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Sónia Araújo: “Gosto de ter ousadias na minha vida”

A apresentadora da RTP fez uma mudança radical na imagem e a CARAS acompanhou, em exclusivo, essa transformação.

Joana Brandão
26 de abril de 2012, 13:43

Aos 41 anos, Sónia Araújo é uma mulher realizada, pessoal e profissionalmente. Acarinhada pelos portugueses, é um dos rostos mais simpáticos da nossa televisão e é com naturalidade que se reinventa para não desgastar a sua imagem junto dos que a acompanham diariamente. Com lugar cativo no pequeno ecrã há 16 anos, a apresentadora do Praça da Alegria acaba de mudar radicalmente a cor do cabelo, que agora está preto brilhante. Um look mais jovem e que realça o formato do seu rosto e os olhos cor de mel.
A CARAS acompanhou a transformação de Sónia Araújo e conversou sobre a sua recetividade à mudança de visual, conhecida que é a sua estabilidade no que diz respeito à vida pessoal. Casada há 11 anos com Vítor Martins, com quem tem três filhos – Carolina, de oito anos, e Francisco e Tomás, de três – a apresentadora transmite uma enorme tranquilidade tanto quando fala de trabalho como quando aborda o tema família.
– Como reagiu quando lhe propuseram pintar o cabelo de preto? Estava à espera de uma mudança tão radical?
Sónia Araújo – A equipa da Garnier, marca de que sou embaixadora, lançou-me o desafio para uma nova mudança de visual, mas fiquei um pouco reticente quando me disseram que tinham pensado no preto... não estava nos meus planos agora! Mas tive tempo de amadurecer a ideia e sei que estou em boas mãos, por isso resolvi arriscar. Esta parceria já tem alguns anos e sei que eles não vão fazer nada que me fique mal ou contrarie a minha vontade. É um risco para as duas partes, pois se eu não me sentir bem com a mudança isso vai notar-se, portanto foi um risco consciente. Além disso, não é nada definitivo, se não gostasse podia sempre voltar ao castanho. Mas acho que me fica bem. São estas experiências e ousadias que gosto de ter na minha vida!
 – Já alguma vez tinha tido o cabelo preto?
– Nunca, só no Carnaval [risos]. Vocês conheceram-me loira e com o tempo mudei para castanho loiro, castanho chocolate, acobreado e agora o preto.
– E lá em casa, gostaram?
– A Carolina ficou muito surpreendida, mas já está habituada às minhas mudanças. E o Vítor também gostou, agora tem uma mulher morena [risos].
 – Considera estas mudanças importantes para renovar a sua imagem junto dos telespectadores?
– Mesmo que eu faça caracóis num dia, amarre ou estique o cabelo no outro, é muito fácil desgastar a minha imagem, não só junto de quem me vê, mas até perante mim própria. É muito tempo de exposição, portanto estas mudanças são uma lufada de ar fresco. Quem me dera ter coragem para fazer um corte radical ao cabelo! Mas enquanto isso não acontece, vou mudando o tom do cabelo e já fico com um look diferente.
– É uma mulher ativa, com espírito jovem e sex appeal. Como se sente aos 41 anos?
– Ótima! Não sinto nada o peso da idade. Estou cheia de energia para continuar a trabalhar e surpreender-me com tudo e com todos. Tenho essa abertura de espírito e, em vez do dramático ‘já tenho 41 anos’, eu digo, orgulhosa: ‘Só tenho 41 anos!’
– Sente que tem mais tempo para si agora que a Carolina está crescida e o Francisco e o Tomás já têm 3 anos?
– Os filhos precisam sempre de nós. Todas as fases têm necessidades diferentes e todas precisam de pais presentes. Na verdade, não me sobra muito tempo, mas obrigo-me a cuidar de mim. É importante que as mulheres que são mães não se esqueçam delas próprias nem se anulem como mulheres. É o que digo sempre às futuras mães. É normal passarmos os primeiros meses completamente absorvidas pelos nossos filhos, é algo maravilhoso, mas passada a fase de loucura e encantamento temos de nos lembrar de nós. Só vamos ser melhores mães se nos sentirmos completas.
A sua filha surpreendeu toda a gente quando desfilou no último Portugal Fashion, uma vez que ela nunca gostou de se expor...
– Até nós ficámos surpreendidos! Quando recebemos o convite, pensámos que ela não ia aceitar, porque é muito tímida. Mas sei que se portou lindamente, e estou certa de que foi importante para a autoestima dela. Sem qualquer deslumbramento, claro. Foi apenas uma experiência engraçada.  Ela está numa fase de mudança, anda mais vaidosa, está a ficar mais senhorinha.
– E o Francisco e o Tomás, como são eles?
– São dois meninos felizes, saudáveis, re­beldes... normais! Tanto se dão bem como se estão a pegar. É engraçado vê-los juntos, porque, como gémeos, nunca estão sós, têm-se um ao outro para brincar. São cúmplices, mas também competem muito entre eles.
– Era esta a família que a Sónia e o Vítor queriam?
– Temos três filhos saudáveis e lindos, só podemos sentir-nos realizados como pais. Estamos muito orgulhosos da nossa família.
– Qual é o seu segredo para ser bem sucedi­da profissionalmente e como mulher e mãe?
– Não há nenhuma receita. Felizmente, tenho um apoio familiar muito grande, caso contrário não conseguiria fazer metade das coisas. Só sabendo que os meus filhos estão bem entregues é que consigo passar o dia fora de casa e concentrar-me no que estou a fazer. Depois, é muito bom fazer aquilo de que gosto. E, claro, o facto de me sentir bem, em forma, também me ajuda. Tenho cuidado comigo, com a alimentação e o corpo, porque é preciso energia para enfrentar o dia-a-dia. – Por falar nisso, está mais magra...
– Têm-me dito que pareço mais magra, mas eu não sinto diferença. Provavelmente, é o resultado do trabalho que tenho feito com o meu personal trainer no ginásio. É possível que esteja mais tonificada e tenha perdido algum volume.
Está na RTP há quase 16 anos, receia pelo futuro quando ouve as notícias sobre possíveis mudanças, privatização?
– Neste momento, todos temos de pensar no futuro, seja em que profissão for... Claro que estou expectante com que vai acontecer na RTP. No entanto, continuo a desempenhar o meu trabalho o melhor que sei, com o mesmo empenho e brio profissional.
– Falou-se, inclusivamente, na hipótese de o Praça da Alegria acabar. Tinha pena se tal acontecesse?
– Acho que era uma grande perda, o Praça da Alegria é um programa histórico na televisão portuguesa e faz muita companhia às pessoas. De repente parece que não é visto por ninguém, mas toda a gente sabe que é. É irreal o que está a acontecer. Nós temos o feedback das redes sociais e sabemos que o nosso trabalho é acompanhado diariamente. Seria uma pena perdermos um programa como este, independentemente de quem for o apresentador. Nós fazemos serviço público.
– Onde é que gostava de estar se a televisão não tivesse aparecido na sua vida há 16 anos?
– Gostava de estar na Broadway a fazer um musical. Gosto de dançar, de palco, de espetáculo, de comunicar... Mas quem diz no palco, diz nos bastidores, na produção ou na parte criativa de um espetáculo. Ou quem sabe a trabalhar em moda ou em fotografia... São muitos os meus interesses.

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