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Luísa Barbosa: "Nunca senti necessidade de ser rebelde, pois tive liberdade cedo"

De estilo descontraído e bem disposta, a apresentadora, de 30 anos, encara a vida com otimismo e procura desvalorizar as dificuldades.

Inês Mestre
8 de maio de 2012, 13:37

Luísa Barbosa, de 30 anos, nasceu em Coimbra, cresceu em Vila Nova de Poiares e aos 15 anos trocou a vida na quinta pelo reboliço de Lisboa. Na capital fez alguns trabalhos enquanto modelo, sobretudo publicidade, que lhe despertou o ‘bichinho’ da televisão. Luísa acabou por se licenciar em Direito, mas depois de ter sido selecionada para Video Jockey da MTV percebeu que o mundo da advocacia não era aquilo que queria.
Atualmente apresenta o Planeta Música, na RTP1, e A Estreia da Semana, no canal Hollywood, onde tem a seu cargo a apresentação dos filmes românticos e das comédias.A CARAS quis conhecer melhor a apresentadora que se define como “divertida e amiga do seu amigo”, e que confessa que apesar de já ter 30 anos, se sente mais rapariga do que mulher.
No programa A Estreia da Semana, do Canal Hollywood, tem a seu cargo a apresentação dos filmes românticos e das comédias. É uma pessoa divertida?
Luísa Barbosa
– Acho que sim. Pelo menos as pessoas dizem que tenho piada! Mas isso nem sempre acontece quando tento. Às vezes temos mais piada quando não estamos a tentar. No entanto, acho que a boa disposição é importante e que não faz sentido andarmos sempre ‘para baixo’. Há dias em que estamos mais tristes, mas se conseguirmos dar a volta à situação, pensar pela positiva ou encarar tudo com um sorriso, a nossa disposição e o nosso dia melhoram automaticamente.
E é romântica?
– Nada! Gosto de ver nos filmes, porque é como nos desenhos animados, sabemos que não é bem assim, mas é giro de se ver. Sou uma pessoa extremamente prática e isso acaba por não ligar bem com o romantismo.
Mas casar e ter filhos faz parte dos seus planos?
– Não casar faz parte dos meus planos! Espero não ser como o peixe que morre pela boca, mas não vejo como isso podia acontecer. A ideia de assinar um papel para estar com alguém faz-me confusão. Filhos sim, quero ter, mas ainda não me sinto preparada. Se calhar ainda sou um bocadinho egoísta. Acho que é preciso um determinado estado de espírito, porque com um filho a nossa vida muda completamente e eu ainda não estou preparada para isso.
É mais otimista ou tende a dramatizar as situações?
– Sou otimista. Eu relativizo muito as situações e para isso ajudou-me muito o estágio na Ordem dos Advogados, onde ouvia histórias terríveis de pessoas que tinham problemas sérios. E isso faz-nos perguntar: ‘Estava a queixar-me do quê, mesmo?’. Se nos fecharmos no nosso mundinho, as preocupações são enormes, os problemas parecem gigantescos e um obstáculo parece muito mais difícil de ultrapassar, mas se abrirmos um bocadinho começamos a perceber que isto afinal não é assim tão grave. E não sou de dramatizar as situações, até porque saindo de casa aos 15 anos temos de aprender a desenrascarmo-nos e dramatizar só piora as coisas.
Veio para Lisboa adolescente. Foi uma rebelde?
– Vim viver com uns primos que são os meus segundos pais, mas foi a educação que os meus pais me deram até aos 15 anos que evitou que me tornasse rebelde. Eu e a minha irmã não éramos supercontroladas, mas éramos responsabilizadas por tudo o que fazíamos, sofríamos as consequências. E isso deu-nos uma liberdade responsável.
E hoje é uma pessoa mais ‘cer­tinha’ ou tem rebeldias?
– Sou uma seca! [risos] Nunca senti necessidade de ser rebelde porque tive liberdade cedo. Vir para Lisboa foi um voto de confiança dos meus pais e eu não queria falhar. A rebeldia nunca fez muito sentido na minha vida.
Como se define?
– Sou uma rapariga, já fiz 30 anos e devia sentir-me uma mulher, mas ainda me sinto rapariga porque associo a ideia de mulher a uma grande responsabilidade, elegância e forma de estar que ainda não são as minhas. Mas hei de lá chegar! Acho que sou bem disposta, divertida, amiga dos meus amigos e boa profissional.
– O que mais gosta em televisão?
– Sou viciada em televisão desde pequenina! Tenho um problema, que neste momento está controlado. [risos] Em criança passava horas frente à televisão. Era uma televisão diferente da que é hoje e aprendi muito, mas acho que me atrai a capacidade de fazer companhia às pessoas. Gosto de entreter e divertir as pessoas, por isso acabo por trabalhar mais no mundo do entretenimento.

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