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Ana Rente conta como equilibra o amor pela medicina e o desporto

Estudante de Medicina, Ana vai representar Portugal nos Jogos Olímpicos de Londres, que decorrem de 27 de julho a 12 de agosto, na modalidade de trampolim.

28 de julho de 2012, 16:00

Ana Rente, de 23 anos, passou por vários desportos – desde a natação ao judo –, mas só quando experimentou o trampolim é que se apaixonou de imediato. Apesar de muito jovem, a atleta não é uma estreante nos Jogos Olímpicos: a ida a Londres será a segunda participação numas olimpíadas da atleta que é também estudante do 5.º ano de Medicina. Feliz com a possibilidade de representar o nosso país, Ana conversou com a CARAS antes da partida para a grande competição e contou que o apoio da família e do namorado, Gustavo Simões, de 21 anos, também ele atleta, tem sido fundamental.
– Sempre quis ser atleta?
Ana Rente –
Sim, sempre tive jeito para o desporto. A minha mãe é professora de Educação Física e sempre nos incutiu, a mim e aos meus irmãos, esse gosto.
– E como é que se torna prati­cante de trampolim?
Passei por vários  desportos e encantei-me pela ginástica acrobática. Foi lá que, aos sete anos, tive pela primeira vez contacto com o trampolim. Fiquei apaixonada.
– Esta é a segunda vez que participa nos Jogos Olímpicos. Há, com certeza, o peso da respon­sabilidade...
Da outra vez correu tão mal que não me trouxe responsabi­lidade nenhuma, por isso, tudo o que acontecer agora será um bónus! [risos] Claro que sinto um peso enorme por estar a representar Portugal e por querer superar-me a mim mesma.
– Como é que se lida com essas alturas em que não corre bem e se sai derrotada?
Não lido muito bem e vou-me muito abaixo, fico logo sem con­fiança. Lembro-me de que após o falhanço dos Jogos Olímpicos de Pequim estive um ano a lidar com a derrota e a achar sempre que não iria vencer as competições em que participava. Felizmente, tudo correu bem e consegui aquilo a que me propus, que era voltar a estar naquela competição, desta vez em Londres.
– Deduzo que nesta fase os treinos sejam bastante intensos...
Sim, treino todos os dias, menos ao fim de semana, pois tenho competições. Tenho tido estágios internacionais e até ao início dos Jogos será assim, já que o objetivo é crescer em termos físicos.
– Entre o desporto e os estudos, deve restar-lhe pouco tempo para a sua vida pessoal, para namorar e estar com os amigos...
Tento, mas é complicado, em especial nesta fase, já que ou estou fora, ou a treinar, ou a dar entrevistas, ou no hospital, pois estou a estudar Medicina.
– Conciliar a alta competição com um curso exigente como a Medicina não deve ser fácil...
– 
Acredito que os ensinamentos que o desporto me deu me ajudam, porque embora tenha menos tempo, quando tenho de estudar dedico-me inteiramente. E conto com a ajuda dos meus colegas, que me emprestam apontamentos, caso contrário não seria possível.
– Como é que os seus pais reagem quando o desporto a obriga a deixar os estudos para trás?
Apoiam-me muito, mas ficam tristes quando chumbo o ano, como aconteceu nos Jogos Olímpicos de Pequim, ou quando uma competição me corre pior.
– O facto de o seu namorado também ser atleta deve ajudá-lo a compreender as suas ausências...
Sem dúvida alguma. Apoia­mo-nos muito em todas as ocasiões e isso acaba também por facilitar no desporto.
– Com um presente tão preenchido, ainda não deve ter muitos planos para o futuro...
Claro que tenho, uma mulher pensa sempre em se casar e ter filhos! [risos] Tenho a minha vida mais ou menos planeada na cabeça. Quero constituir uma família e continuar na ginástica, embora não muito mais tempo, já que é muito trabalhoso, em especial quando terminar o curso e começar a trabalhar.
– Então o seu objetivo princi­pal é ser médica?
Sim, mas mantendo sempre a ligação ao desporto. Quero muito ser bem sucedida no meio da Medicina, especializar-me em algo, mas também quero continuar ligada ao mundo do desporto, que me traz tantas alegrias.

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