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Paulo Salvador

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D.R.

A escolha de… Paulo Salvador

As escolhas do jornalista refletem alguns dos seus prazeres, como a mesa e as viagens, e também a paixão por África, até porque é natural de Angola.

Redação CARAS
17 de junho de 2012, 18:00

Filho de pais angolanos, o jornalista Paulo Salvador nasceu no Lubango, em Angola, em 1965, e passou a maior parte da sua infância em Luanda. As memórias de África levaram-no a escrever os livros Recordar Angola (cujo quarto volume promete para um futuro sem data) e ditam ainda algumas das suas escolhas, como se pode verificar nas que aqui publicamos. O seu percurso na televisão – onde editou, coordenou e apresentou diversos jornais televisivos e ainda alguns programas de entretenimento – é conhecido: depois de vários anos na RTP, passou para a TVI, onde integra hoje os quadros da Dire­ção de Informação, o que acumula com o trabalho de repórter. Faz ainda parte do Observatório de Imprensa.
O Restaurante - Salsa e Coentros
Em Alvalade. Aprecio os prazeres da mesa. Do mais requintado menu de alta cozinha ao petisco da tasca, o prazer é só um: o sabor não sabe mentir. Este é um restaurante de bairro, à antiga, com clientela fiel e próxima. Daquela que prefere seguir o palato ao estrelato. Neste local escondem-se os segredos da melhor cozinha do Alentejo. As empadinhas são uma perdição, a garrafeira alentejana é extensa como os espaços do sul. Os preços não acompanham a qualidade. Felizmente.
O Local - Cratera de Ngorongoro

Na Tanzânia. Um éden na terra com 25 mil animais no interior de um vulcão extinto. Um local que nos põe no nosso devido lugar perante a beleza da natureza.
O Hotel - Ngorongoro Crater Lodge

O seu interior e decoração é algo que nunca tinha visto. Uma mistura de estilos que junta estéticas tão aparentemente contraditórias como cristais de Murano e folhas de bananeira, árvores com baloiços e pratas, adobe ou cálices de Porto com caixas de engraxador de latão. Apetece perder bilhetes e passaporte.
O País – Namíbia

Gosto de países onde a natureza é bem tratada e bem explorada. Um equilíbrio sempre difícil de conseguir. Paisagens inesquecíveis, desde os pântanos do Okavango às dunas gigantescas de Sossusvlei ou as areias desérticas que se afogam na praia.
O Filme - “Amigos Improváveis”

Mais um dos muitos e bons exemplos das excelentes obras do cinema francês. Uma história comovente com atores fantásticos. Afinal, não são precisos muitos efeitos e milhões para conseguir uma grande obra. Disso já a Europa sabe há muitos anos, mas é sempre bom reafirmar uma outra forma de contar histórias simples de pessoas únicas.
O Livro - “Recordar Angola”

O meu próximo volume, o quarto, do Re­cordar Angola, e que encerrará a coleção. Um espólio de memórias, histó­rias e pessoas que devem ficar registadas para todos aqueles que gostam daquele país. Não sei quando, mas fica a promessa.

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