Nas Bancas

Filomena Cautela confessa: "Sou cada vez mais rebelde"

A apresentadora e atriz revela que sempre foi uma contestatária com muitas causas, mas, acima de tudo, assume-se como uma rebelde cheia de sonhos.

Marta Mesquita
1 de maio de 2012, 11:00

Filomena Cautela, de 27 anos,  nunca foi a menina bem comportada que passava despercebida na turma. A atriz e apresentadora sempre foi irreverente e assume com orgulho a sua rebeldia, admitindo que “nunca me regi pelo que se espera socialmente de nós.” Discreta no que diz respeito à sua vida privada, a atriz não revela se está apaixonada. Contudo, é perentória ao revelar os ‘ingredientes’ essenciais de uma relação feliz: “Respeito, muito sal e muita pimenta, sempre!".Profissionalmente, Filomena dedica-se à apresentação do programa Cá Estamos, na TV Globo Portugal, e prepara a sua par­ticipação na série Depois do Adeus.
– Esteve recentemente em cena com 'O Libertino'.  Pe­gando na deixa, a Filomena gosta de viver consoante as suas próprias regras ou também é influenciada pelo que esperam de si socialmente?
Filomena Cautela
– As regras são importantes para nos fazer pensar sobre elas e contestá-las sempre que acharmos necessário. Nunca me regi por essa coisa do que se espera socialmente de nós, acho até que tenho uma vontade mórbida de fugir do rebanho. Talvez seja porque a própria sociedade se está tornar cada vez mais numa fábrica que produz indivíduos passivos, ignorantes e de preferência que sigam três ou quatro ídolos que para mim pouco me interessam.
– É uma rebelde?
– Cada vez mais.
– O que é que a move na vida?
– Tenho muitos objetivos pessoais. Profissionalmente, quero continuar a trabalhar em projetos pertinentes e ‘rasgantes’ para mim e para o público. O que me move tem sido saber que em todos os trabalhos consegui mudar a visão de alguém em relação a alguma coisa e isso, para mim e na minha profissão, é tudo.
– É uma pessoa sonhadora ou é mais pragmática?
– Tenho muitos, muitos sonhos, sempre! Neste aspeto acho que sou ao contrário de muita gente. Quanto mais cresço, mais trabalho e mais vivo, menos pragmática me sinto.
– Conhecemos a Filomena apresentadora e atriz, mas quem é a Filomena de todos os dias?
– É a mesma, mas de folga, menos maquilhada, menos caracterizada, menos construída e menos trabalhada. Mas o mágico nunca conta a explicação dos seus truques...
– Aceita bem os seus fracassos ou é uma pessoa demasiado exigente consigo própria?
– Sou muito severa comigo e com as pessoas com quem trabalho. Se algo falha, todos falhamos. Não sou facilmente consolável, nem partilho aquelas frases feitas dos patetas felizes.
– Pouco se conhece da sua vida pessoal... A Filomena é romântica? Casar, ter filhos, encontrar o amor da sua vida, são sonhos por realizar ou nem sequer pensa nisso?
– Penso em tudo isso e há uma razão para se conhecer pouco da minha vida pessoal. É que não falo dela e peço sempre que seja pre­servada o mais possível. Irrita-me muito alguns atores ou figuras públicas que vivem a queixar-se do escrutínio dos media e que chamam todos os nomes a este e aquele jornalista, mas não perdem uma oportunidade para se despirem ou para falarem do namorado, do filho, da tia, enfim... Irrita-me.
– Namora?
– Namoro com a vida.
– É uma pessoa que se deixa conquistar facilmente ou dá trabalho? É exigente?
– Sou sempre muito exigente e há que sê-lo, senhoras! Respeito, muito sal e muita pimenta, sempre.
– Que balanço faz dos seus 12 anos de carreira? Está satisfeita com o que já alcançou?
– Sim. Sinto-me grata e feliz pelas personagens que me deram a oportunidade de interpretar e é disso que continuo à procura. De boas personagens, de boas histórias, de bons elencos e de boas equipas que me façam crescer e que queiram fazer diferente e melhor.
– No seu percurso de atriz tornou-se apresentadora. O objeti­vo é conciliar a representação com a apresentação?
– É o que tenho andado a fazer há já quase dez anos, mesmo que às vezes sejam difíceis de conciliar.  Existem vários pontos comuns nos dois trabalhos e ainda tenho muita coisa que quero fazer como apresentadora e atriz.
– Um dos pontos altos do seu percur­so profissional foi sem dúvida a sua participação no programa '5 Para a Meia-Noite'. Lamenta não ter continuado com este desafio?
– O '5 Para a Meia-Noite' trouxe-me alegria, deu-me a oportunidade de falar de assuntos que me interessam, que me inquietam, consegui levar convidados que acho que todos deviam conhecer e fez-me acredi­tar que se po­de de facto falar de assuntos sérios a sorrir. Mas deu-me, principalmente, a satisfação de fazer chegar algumas formas de arte a pessoas que nunca tinham tido contacto com elas. Foi uma gran­de aventura e uma aposta mais do que ganha. Contudo, estava na altura de procurar outras coisas e de aprofundar algumas ideias que cresceram durante o programa. Estava na altura de seguir mais um sonho.
– E que sonhos tem agora?
– Neste momento concentro-me no meu trabalho como apresentadora da TV Globo Por­tugal. Este é sem dúvida o ano em que a Globo vai crescer em Portugal e temos muitas surpresas para o público. Além disto, preparo a minha participação na série Depois do Adeus, da RTP1, um projeto de que muito me orgulho e que vai sem dúvida revolucionar a ficção em Portugal em várias áreas. E ainda tenho esta nova aventura de ser embaixadora da marca American Vintage.

Comentários

ATENÇÃO: ESTE É UM ESPAÇO PÚBLICO E MODERADO. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.

Nas Bancas

Newsletters

Receba grátis no seu email as notícias, as últimas caras!

Caras Nas Redes

Mais na Caras