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Último adeus a Raul Nery junta família e figuras do fado

“Era um dos guitarristas com mais alma e, para muitos, foi o melhor acompanhador de todos.” (João Braga)

Redação CARAS
23 de junho de 2012, 18:00

Foi com tristeza econsternação que familiares e amigos se despediram do guitarrista Raul Nery,de 91 anos, que morreu no passado dia 14, na sua casa, em Lisboa. O velório,que teve lugar na Igreja de S. João de Deus, no mesmo dia, reu­niu dezenas defadistas e músicos. “O Raul já tinha deixado de tocar há uns largos anos,mas era um dos melhores guitarristas que o fado já conheceu. Era um dosguitarristas com mais alma e, para muitos, foi o melhor acompanhador de todos”,referiu João Braga.
Também Camané teve o privilégio de ser acompanhado por Nery, e foi comcarinho que o recordou: “O Raul fez parte do conjunto de guitarristas maisimportante do fado. Era uma pessoa muito simpática e educada, cantei somenteuma vez com ele e jamais me esquecerei. É sempre um prazer ouvir os seusdiscos.”
Pai de Rui Vieira Nery – ex-secretário de Estado da Cul­tura, musicólogoe principal impul­sionador da candidatu­ra do Fado a Património Imaterial daHumanidade –, Raul Nery, que era engenhei­ro de profissão, criou em 1959 oprimeiro conjunto de guitarras de fado, que integrava ainda José FontesRocha, Júlio Gomes e Joel Pina.
No passado dia 10 de junho, Raul Nery tinha sido condecora­do pelo Presidenteda República, Aníbal Cavaco Silva, com a Ordem de Mérito, grau decomendador.

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