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Inês Castel-Branco: "Tudo faz sentido depois de se ter um filho"

A atriz fala da felicidade de ser mãe de Simão, de 21 meses, e de como o filho mudou a sua vida para melhor.

Inês Mestre
28 de julho de 2012, 10:00

Simpática, descontraída e dona de uma energia contagiante, Inês Castel-Branco, de 30 anos, passou uma tarde à conversa com a CARAS, durante a qual mostrou o seu lado alegre e bem disposto, mas também naturalmente sedutor. A atriz, que vimos até há pouco tempo no papel da divertida e irreverente esteticista Carmen da novela Rosa Fogo, irradiou brilho quando falou do filho, Simão, de 21 meses. No entanto, preferiu manter alguma discrição no que respeita ao companheiro e pai de Simão, o artista plástico Filipe Pinto Soares, de 38 anos.
Durante sete meses, acumulou as gravações de Rosa Fogo com a sua empresa de festas e os cuidados com um filho pequeno. É uma mulher com muita energia...
Inês Castel-Branco
– Sim, sou pró-ativa e empreendedora, acho que isso vem da minha mãe. E como na minha profissão ou estamos a trabalhar muito ou estamos parados, nas alturas em que estou parada invento coisas para fazer. Por isso, há dois anos e meio abri a minha empresa, a I Wish, que me ocupa algum tempo. Surgiu da minha vontade e da de uma amiga de fazermos algo com crianças: organizamos festas e tentamos realizar os desejos delas de conhecerem alguém famoso.
O seu trabalho é criativo. Preocupa-se em estimular a criatividade do Simão?
– Ele é filho de artistas e estamos sempre a incentivá-lo. Gosta de pintar e faço workshops com ele aos fins de semana. Adoro fazer atividades com ele, porque não só a nossa relação fica mais forte, como consigo vê-lo a experienciar coisas pela primeira vez, e isso é engraçado. A expressão dele nessas alturas é única.
– Como tem ocupado o tempo livre desde que terminaram as gravações de Rosa Fogo?
– Tenho lido, ido a concertos, visto filmes... Está a saber-me bem estar de férias. Desde que tenho o Simão, gosto de pensar que trabalho muito durante uns meses, mas que depois tenho tempo para me dedicar mais a ele. Eu e o meu marido temos profissões que permitem gerirmos o nosso tempo e ficar sempre um de nós com ele.
– Como está a viver a experiên­cia da maternidade?
– Agora acho que toda a minha vida foi em função deste momen­to. Sempre foi um grande sonho ser mãe, mas não queria parecer obcecada e adormeci-o durante algum tempo. Mas desde que tenho o Simão, percebi que não há outro amor sequer parecido com este. Tudo faz sentido depois de se ter um filho. Tudo melhorou na minha vida depois de ter tido o Simão. A minha forma de encarar as pe­ripécias, o futuro, de trabalhar, de me relacionar com os outros, de lidar com conflitos... Tudo mudou, é incrível! Talvez haja pessoas a quem isto não acontece, mas a mim aconteceu-me e é bom. Sinto-me uma pessoa melhor.
– Que tipo de criança é o Simão?
– É um bebé muito simpático, sociável, feliz, e só vejo o lado menos bom quando ele adoece.
E que tipo de mãe é a Inês?
– Sou descontraída no dia-a-dia, nas quedas, nos perigos, mas sou um pouco rígida na educação. Algumas pessoas já me disseram  que ele é muito pequenino, mas eu não acho. Penso que a educação deve começar de pequeno, perceber o que o ‘não’ quer dizer e não ceder. Sou rígida, mas acho que vou ter frutos no futuro, pelo menos assim o espero!
Pede muitos conselhos à sua mãe?
– Não, acho que isso vem por imitação. Vejo-me muitas vezes a imitar comportamentos da minha mãe e fico orgulhosa, porque acho que ela é uma boa mãe. Eu e os meus irmãos crescemos pessoas bem educadas, bem formadas e centradas. Não trato mal as pessoas, sei falar com elas, e isso vem da educação que a minha mãe me deu. E quero passar isso aos meus filhos. Quanto ao resto, não temos mão em tudo e as pessoas tem as suas personalidades e têm de fazer as suas escolhas. Mas tratar bem o próximo é muito importante.
Gostava de ter mais filhos?
– Gostava de ter mais dois, mas mais um de certeza. No entan­to, nós somos os dois artistas e as coisas não estão fáceis. Mas adorava ter uma menina. E estou convencida que da próxima vez é uma menina!
– Entre si e o Filipe há um pai mais disciplinador e outro que é mais para a diversão?
– Não, lá em casa é tudo muito bem divido. Não há uma pessoa para um só papel.
A vossa relação mudou com a chegada do Simão?
– A nossa relação tem evoluído e o nascimento do Simão era o passo seguinte. Mudou no sentido em que um filho muda todas as relações, e melhorou no sentido em que era algo que queríamos muito e que se concretizou.
– Disse que ser mãe a fez mu­dar a forma de encarar o futuro. Como o encara agora?
– Embora sempre tivesse sido uma pessoa responsável, havia mais liberdade. Agora tenho de pensar no nosso futuro, mas as prioridades mudam e não há nada que me faça falta. As mudanças são feitas de forma consciente e feliz. Ter filhos é isso.
– Como estão a ser os seus 30 anos?
– Acho que os 29 e os 30 têm sido os melhores anos da minha vida, mas julgo que isso também tem a ver com o nascimento do Simão. E com uma mudança em mim que me tirou ansiedade e angústias. Ando muito mais feliz .
Aos 30, tem mais cuidados com o corpo?
– Sim, até porque ganhei 30 quilos com a gravidez!
Comia muito?
– Comia muito, tinha sempre fome, nunca tive enjoos e fui muito bem tratada pelas pessoas à minha volta! Mas recuperei tudo em um ano. Até porque sempre gostei muito de fazer desporto, ao contrário de dietas, que nunca consegui fazer. Mas desde que fui mãe e fiz 30 anos comecei a fazer desporto mais regularmente, o que é bom para o corpo e para a mente. E assim consigo comer o que quero, o que é uma grande liberdade! Além disso, tenho tido a ajuda da Clínica em Forma, têm-me tratado muito bem!

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