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Revista ‘Activa’ volta a distinguir empenho e generosidade de mulheres excecionais

Maria Antónia Machado, voluntária no IPO do Porto, foi a vencedora da 12.ª edição dos Prémios Mulher Activa.

Cláudia Alegria
6 de julho de 2012, 17:43

Distinguir mulheres que fazem a diferença através do seu trabalho em diferentes áreas na sociedade é o objetivo dos Prémios Mulher Activa entregues anualmente. À semelhança dos últimos 12 anos, a revista Activa voltou a dar a conhecer um grupo de mulheres admiráveis cujo empenho, dedicação e capacidade de trabalho são reconhecidos através destes troféus, desta vez entregues na sequência de um animado almoço no hotel Pestana Palace, em Lisboa. Presidida pela primeira-dama, Maria Cavaco  Silva, a cerimónia teve como anfitriões Francisco Pinto Balsemão, presidente do grupo Impresa (que edita a revista), e Clara Marques, diretora da Activa.
“Estamos aqui a prestar homenagem a mulheres de quem ninguém ouviria falar se não fosse esta bela iniciativa. São elas que dignificam e dão sentido a este prémio e não o contrário. Este ano, mais uma vez, temos um grupo de mulheres que exerce a sua atividade com dedicação e eficácia em algumas áreas que até aqui não tinham sido consideradas. Mulheres que nos ajudam a ser melhores, a olhar o mundo de uma maneira mais rica, mais positiva, mais fraterna. Obrigada por nos mostrarem o caminho. Vários caminhos”, assinalou Maria Cavaco Silva, fazendo questão de terminar o seu discurso com a mesma frase que usou nas últimas edições: “Tenho muito orgulho das mulheres do meu país.”
Um orgulho que, este ano, foi personificado por Ana Paula Ramos, diretora do Estabeleci­mento Prisional Pinheiro da Cruz, Ale­xandra Cunha, presidente da Liga para a Proteção da Natureza, Sandra Nascimento, presidente da Associação para a Promoção da Segurança Infantil, Sofia Pombo e Costa, presidente da Associação Mimar, que tem como objetivo acolher crianças em risco, e Maria Antónia Machado, voluntária nos cuidados paliativos do Instituto Português de Oncologia do Porto. Cinco nomeadas de diferentes áreas mas todas elas mulheres excecionais, como frisou Francisco Pinto Balsemão: “Hoje, mais do que nunca, os valores da ética e da solidariedade são essenciais para contrapor à miséria moral e à injustiça social onde, em tantas áreas, mergulhámos e de onde temos de sair, separando o trigo do joio. O prémio Mulher Activa já deu a conhecer, ao longo destes 12 anos, a obra e o talento de 110 mulheres. Hoje vamos saber a quem será entregue o prémio 2011, mas, como já disse, todas são premiadas e todas são merecedoras do nosso eterno agradecimento.”
Maria Antónia Machado, voluntária no IPO do Porto há 30 anos, os últimos seis dedicados aos  cuidados paliativos, acabaria por ver a sua dedicação ser reconhecida com a entrega do Prémio Mulher Activa 2011. “Há momentos em que não é possível calar o coração, e este é um deles. Sou apenas a face visível de uma retaguarda a quem também rendo homenagem: aos meus pais, com quem aprendi a conciliar a harmonia da vida de família com a disponibilidade, a assistência, a devoção aos mais frágeis da sociedade, física, social e moralmente falando; aos doentes e seus familiares; aos voluntários da Liga Portuguesa Contra ao Cancro e a toda a equipa de trabalho, a quem dedico e para quem se destina inteiramente, sem burocracias mas com a maior transparência, o prémio atribuído”, afirmou  Maria Antónia que, depois de um discurso emotivo, sincero e sentido, recebeu uma ovação dos presentes.

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