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Morreu Miguel Portas

O eurodeputado morreu esta terça-feira em Antuérpia, aos 53 anos.

Redação CARAS
24 de abril de 2012, 18:41

Miguel Portas, eurodeputado e fundador do Bloco de Esquerda, morreu hoje por volta das 18h00 no Hospital ZNA Middelheim, em Antuérpia, vítima de doença prolongada, disse à agência Lusa fonte do partido.
Em abril de 2010, Miguel Portas, descobriu que tinha cancro no pulmão, mas em janeiro de 2011 confessava à CARAS: "Julgo que me tornei um pai mais presente, mas não gosto muito de falar sobre esses assuntos. Quando uma pessoa passa por isto, os seus horizontes ampliam-se. Passei a dar mais importância a determinadas coisas e julgo que, sob vários aspetos, hoje estou bastante melhor. A arte da vida é transformar de alguma maneira estes problemas em oportunidades e desafios. Encarei tudo isto com muita naturalidade."
O eurodeputado deixa dois filhos, André, de 18 anos, e Frederico, de 15, sendo que este último é fruto da sua relação com a jornalista do Expresso Ana Soromenho.
Miguel Portas nasceu a 1 de maio de 1958, em Lisboa, filho da economista Helena Sacadura Cabral e do arquiteto Nuno Portas. Era irmão do ministro dos Negócios Estrangeiros e presidente do CDS/PP, Paulo Portas, e da jornalista e empresária, Catarina Portas.
Miguel Portas licenciou-se em Economia, mas dedicou-se ao jornalismo, atividade que iniciou em 1986 quando lançou a publicação cultural Contraste. Colaborou com o semanário Expresso e foi também revisor de provas, funcionário público, animador cultural e agente de desenvolvimento no interior de Portugal.
Sempre teve uma ligação à política e esteve no PCP até 1991. Foi assessor de Jorge Sampaio quando este era presidente da Câmara de Lisboa e participou, em 1992, na criação da Plataforma de Esquerda e em 1994 fundou o grupo político Política XXI.
Em 1996 lançou o semanário de esquerda , do qual foi o único diretor e em 1998, colaborou no regresso da revista Vida Mundial, da qual foi colunista e repórter. Ainda em 1998, participou na série documental de televisão O Mar das Índias, realizada por Camilo Azevedo, que viria a receber o prémio Bordalo para melhor trabalho de TV de 2000.
Em 1999 juntou-se a Francisco Louçã (PSR), Luís Fazenda (UDP) e Fernando Rosas (MRPP) para fundarem o Bloco de Esquerda.
Nas eleições autárquicas de 2001, foi o cabeça de lista do BE (Bloco de Esquerda) em Lisboa, concorrendo contra o irmão Paulo Portas, do CDS-PP. Nas eleições legislativas do início do ano seguinte, foi eleito deputado como cabeça de lista do BE no Porto e em 2004, nas eleições para o Parlamento Europeu, Miguel Portas foi o deputado eleito pelo Bloco de Esquerda.

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