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Fundação José Saramago abre portas dois anos após a morte do escritor

“As lágrimas que tinham de se derramar já foram derramadas.” (Pilar del Río)

Redação CARAS
23 de junho de 2012, 14:00

No momento em que se assinalam os dois anos da morte de José Saramago, abriu ao público a Fundação José Saramago, sediada na Casa dos Bicos, em Lisboa. Este foi um dia de emoções fortes, principalmente de alegria e concretização, para a família do Nobel da Literatura, que assim viu concretizado o sonho do escritor. “Hoje é o primeiro dia do resto da nossa vida, de uma longa vida. Vamos continuar a trabalhar muito. Neste espaço maravilhoso, tão cheio de história, de arte e literatura, há uma palavra que está banida: o cansaço. Hoje foi, sem dúvida, um misto de emoções, mas Saramago morreu há dois anos e as lágrimas que tinham de se derramar já foram derramadas. Não quero mais lágrimas. O que é preciso agora é trabalhar”, disse Pilar del Río, viúva do autor e presidente da fundação.
Várias figuras da cultura e da política estiveram presentes nesta inauguração, entre elas Mário Soares, que, recordando a sua amizade com Saramago, afirmou: “Apesar das grandes divergências políticas e não literárias que tivemos, mantivemos sempre uma relação muito boa de amizade, em grande parte graças à Pilar.”
A cerimónia terminou com uma visita à oliveira onde estão depositadas as cinzas de José Saramago e onde vários convidados depuseram flores.

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