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Mãe de Angélico recorda-o em livro um ano após a sua trágica morte

O livro 'Nunca te Esquecerei' reúne testemunhos de vários familiares e amigos do cantor, que morreu há precisamente um ano.

Marta Mesquita
28 de junho de 2012, 18:17

Angélico Vieira, de 28 anos, morreu a 28 de junho de 2011, na sequência de um aparatoso acidente de viação ocorrido na A1. Agora, um ano após o seu desaparecimento, o ator e cantor é recordado pela mãe, Filomena Vieira Angélico, no livro Nunca te Esquecerei, que conta com testemunhos de vários amigos e familiares do artista.
Muito comovida, Filomena pediu a Rita Pereira, ex-namorada do filho, para ler uma carta que escreveu de propósito para a apresentação do livro, no palco do Coliseu dos Recreios: “Não foi fácil escrever, nem será esquecer. Inspirei-me em tudo aquilo de que sinto falta, a atenção, o amor, a dedicação. Ao maior amor da minha vida, ao meu grande e único herói, razão da minha inspiração. Dia após dia, vou passando e tento ser forte, à imagem daqueles que me rodeiam, mas Sandro [nome próprio do cantor], eu estou a sobreviver, e não é justo nem mereço. Antes de mais, um agradecimento a todos aqueles que também têm sentido a ausência do meu filho, partilhando a mesma dor que eu, aquela que terei que sentir enquanto neste mundo tiver que permanecer. Tudo isto é resultado de uma grande dor sem fim.”
Depois, com a voz embargada, Filomena conseguiu dirigir algumas palavras aos presentes: “Todos vocês são um acréscimo à minha família. Ele bem dizia: ‘Mãe, hei de aumentar a família.’ Não aumentou da maneira que pensava, mas conquistou os vossos lindos corações, que são a razão da minha força e existência ao longo deste tempo. Não tem sido fácil e nunca poderá ser.”
Milton Angélico, pai do cantor, também partilhou como tem lidado com esta perda: “Sinto-me responsável pela sua mãe e penso que se ele tivesse que me dizer alguma coisa seria: ‘Cuida bem da mãe’. Procuro transformar a minha dor em energia, para poder cuidar da fragilidade que sentimos. Não há dia algum em que não pense nele. Recordo os bons momentos que passámos juntos e mesmo dentro desta tristeza dou comigo a sorrir. Era o filho que todos queriam ter tido. Foi um grande privilégio ser seu pai.”

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