Nas Bancas

Ângelo Rodrigues: “O que mais gosto na Iva é da sua generosidade e do sentido de humor”

O ator e cantor diz que é a namorada, a apresentadora Iva Domingues, quem lhe dá força e o guia quando pensa em desistir. E conta que foi ela a grande impulsionadora do seu novo projeto musical.

Inês Neves
14 de abril de 2012, 16:00

A pretexto do lançamento do seu primeiro disco a solo, Angel-O, a CARAS esteve à conversa com Ângelo Rodrigues. O ator portuense, de 24 anos, contou-nos como surgiu a sua paixão pela música, falou-nos da sua relação com Iva Domingues, de 35, e com a filha desta, Carolina, de oito, e confidenciou-nos que a namorada o ajudou a ganhar a eleição do português com mais estilo pelos leitores da CARAS.
– Como nasceu a sua paixão pela música?
Ângelo Rodrigues – É uma paixão que trago desde os 13 anos e que começou numa visita de estudo em que ouvi, pela primeira vez, o Eminem. Primeiro manifestou-se sob a forma de composições e textos caseiros, de­sabafos meus, coisas que falavam da minha visão do mundo e de desilusões amorosas, que depois gravei e que culminou no meu primeiro LP, num projeto que tive chamado X-Tasy. Só que entretanto vim para Lisboa e a minha incursão pela televisão foi tão intensa que deixei a música um pouco de lado.
– As letras deste álbum também são desabafos seus?
– Sim. Tudo o que está no álbum são sentimentos que experienciei e situações por que passei nos últimos dois anos, o tempo que álbum demorou a ser feito.
– Há alguma música dedicada à Iva?
– Há duas músicas que lhe são dedicadas. Mas vão ter que ouvir o disco para descobrirem quais são...
– A Iva incentivou-o a fazer este álbum?
– A Iva foi a grande impulsionadora, foi o meu braço direito nesta minha incursão. Quando me ia abaixo e achava que já não valia a pena... ela foi sempre o meu alicerce, o meu suporte, dizia-me que isto valia mesmo a pena e que ia conseguir. E teve a sua razão. E dedico-lhe este disco também a ela. Mas a construção deste álbum foi mesmo um processo muito solitário, sem ajudas de ninguém. Daí ter tanto orgulho nele, porque foi mesmo construído a pulso. Todos os contactos, fui eu que os fiz, desde produtores a estúdios e músicos...
– Ia-lhe mostrando o que ia fazendo?
– No início nem por isso, tinha uma abordagem muito tímida, porque sempre vivi este lado musical no meu mundo interior. Ou seja, é tudo muito pessoal, por causa das letras falarem de experiências minhas, e tinha sempre algum receio de partilhar o meu mundo com outra pessoa. Mas depois, gradualmente, fui ganhando confiança e mostrava-lhe tu­do. E foi muito importante ter sempre o parecer dela em todo o processo.
– Entre a preparação do álbum e as novelas, onde ficou a sua vida pessoal? Sente que descurou a vossa relação?
– Foram dois anos muito atarefados e com muito poucas horas de sono. A minha rotina era acordar às 7h da manhã e ir para estúdio, chegar a casa às 20h30 e depois sair logo a correr para o estúdio, gravar as músicas e deitar-me às tantas, para no dia seguinte estar novamente no mesmo ritmo. Mas quem corre por gosto não cansa! Foi extremamente re­compensador ver o resultado, foi mesmo a materialização de um sonho. E sim, talvez tenha descurado um pouco a nossa relação, mas como nós somos duas pessoas sensatas, tudo se ultrapassa. Porque há uma coisa fundamental na nossa relação, que é o diálogo.
– No verão prepara-se para entrar em digressão. A Iva irá acompanhá-lo nos concertos?
– Sim, acho que a Iva vai acompanhar muitos concertos, no backstage e na primeira fila.
– É essencial tê-la lá, tal como a sua família, para o apoiar?
– Não acho fundamental, porque sempre fui um homem solitário nas minhas tarefas, mas é sempre importante sentir a força deles. Se bem que comigo funciona ao contrário, fico ainda mais nervoso por os ter lá, começo a pensar se estarão a gostar... por isso prefiro pensar que não está lá ninguém que conheça.
– Namora com a Iva há cerca de ano e meio e já vivem juntos. Para quando o casamento?
– Estamos ótimos assim e não pensamos em mudar o nosso estado civil!
– Como é a sua relação com Carolina, a filha da Iva?
– É ótima. Sinto-me como se fosse um amigo mais velho dela e acabo sempre por me alienar, propositadamente, do papel paternal. Não quero de todo assumir esse papel, porque não é o que me compete. Então, de fora, tento sempre dar os melhores conselhos, entrar nas brincadeiras... Dou o melhor, que são os mimos.
– E filhos em conjunto, pensam ter?
– Não vou ter filhos antes dos 30. É uma enorme responsabilidade pôr alguém no mundo e eu tenho de estar estável economicamente e emocionalmente para isso. Tenho de estar mais amadurecido como pessoa.
– A primeira produção que fez com a Iva foi para a revista GQ e era assumidamente ousada...
– Pesámos bem o convite e decidimos dar esse passo. E foi muito diverti­do. A Iva é que me dava dicas a mim, porque eu estava nervoso. Tivemos de descontrair e namorar um bocado antes de fazer as fotos. E teve de sair toda a gente da sala, só ficou o fotógrafo connosco, para conseguirmos estar mesmo à vontade. Porque o nosso grande objetivo era conseguirmos mostrar da melhor forma a nossa intimidade, aquilo que nos une e a nossa cumplicidade. E acho que isso ficou visível nas fotos.
– O que o atrai mais na Iva?
– O que mais gosto na Iva é da sua generosidade e do seu sentido de humor. Depois, é muito teimosa! Somos os dois teimosos! E às vezes os nossos debates de ideias, que podiam acabar ao fim do primeiro minuto, duram horas e horas... São saudáveis e estimulantes.
– Como se sentiu por ter sido eleito o português com mais es­tilo pelos leitores da CARAS?
– Fiquei muito surpreendido, acima de tudo por ter ficado à frente de nomes como José Mourinho. Mas acho que foi uma forma subtil de os leitores dizerem que queriam que eu fizesse uma produção para a CARAS! [risos]
– E esse estilo é o resultado de ser um homem vaidoso?
– Vaidoso q.b. Mas como sei que a minha exposição promove, de alguma forma, as tendências, tenho algum cuidado extra na forma como me apresento, sendo o mais fiel possível ao que gosto de vestir. E tenho os cuidados normais com o corpo, a pele... A roupa é mais com a Iva. Sou eu quem compra, mas ela ajuda-me a coordená-la antes de sair de casa. Portanto, esta eleição tem a mão da Iva!

Comentários

ATENÇÃO: ESTE É UM ESPAÇO PÚBLICO E MODERADO. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.

Nas Bancas

Newsletters

Receba grátis no seu email as notícias, as últimas caras!

Caras Nas Redes

Mais na Caras