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Aos 62 anos, Alexandra revela: “A velhice não me assusta”

A fadista afirma que ainda se sente cheia de energia e garante que o passar dos anos não a preocupa.

Inês Mestre
24 Junho 2012, 14:00

Aos 62 anos, Alexandra assegura que ainda tem muita energia e vontade de trabalhar, mas admite que já pensa quando irá deixar os palcos. Nos dois últimos anos a fadista esteve no Casino Estoril com espetáculos de Filipe La Féria e agora vai dedicar-se à sua casa de fados, Marquês da Sé, a dar concertos e a preparar-se para gravar um novo disco. Nesta entrevista, a cantora falou-nos da sua carreira e do seu grande pilar, a família. Casada com José Gaspar, de 58 anos, de quem tem um filho, Gustavo, de 24, Alexandra é ainda mãe de Paulo, de 42 anos, fruto de um casamento anterior.
Vai fazer 35 anos de carreira em novembro. Que balanço faz?
Alexandra – Um balanço muito positivo, não me posso queixar. A minha carreira tem tido picos, mas sou muito bem recebida e acarinhada pelo público.
Já pensa em deixar os palcos?
– Claro que sim. Até porque não quero ficar nos palcos até muito tarde. Quero deixar de cantar ainda com voz, não quero que as pessoas tenham pena de mim ou que digam que eu já devia ter parado. Espero ter o discernimento de perceber quando chegar a altura e acho que não irei sentir saudades do palco. Talvez, na altura, venha a ter, mas agora acho que não.
Tem planos para quando esse momento chegar?
– Acho que me vou desligar completamente. Espero já ter netos para me entreter com eles e gostava muito de viajar, porque é algo que me dá muito prazer. Gosto de países tropicais, de calor, sol e praia. O meu sonho era ir viver para África novamente, mas sei que isso não é possível, porque tenho os meus filhos cá.
– Está casada há 25 anos. Qual é o segredo?
– Passados tantos anos já não há aquela paixão, mas fica a amizade, o carinho, a ternura, a compreensão... Habituamo-nos a ter aquela pessoa ao nosso lado e a ter o seu apoio. Já não me imagino a viver sem o José. E o nosso filho Gustavo também faz com que haja uma grande união entre nós.
– O apoio da família é importante...
– Eu dou muita importância à família. É importante estarmos todos juntos e sermos uma família unida. Os meus filhos são a minha grande força para continuar a trabalhar e a cantar. Eles são as pessoas que eu mais adoro e, apesar de terem 19 anos de diferença, dão-se muito bem e isso deixa-me feliz. Tenho uma vida familiar equilibrada, estável e feliz.
– Aos 62 anos, como lida com o passar dos anos?
– Lido bem, a velhice não me assusta. Tenho medo das doenças, mas se for uma velhota espevitada vou viver esses tempos com tranquilidade, sem saudades nem amarguras. Sinto-me lindamente, ainda com energia e vontade de trabalhar. O importante é vivermos a vida como gostamos e fazer aquilo que nos deixa felizes. Porque o tempo passa muito depressa.

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