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A recuperar do cancro, Artur Albarran regressa à vida social

Um ano após lhe ter sido detetado um mieloma múltiplo, e se ter submetido a um autotransplante da medula, o ex-jornalista, de 59 anos, mostrou estar a recuperar,aparecendo sorridente nos Globos de Ouro ao lado da mulher, Sandra Nobre.

Redação CARAS
2 de junho de 2012, 14:00

A ocasião era especial e Artur Albarran aproveitou para fazer a sua primeira aparição pública desde que descobriu, há cerca de um ano, que sofria um tipo de cancro raro, um mieloma múltiplo. “É preciso enfrentar o que a vida nos dá. Agora estou aqui, e está tudo bem”, afirmou o ex-jornalista, que, recorde-se, foi submetido a um autotransplante da medula óssea em outubro último, no Instituto Português de Oncologia de Lisboa. Ao lado de Sandra Nobre, o empresário, de 59 anos, contou à CARAS como tem corrido este ano difícil da sua vida, para o qual, garante, foi fundamental o apoio da mulher e das filhas, Maria, de oito anos, Linny e Linda, de 13 e 10, respetivamente, as duas últimas fruto do seu anterior casamento.
– Esta é, com certeza, uma ocasião especial para os dois, já que é a primeira vez que aparecem num evento social desde que descobriu que estava doente...
Artur Albarran
– É verdade. Viemos porque os 20 anos da SIC são um pouco a história de todos os que lá trabalhámos.
– Como está a sua saúde?
– Estou a recuperar muito bem. A fase do drama já passou. É preciso enfrentar o que a vida nos dá. O apoio da família foi fundamental. Somos muito unidos e isto contou muito para que as coisas tivessem corrido bem.
– Ainda está a fazer tratamentos?
– Não, estou só a fazer tratamentos relati­vamente aos efeitos secundários do tratamento que fiz.
– Porque foi um tratamento muito agressivo?
– Sim, foi muito agressivo.
– E tudo indica que tenha dado resultado...
– Pelo menos sinto-me bem e as análises estão bem. Penso que dentro de um mês e pouco terei ‘ordem de soltura’ e poderei re­gressar a casa, na África do Sul.
– Precisa de autorização para viajar?
– Sim, e para ficar de vez. Tenho lá o meu trabalho, a minha família, foi lá que cresci, pelo que será um regresso a casa. Mas, de vez em quando, vimos a Portu­gal para matar saudades. Já cá estamos há um ano, desde que adoeci, mas agora, espero, iremos de vez, com a nossa filha Maria.
– Como é que a sua filha se tem adaptado a estas mudanças de países, de escola e de amigos?
–Por enquanto tem sido fácil. Lá, ela estuda inglês, aqui também está numa escola inglesa, e agora vai regressar à sua escola de lá, de que gosta muito. A Maria é muito sociável, portanto, estabelece relações facilmente. Ela gosta de estar cá e lá, pelo que esta tem sido uma experiência positiva para ela.
– A doença mudou alguma coisa na maneira como olha para a vida?
– Sempre fui muito pragmático e continuo a ser. Relativizo mais as coisas. Para mim, o mais importante na vida é a minha família, a minha mulher e os meus filhos.

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