz era um sonho de criança?
Sara Prata
– Em pequenina era muito ‘teatreira’, mas na altura de escolher estava indecisa entre desporto e teatro. Acabei por escolher teatro, o que foi uma surpresa para toda a gente!
– Teve o apoio da sua família?
– Sim, fui viver sozinha aos 15 anos para estudar representação e os meus pais tiveram a coragem de me ajudar, de aceitar e de acreditar que eu estava a fazer o que sentia que era certo. Tive sempre o apoio deles e agora são os meus primeiros fãs.
– É importante ter esse apoio?
– Sim, é importante ter estabilidade. Não estou muitas vezes com eles, mas sei que eles estão sempre lá e sentimos que no meio da correria do dia-a-dia os nossos alicerces estão seguros. E isso é bom, pois dá-nos força para ‘voar’. Só posso ‘voar’ porque sei que a base está segura e se precisar de assentar, eles estão lá para mim.
– Para essa estabilidade também deve contar o apoio do seu namorado...
– Não falo muito sobre o João, mas posso dizer que estamos bem, felizes, somos muito amigos e respeitamo-nos um ao outro.
– Em Louco Amor faz a vilã Patrícia, que comete muitas loucuras. Já fez loucuras por amor?
– Todos fazemos. Uma das coisas boas do amor é que nos põe com vontade de fazer loucuras e nem nos apercebemos de que são loucuras!
– Na vida em geral, é de grandes loucuras ou passos certos?
Não sou de grandes loucuras. Vivo animada, divertida e feliz, mas sempre consciente do que é certo ou errado. Não gosto de me atirar de cabeça. Gosto de ter tudo um bocadinho calculado. Depois divirto-me nessa busca, mas todos os passos são decisões.
– Gosta de fazer planos...
– Sim, idealizo cada dia, mas depois acabo por não fazer tudo! Tenho sempre metas que quero atingir e vou caminhando aos poucos para lá. Fico aborrecida e frustrada quando não consigo algumas coisas, mas tenho ainda muitos planos por realizar.
– Como por exemplo?
– Sonhos, realizações pessoais, a concretização profissional... E quero dedicar-me à solidarieda­de e a fazer algo por alguém. A vida é muito curta e por vezes esquecemo-nos de olhar para o lado. E um dos meus planos, mais para o fim da minha vida, é o de sorrir e fazer companhia a alguém que precise de mim.
– Essas realizações pessoais passam por casar e ter filhos?
– Hoje em dia, com tanta coisa que temos de conseguir na nossa vida profissional, essas etapas da vida pessoal acabam por não estar em primeiro lugar. Para mim, casar e ter filhos ainda não faz sentido. Um dia pode vir a fazer.
– Disse que faz planos e que se sente frustrada quando não os consegue realizar. Fica afetada por isso?
– Não fico muito afetada, nem agarrada às mágoas ou a alguma coisa que não consigo fazer. Projeto para a frente, não vivo no passado nem no futuro, desfruto mais do presente e lido com as coisas no momento. Não carrego fardos nem levo uma mala gigante para caminhar o resto da vida. Todos os dias troco a mala.
– É otimista, portanto...
– Muito! Temos de ser! A vida passa muito rapidamente. Se não formos otimistas, não estamos predispostos a aceitar novos desa­fios. E o que eu mais quero é estar atenta às novas coisas que podem surgir e agarrá-las.
– É ambiciosa?
– Eu vejo a ambição como uma coisa positiva. E sim, sou ambiciosa, mas sou incapaz de saltar etapas ou passar por cima de alguém para alcançar objetivos. Se quero uma coisa, faço por consegui-la.
– Além de tudo o que já nos disse, como se descreve?
– Sou teimosa, distraída, divertida, amiga, carinhosa, persistente, correta e também amiga de mim mesma, respeito-me acima de tudo.
– Cuida muito de si?
– Sim, não receio dizer não a alguém se para mim isso for um sim. Não faço coisas para agradar aos outros, se tiver de negar convites porque preciso de descansar, assim faço. Acima de tudo estou eu, pois só assim serei justa para os outros e estarei bem para eles. Mas é também o que faço com os meus pais, o meu namorado e os meus melhores amigos: cuido deles quase como cuido de mim. Mas não sou demasiado exigente, respeito o espaço e tempo de cada um.
– Isso não pode ser interpreta­do como egoísmo?
– Não, se há coisa que não sou é egoísta. Se estou bem quando estou com as outras pessoas, elas têm tudo de mim. Não sou falsa. Quando estou, estou a cem por cento.

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