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Ana Galvão partilha o pequeno ecrã com o marido, Nuno Markl

A animadora da ‘Antena 3’ vai partilhar a produção e apresentação de um projeto televisivo com o marido e pai do seu filho Pedro, o humorista Nuno Markl, no canal Q da Meo.

Manuela Silva Reis
21 de abril de 2012, 10:00

Ana Galvão é, sem dúvida, uma mulher da rádio, mas desde que experimentou a linguagem televisiva, na RTP, passou a ter no pequeno ecrã um novo amor. A animadora da Antena 3 prepara-se, por isso, para dividir com o marido, Nuno Markl, a apresentação de um novo programa – cujos conteúdos também asseguram – no canal Q da Meo. A ideia foi desenvolvida pelos dois e, mais uma vez, baseia-se na sua experiência de casal com um filho, Pedro, que é uma das grandes inspirações para os dois criativos.
– O Felizes para Sempre, que estreou a 12 de abril, é um programa que tem a ver com o vosso dia-a-dia...
– Nós sempre brincámos muito com as situações que se repetem em todas as casas, e na nossa também, e começámos a fazer à volta disso uma série de vídeos para o Youtube. A proposta para o programa foi fazer algo do género, mas com mais qualidade. São 25 minutos para recriar os grandes clichés da vida a dois, aquelas grandes verdades das quais queremos fugir, mas que estão lá, a bater à nossa porta.
– Como por exemplo?
– Temos o desespero de todas as mulheres porque o homem jamais muda o rolo de papel higiénico ou desce a tampa da sanita. Ou ainda a forma como a mulher consegue fazer mais coisas ao mesmo tempo e acha que ele é muito lento nas tarefas domésticas. Teremos também uma carta da semana, recriada pelo Francisco Palma e pelo João Barata, cheia de dúvidas sentimentais e comentada por um famoso. No primeiro episódio será a Pimpinha Jardim a nossa consultora do amor.
– Quem idealizou o programa?
– Os dois. O Nuno Artur Silva queria que me juntasse ao Nuno nalgum projeto no Canal Q e pediu-nos ideias. De todas, foi desta que ele mais gostou.
É evidente que continuam apaixonados. E como é a relação entre autores?
– Por enquanto está a ser ótima, porque estamos sempre a criar situações: “E se de repente... isto ou aquilo?” Passamos a vida a in­ventar histórias. Para não ficarmos malucos por não dormirmos há quase três anos, por causa do Pe­dro, tivemos que transformar as agruras em situações cómicas. Por sorte, somos os dois assim, uma situação que nos chateia imenso à noite faz-nos morrer a rir no dia a seguir. O Nuno, então, é perito em pegar nas minhas frases de “chateada” para me mostrar, no dia a seguir, como foram ridículas.
– Como é que é o vosso processo de trabalho?
– Assim que um tem um tempinho, vai avançando. Por exemplo, avancei bastante com o primeiro programa numa viagem de comboio para o Porto. Como temos que ter o argumento pronto à segunda-feira, aproveitamos a sesta do Pedro ao domingo para escrever a dois.
– Apesar de tudo, é possível o “felizes para sempre”?
– Acredito que seja, mas dá um trabalho tramado. Ter uma relação é quase como ter uma empresa. Tem que se usar a cabeça para saber o que se pode e não se pode fazer. É mais fácil seguir os impulsos, mas é necessário saber travá-los quando pode ser negativo para o outro. Ninguém gosta de ver o seu marido ou mulher em casa desgrenhado e de pijama só porque se conhecem há anos e porque em casal se pode fazer tudo. Nenhum amor eterno salva o descuidado quotidiano...
Como é gerir a vida do Pedro no meio das vossas vidas atribuladas?
– É fácil, porque o Pedro é a nossa prioridade. Quando é necessário, nem o Nuno nem eu temos dúvidas sobre o que está em primeiro lugar.
– Já falou da vontade de ter mais um filho. No meio de tanto trabalho, esse desejo foi adiado?
– A juntar a tudo, ainda gosta­ria de voltar a estudar, mas nada disso me tira a vontade de ter mais um filho. Se acontecer, tudo se há de organizar de forma a poder dedicar-lhe o tempo que dediquei ao Pedro. Sou daquelas pessoas que vai despachando trabalho sem pensar muito nisso. Acho que o que mais stressa as pessoas é o simples pensamento do que têm que fazer. Eu prefiro ir tipo kamikaze, aniquilando tarefas e acreditando que tudo acaba por se compor.

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