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José Carlos Malato conta como perdeu 24 quilos em três meses

Desde que iniciou a dieta, Malato já desceu dez números nos fatos que veste habitualmente na apresentação do seu programa na RTP. O apresentador garante que não pretende emagrecer mais, nem ficar abaixo dos 100 quilos.

Andreia Cardinali
5 de agosto de 2012, 10:00

Há vários anos que José Car­los Malato, de 48 anos, luta contra o excesso de peso: já fez várias dietas, mas acabou sempre por recuperar o que tinha perdido. Desta vez, e porque a necessidade de emagrecer partiu somente de si, o apresentador de televisão está totalmente empenhado e conseguiu perder 24 quilos em apenas três meses. Foi esse o ponto de partida para esta conversa com o apresentador de Desafio Total.
– Como decidiu que estava na altura de perder peso?
José Carlos Malato –
Foi um processo que começou com uma decisão que não me foi imposta por nenhum padrão de estéti­ca, por nenhum amor perdido e não correspondido, já que sou bem amado com as características que tive. Demorei dez anos a tomar esta decisão, já que decidir o que quer que seja é algo que detesto fazer [risos]. Quando entrei para a televisão vestia fatos tamanho 58 e agora estava no 68... Curiosamente, esta semana vesti pela primeira vez um 58. Atingi um processo duma total falta de regras alimentares e tudo o que isso implica e decidi fazer uma dieta.
– Mas não foi a primeira vez que decidiu emagrecer...
Não, já tinha feito todas as dietas que existiam em Portugal e que deram os seus resultados, mas punham-me muito nervoso, pois tinham um componente para me tirar a fome. Tudo a mim me dá para comer, seja a felicidade ou a tristeza [risos]. Por isso, precisava de algo radical e químico. Andei a pesquisar, já que não queria passar pelos processos anteriores, como a mudança de humor e o olhar diferente e deparei-me, através de um amigo, com uma dieta onde tinha de cortar radicalmente com toda a comida. Para mim tinha de ser assim, já que se comesse meia colher de arroz seria um insulto, meia batata seria metade de nada e não iria conseguir. Surgiu a Lev, método que investiguei e com o qual percebi que ficaria sem fome, pelo processo natural. Fui a uma consulta e optei por este processo. A primeira semana foi dura, pois não podia comer absolutamente nada, até que me comecei a consciencializar dos produtos que eles tinham para oferecer.
– Isso porque no início da dieta tem de comer somente os produtos da marca...
Sim, e uma sopa de legumes. Mas os produtos deles têm sobremesas e pratos ótimos, tudo aquilo de que gosto. Com esta dieta posso comer as coisas que me agradam, confecionadas e que me fazem perder a fome, o que aconteceu logo a partir do quarto dia. Durante um mês e meio prescindi de estar à mesa, já que só comia os produtos deles. Depois disso, passei a introduzir uma refeição de dieta normal e depois sucessivamente fui introduzindo tudo.
– Então, em que fase se encontra agora?
Estou na terceira fase da deita em que praticamente como tudo, como numa dieta normal, menos hidratos de carbono. Esta foi a primeira dieta em que senti uma sensação de saciedade.
– Quantos quilos tinha então antes da dieta e com quantos está?
Tinha 126,5 e agora estou com 102 quilos. O meu objetivo era perder 15 quilos.
– Então já ultrapassou aquilo a que se tinha proposto...
Sim. Neste momento estou a estabilizar e não a continuar, se bem que este é um processo que não se interrompe. É normal que não fique como estou, já que durante a dieta não pude fazer exercício, pois as calorias que consumia não eram suficientes. Agora, com o exercício físico e com a massa muscular, é normal que cresça um bocadinho. Não sou magro, nunca serei e nem é esse o objetivo, até porque não queria baixar dos três dígitos, pois é assim que me vejo. Também ainda me estou a habituar a este corpo e é um exercício complicado de se fazer quando percebemos o exagero em que nos encontrávamos. Continuo gordinho e isso é algo que tem a ver com a minha natureza. Em nada contrario aquilo que sou, sou muito bem resolvido em tudo.
– Mas acredito que agora lide melhor com o seu corpo...
Em minha casa os espelhos sempre foram de rosto e houve alturas em que a relação com o meu corpo era conflituosa. De há uns anos para cá, e com a maturidade, tudo isso ficou resolvido, mas claro que hoje me sinto melhor, gosto mais de me ver na televisão e não sofro tanto a nível de saúde. Coisas tão simples como atar os sapatos eram difíceis de fazer.
– Está quase a entrar nos 50. Alguma vez se arrependeu de não ter tido filhos?
Houve uma altura em que isso era uma von­tade, mas sou muito preguiçoso e como a minha irmã começou a ter os filhos por mim, isso veio apaziguar esse sentimento. Aí percebi que quem tem filhos tem realmente cadilhos [risos]. Assim tenho mais liberdade para tratar dos meus pais e proporcionar algum conforto à família. Com o tempo também fui percebendo, que, realmente, não é essa a minha natureza.
– E já começa a pensar no avançar da idade?
Sim. Há aquele filme que diz que “este país não é para velhos” e eu não queria desiludir-me e ter uma velhice triste. Por isso, acautelei-me e estou a começar a fazer um plano para os próximos 20 anos. Tenho de aproveitar o facto de a minha profissão me dar um rendimento acima do normal para acolchoar o futuro. Isso passa por saber onde é que me apetece ficar, se num lar, numa residência em frente ao mar, etc. Não vou é deixar o meu futuro nas mãos de ninguém. Por isso, os próximos dois anos do meu vínculo contratual serão para tratar disso. Tenho toda a família confortável e com um nível de vida parecido com o meu, já que sempre fui poupado e comedido, e agora chegou a minha vez.

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