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Joana Vasconcelos: A primeira mulher a expor em Versalhes

Inaugurada no início desta semana, a exposição de 17 obras assinadas pela artista plástica portuguesa estará patente nos jardins e nos salões do Palácio de Versalhes até dia 30 de setembro.

Redação CARAS
14 de julho de 2012, 16:00

"O Palácio de Versalhes é o Lugar da Arte e os artistas sentiam-no seu; trabalhavam-no, não como um espaço expositivo, mas sim como um Lugar habitado pela Arte. É um espaço cheio, completo, rico, ao qual, aparentemente, nada mais pode ser acrescentado. O palco perfeito para celebrar a ousadia, a experimentação e a liberdade; o génio criativo apreciado como em mais nenhum outro lugar.” É assim que Joana Vasconcelos descreve, na sua apresentação, o espaço que acolhe, desde o início da semana, 17 das suas obras, oito das quais concebidas para esta exposição, que continuará a ocupar os faustosos jardins, salões e escadarias de Versalhes até dia 30 de setembro.
Depois de ter estado presente duas vezes na Bienal de Veneza, a artista portuguesa soma e segue no seu percurso profissional, concretizando agora o sonho de estar presente num espaço que sempre a inspirou. “O meu trabalho existe a partir da ideia de que o mundo é uma ópera e Versalhes é o paradigma operático e estético onde habito. As obras que proponho existem para o Lugar, vejo-as como intemporalmente ligadas a Versalhes. Quando percorro os salões do Palácio e os seus jardins sinto a energia de um espaço que gravita entre a realidade e o sonho, o quotidiano e a magia, o festivo e o trágico. Oiço ainda o eco dos passos de Marie-Antoinette, a música e o ambiente festivo dos salões. Como seria a vida em Versalhes se aquele universo exuberante e grandioso fosse transferido para os nossos tempos?”
Este foi o desafio a que Joana Vasconcelos se propôs  e cujo resultado, assegura, superou até as suas expectativas. “Interpretar a densa mitologia de Versalhes transportan­do-a para a contemporaneidade, evocando a presença de importantes figuras femininas que o habitaram, cruzando a minha identidade e experiência enquanto mulher, portuguesa, nascida em França, será certamente o mais fascinante desafio da minha carreira”, conclui a artista plástica.

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