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Raquel Prates: “Tratar do corpo reflete o amor por nós próprios”

É galerista, mas a sua vida está intimamente ligada à moda e é essa faceta que volta a ser assunto.

Cristiana Rodrigues
7 de julho de 2012, 10:00

Apresentadora de televisão, diretora-coordenadora do portal de arte artelection.com e da Galeria de São Bento, criadora de um blogue sobre tendências de moda e artes visuais – www.raquelprates.com –, Raquel Prates faz pontualmente trabalhos como modelo. Foi precisamente numa dessas sessões fotográficas que a CARAS a acompanhou. Nestas páginas desvendamos algumas das imagens da próxima campanha da Swarovski, assinada pelo fotógrafo Carlos Ramos, e, claro, damos a voz a Raquel Prates, de 36 anos, que nos conta como cuida da sua imagem e como encara as cirurgias estéticas.
– Vive satisfeita com o seu corpo?
Raquel Prates – Posso dizer que sim, retiro prazer em tratar de mim, do meu bem-estar diário.
– Como mantém a boa forma?
Usufruo dos espaços que Lisboa oferece, para andar ou correr. Não consigo ter espírito de ginásio, apesar das inúmeras tentativas. [risos] Há momentos verdadeiramente deliciosos, como o silêncio das caminhadas de vários quilómetros com a minha mãe. É o melhor exercício da semana, para o corpo, para a mente e para o coração.
– Tratar do corpo é necessário em qualquer idade ou torna-se indispensável a partir dos 30 anos?
Conforme as necessidades, as expectativas e os conceitos de beleza de cada um. A forma como tratamos de nós reflete-nos de uma forma inconsciente para o exterior, o respeito e o amor por nós próprios. Por isso considero importante, independentemente da idade, mas sem extremismos!
– Tem medo de envelhecer?
Tenho medo de perder as minhas capacidades intelectuais, ou a minha mobilidade.
– Recorreria facilmente ao botox ou ao silicone?
Facilmente, não. E por isso opto por outros tratamentos não invasivos. Não dispenso todos os cuidados que a Clínica Dermage me proporciona, principal­mente na especialidade anti-aging. Exis­tem formas de combater o envelhecimento celular sem recorrer a operações.
– Em Portugal as mulheres ainda hesitam em assumir que fizeram cirurgias estéticas. Será uma questão de mentalidade, ou têm vergonha em assumir que querem sentir-se bonitas?
Sinceramente, não sei. Julgo que tem algo a ver com a intimidade das pessoas, mas não sou da opinião de que sentem vergonha ou pudor em sentirem-se bonitas.
– Acha que as mulheres portuguesas se cuidam como deveriam?
Acho que estão mais atentas, que têm acesso a mais informação em relação aos benefícios a nível de saúde, não só física mas também mental, o que está inti­mamente ligado à autoestima.
– Houve alguma altura da sua vida em que não se achou bo­nita e por isso se tornou menos confiante?
Também tenho dias menos bons. Estaria a mentir se não o admitisse, mas também sei que “a seguir à tempestade vem a bonança”. [risos]
– Mas considera-se uma mulher bonita. O seu marido, João Murillo, tem ciúmes?
Sinceramente, não sei! Ciúmes daqueles que podem ser um problema, nenhum de nós os tem. Depois, há os saudáveis e esses ele sabe demonstrar de uma forma muito romântica. Temos uma cumplicidade muito grande e até difícil de esconder!

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