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Vítor Baía e Elisabete Carvalho estão em disputa pelo filho, Afonso, de cinco anos

“Vou intentar ação no tribunal de família a fim de obter a custódia e guarda do meu amado filho.” (Vítor Baía)

Redação CARAS
13 de junho de 2012, 14:00

O fim da relação de Vítor Baía e Elisabete Carvalho é público desde março, e tudo parecia estar a correr em clima de entendimento até que, na semana passada, a aparente paz deu lugar a um tumulto sem fim à vista. A acusação de furto e violação de domicílio feita por Elisabete contra Vítor deu início a um processo de litígio que envolve, também, a luta pela custódia do filho, Afonso, de cinco anos, e que só vai, antevê-se, terminar por decisão do tribunal.
Após o comunicado oficial feito pelo ex-internacional na passada quinta-feira, no qual se podia ler que “as notícias vindas a público são totalmente falsas, sem qualquer fundamento legal ou moral, com objetivos meramente financeiros e mercantilistas”, a CARAS falou com uma fonte próxima de Vítor Baía, que partilhou a indignação deste perante o comportamento da ex-companheira: “Em fevereiro, quando o Vítor saiu de casa, depois de vários meses a lutar para que a relação funcionasse, ela disse-lhe que o ia destruir. Foi ela que se quis separar, ele tentou manter a relação, mas fartou-se. Ela só queria sair à noite, saía todos os fins de semana, e ele ficava em casa com o filho.
Recorde-se que Elisabete Car­valho acusou o ex-futebolista de ter entrado na casa onde viveram juntos enquanto ela estava ausente, para ir buscar o filho ao treino. “Ele levou os troféus, as televisões, os quadros, o meu computador pessoal, as minhas joias, algumas dadas por ele e outras da minha mãe, os meus documentos e algum dinheiro”, afirmou à CARAS, horas depois do sucedido. “Ele sabe as minhas rotinas e os horários do filho, portanto sabia que eu não estava em casa àquela hora. Além disso, a casa tem videovigilância e ele sabe tudo o que se passa. Já por causa disto, tentava não deixar a casa sozinha, porque ele já cá tinha vindo na minha ausência buscar champanhe”, diz Elisabete Carvalho, confiante no trabalho da sua advogada, Sónia Carneiro, sócia do advogado João Nabais.
Em sua defesa, Vítor Baía frisou, no comunicado: “Há longo tempo que procuro reaver os meus pertences e objetos pessoais, sem o conseguir, apesar das inúmeras tentativas. Nunca furtei nada a ninguém – o passado, o presente, a minha família e o conceito social, graças a Deus, falam por mim – e como é evidente não existe furto quando não há nada para furtar.
A este respeito, a fonte com quem falámos reforçou: “A ida do Vítor lá a casa foi feita de forma natural e legítima. Ele combinou com a babá que lá ia, ela assistiu a tudo e pode testemunhar o que aconteceu. Como é evidente, ele só foi buscar as coisas porque a Elisabete não o deixava lá ir. E apesar de ter legitimidade sobre as joias, já que foi ele que as comprou, o Vítor não as trouxe, nem o computador ou os documentos. As acusações não têm qualquer fundamento.
Em reação às acusações de Eli­sabete Carvalho, no seu comunicado – a única vez em que falou sobre o assunto –, Vítor Baía fez saber que vai pedir a custódia do filho de ambos: “Cansado que estou de ver o meu filho Afonso mais próximo da babá do que da mãe, e como não quero correr o risco de o meu filho algum dia trocar as identidades, vou intentar ação no tribunal de família a fim de obter a custódia e guarda do meu amado filho, garantindo assim que, com o meu esforço, este venha a ter a mesma educação e princípios dos outros irmãos.
Vítor e Elisabete estiveram pela primeira vez em público com o filho em outubro de 2011,  aquando do Portugal Fashion em que o menino se  estreou a desfilar para  Miguel Vieira. Na ocasião, o casal assistiu na primeira fila e aplaudiu de pé a prestação de Afonso e o ex-futebolista afirmou à CARAS: “Fiquei muito orgulhoso do meu filho. Foi um momento muito emotivo. Não estava à espera que ele estivesse tão descontraído perante tanta gente. Sei o que é estar perante multidões, não é fácil, e ele esteve muito bem. Tanto eu como a mãe ficámos com uma lágrima no canto do olho.”
Longe vão, porém, os tempos desta harmonia, apesar de o bem-estar de Afonso continuar a ser a maior preocupação de ambos. Há dias, na festa do 17.º aniversário do Século XIX e da CARAS, que decorreu no Palácio da Bol­sa, no Porto, Eli­sabete Carvalho surpreendeu com uma tatuagem na perna direita onde se podia ler: “O meu filho caminha comigo.” A ex-companheira de Vítor Baía explicou que esta tatuagem, feita há dois meses, “é uma homenagem ao meu filho, que irá caminhar sempre comigo, ao meu lado. Está num sítio que eu não vejo, mas é uma frase tão marcante que a quero partilhar e fico orgulhosa de que as pessoas a vejam”. Trata-se da segunda tatuagem de Elisabete Carvalho, que nas costas tem tatuada a frase: “Só Deus me pode julgar.
Quando confrontada com a intenção de Vítor Baía de obter a custódia de Afonso, a ex-companheira veio imediatamente acusar: “Ele não vê o filho há várias semanas!” Por seu turno, surpreendido com estas declarações de Elisabete Carvalho, a já referida fonte contrapôs: “Ela é que não o deixa ver o miúdo. O Vítor liga para falar com o Afonso e ela desliga o telefone. Ele só tem consegui­do vê-lo às escondidas. Da forma com as coisas estão, ainda vamos ouvi-la caluniar muito o Vítor, mas ele está de consciência tranquila e, ao contrário dela, vai querer resolver as coisas em sede própria, não na praça pública.” E em jeito de conclusão, disse ainda: “O Vítor apresentou à Elisabete dois acordos para se separarem, mas ela não aceitou nenhum deles. Não consigo perceber porquê, e acho que ninguém conseguiria, porque ambas as propostas a deixavam numa situação muito estável e francamente boa. Ele queria resolver as coisas a bem, mas cada vez me parece menos possível que isso venha a acontecer. Ela está, claramente, a ser mal aconselhada e quem tudo quer tudo perde!
Recorde-se que a casa onde Elisabete Carvalho está a morar com o filho é propriedade de Fernando Póvoas desde o início de 2011. “Comprei a casa ao Vítor numa altura em que eles ainda estavam bem. Ele pediu-me seis meses para fazer as mudanças, prazo que já passou há algum tempo. Mas eu não tenho feito qualquer pressão para me entregarem a casa”, afirmou à CARAS o médico e amigo do casal. E sobre o que tem lido na imprensa na última semana, Fernando Póvoas lamentou: “É com muita tristeza que vejo isto a acontecer, o Vítor não merece. Compreendo que eles estejam a passar um mau bocado, as separações não são fáceis, mas gostava que resolvessem as di­ferenças com mais discrição.
Discrição que, por exemplo, pautou o divórcio do ex-interna­cional com Alexandra Almeida, em 2005. “Veja-se o que aconteceu quando o Vítor e a Xana se separaram, nunca a vimos a comportar-se desta maneira. Claramente o problema não é dele”, conclui o médico.
A relação de Vítor Baía e Eli­sabete Carvalho começou a ser falada no final de 2005, aquando da apresentação de Vítor Baía – A Autobiografia, no Museu de Serralves. E cerca de um ano depois de terem sido apresentados numa conhecida discoteca do Porto, após a final da Supertaça Europeia disputada no Mónaco, Vítor e Bé, na altura com 36 e 27 anos, respetivamente, assumiram publicamente a relação, da qual, dois anos depois, nasceu Afonso. Este é, recorde-se, o terceiro filho do ex-diretor de Relações Externas do FC Porto, que é pai de Diogo, de 19 anos, e Beatriz, de 15, do seu único casamento, com Alexandra, que durou 13 anos. Saliente-se que apesar de dizer sempre que o ambiente familiar era o melhor, Elisabete Carvalho nunca foi vista em público com Diogo ou Beatriz.
Muito próximo dos filhos, Vítor Baía procura ser um exemplo para aqueles que considera os seus bens mais preciosos. “Gosto de estar com os meus filhos todos os dias. É um prazer diário e continua a ser o melhor”, afirmou à CARAS, no Festival da Criança, que decorreu no passado fim de semana no Estoril, e onde esteve a representar a fundação com o seu nome. “A minha preocupação com os meus filhos é ilimitada. E quando resolvi criar a Fundação Vítor Baía foi com o objetivo de  conseguir angariar verbas com a minha imagem para chegar a mais crianças”, explicou, acrescentando que a sua prioridade “é continuar com este trabalho para conseguir erguer uma casa de acolhimento no Porto”. Na ocasião, o ex-jogador disse ainda à CARAS que faz questão de passar férias com os filhos todos os anos: “É um tempo privilegiado.”

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