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Sandra Barata Belo: “Morro de medo de perder a curiosidade”

A atriz, de 33 anos, afirma ser uma pessoa irrequieta e que procura atingir alguma paz de espírito. No entanto, ressalva que se sente cada vez mais confiante e segura de si mesma enquanto mulher.

Inês Mestre
15 de abril de 2012, 12:00

Aos 33 anos, Sandra Barata Belo é uma cara já bem conhecida do grande público. A atriz tem um contrato de exclusividade com a SIC e foi convidada para participar na rubrica Portefólio do programa Fama Show. A CARAS acompanhou a sessão fotográfica e esteve à conversa com Sandra Barata Belo, que se mantém firme em preservar a sua privacidade: assume que namora com Duarte Vilaça, sobre o qual prefere não adiantar nenhuma informação, e confirma que está “a viver um momento bom”.
A SIC está a comemorar o 20.º aniversário. Como se vê daqui a 20 anos?
Sandra Barata Belo – Espero ser uma pessoa mais calma do que sou hoje! E posso continuar a ser atriz... ou não. Posso estar a fazer outra coisa qualquer. Imagino-me sempre a fazer coisas diferentes.
E a nível pessoal?
– Espero ter uma família maior do que tenho hoje e ainda ter os meus pais presentes, eles são a minha base. Além disso, espero estar com as pessoas de quem gosto e que me são queridas, os meus amigos...
Casar e ter filhos faz parte dos seus planos?
– Sim, ser mãe faz parte dos meus planos e casar, o que quer que isso signifique hoje, também. Acho que isso faz parte de um crescimento.
É uma pessoa muito diferente hoje do que era há dez anos, por exemplo?
– Estamos em constante mutação e eu sinto muito isso. Não sou a mesma pessoa que era há dez anos. Tento manter os mesmos valores, os princípios e aquilo em que acredito, mas sou uma pessoa diferente porque me fui alterando e me deixo contagiar pelo mundo exterior. Não quero ficar na mesma, isso, na minha opinião, é mau. Os meus objetivos de há dez anos não são os de hoje. Os meus pais sempre me disseram que cada coisa tem o seu tempo, e cada idade tem a sua magia e isso é verdade.
E qual é a magia dos 30?
– Os 30 trouxeram-me mais segurança enquanto mulher, mais calma e confiança.
Disse que daqui a 20 anos quer estar mais calma do que agora. É uma pessoa irrequieta?
– Sim, sou irrequieta, mas quando falo em calma tem também a ver com uma paz de espírito que é difícil de atingir. Por isso, daqui a 20 anos peço serenidade, paz de espírito e saúde. Se tivermos isso estamos bem, estamos melhor. A vida é uma viagem, um caminho difícil. Tem coisas boas, mas é difícil conseguirmos essas coisas, é preciso termos calma, trabalhar e ter disciplina.
E ir à luta?
– Sim, mas se não tivermos disciplina e calma, é difícil ir à luta. Além disso, eu não quero perder a curiosidade, morro de medo de perder a curiosidade. Porque isso é não querer ir à luta e ficar encostada. É importante estarmos abertos e recetivos a coisas exteriores e não ficarmos fechados no nosso mundinho.
A Catarina de Rosa Fogo é uma mulher completamente desequilibrada. Gostou de inter­pretar esta personagem?
– Gostei imenso de fazer esta personagem, até porque me deram muito espaço para a criar e desenvolver, tanto da parte da SP, a produtora, como dos realizadores. Foi muito bom, sobretudo porque foi uma coisa diferente. As pessoas viram-me num registo diferente daquele a que estavam habituadas. Já me viram como a heroína, a romântica, o ícone, e de repente veem-me louca, obcecada, com raiva, ciúmes, inveja... Às vezes vejo-me na televisão e nem me reconheço naquelas expressões, porque fico mesmo muito diferente!
Foi cansativo fazer esta personagem?
– Sim, a Catarina era muito tensa. E os atores não fingem, sentem mesmo aquilo que estão a fazer. Quando eu me irritava ou ficava zangada na novela, sentia isso no meu corpo. Fiquei muito cansada física e psicologicamente e ainda estou a recuperar. Mas gostei muito de fazer esta personagem.
Tal como a sua personagem é capaz de cometer loucuras por amor?
– Sim, eu dedico-me a uma causa. Tenho vários tipos de amor e de paixão na minha vida e sou capaz de fazer muitas coisas para conseguir aquilo que quero. Faria tudo o que estivesse ao meu alcance sem pôr em causa outras coisas importantes.
Sei que tem namorado...
– Não quero falar da minha vida pessoal, mas posso dizer que estou a viver um momento bom.
É mais de paixões arrebatadoras ou de amor?
– Sou das duas coisas, mas procuro sempre uma estabilidade. Acho que isso também tem a ver com as idades. Se calhar quando era adolescente apaixonava-me perdidamente à primeira vista, hoje isso não acontece, até porque tenho uma inteligência emocional maior. As coisas agora são mais ponderadas e calmas.
Desliga-se facilmente das suas personagens?
– Sim, chego a casa e faço as coisas normais, como cozinhar. Adoro cozinhar. É uma das coisas que faço para separar as minhas vidas, o mundo profissional do mundo de casa. É uma terapia. Dou grandes jantaradas em casa para os amigos!
Que outros hobbies tem?
– Gosto muito de correr e de fazer exercício físico, de me cansar para libertar a energia e as tensões. Além disso, gosto imenso de ler e de escrever. Enquanto atriz dou o corpo a outras ‘pessoas’, mas depois tenho a necessidade de voltar a mim e estimular o meu corpo e o meu intelecto e estas atividades ajudam-me a fazê-lo.

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