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Fernando Correia e Vanessa Veloso: "Somos o exemplo de que os opostos se atraem"

O casal abriu a porta da sua casa à CARAS durante uma manhã animada na companhia dos filhos, Afonso e Manuel.

Inês Mestre
8 de abril de 2012, 15:00

Vanessa Veloso e Fernando Correia conheceram-se há dez anos, no mundo da moda, área onde ambos trabalham. E desde essa altura que estão juntos. O nascimento dos filhos gémeos, Afonso e Manuel, de cinco anos, mudou a sua relação e a maneira de encararem a vida. Mas Vanessa e Fernando garantem que são pais feli­zes e, apesar de assumirem o desafio que é ter gémeos, não descartam a hipótese de terem mais filhos.
A diretora da Just Models, de 34 anos, e o manequim, e proprietário do restaurante A Tasca do Manel, de 37, têm vidas profissionais muito exigentes, mas abriram as portas da sua casa e da sua vida à CARAS durante uma manhã animada.
– Como têm sido estes dez anos?
Vanessa Ve­loso
– Muito rápidos! Nós namorámos durante cinco anos, mas ao fim de um mês eu sentia que estávamos juntos há mais tempo pela empatia que tínhamos, pela semelhança de gostos... Aproveitámos para viajar bastante e fazer planos a dois, o que ainda acontece hoje, apesar de ser um pouco mais difícil. Depois vieram os gémeos, que mudaram muito a nossa vida, mas para melhor. Temos mais trabalho e mais responsabilidades, mas como a base era sólida e sabíamos o que queríamos, o nascimento do Afonso e do Manuel veio enriquecer a nossa relação.
– Aquilo que os atraía um ao outro há dez anos ainda atrai agora?
– O Fernando tem um sentido de humor muito engraçado e isso é cativante nele. Também é distraído e essa espontaneidade foi uma das coisas que me atraiu muito! Mas ao fim de dez anos algumas distrações já começam a perder a piada... [risos]
Fernando Correia – Sim, é verdade, eu sou distraído por natureza! Mas também tenho uma forma descontraída de estar na vida.
– Têm feitios parecidos ou são um exemplo da atração en­tre opostos?
– Somos o exemplo de que os opostos se atraem. A Vanessa é muito comunicadora, altruísta e doce. Mas o importante para uma relação funcionar é respeitarmos o espaço e o trabalho um do outro.
Vanessa – Mas tu também és doce!
– E como é terem dois rapazes em casa?
– Para a mãe é ótimo! Sou muito mimada pelo pai, porque o Fernando é muito atencioso e meigo. E o Afonso e o Manuel saem a ele! É muito gira esta relação de mãe e filhos. Eu queria muito ter rapazes e tive essa sorte, eles são muito companheiros. Eu também sou meiga, mas é nesta esfera muito familiar e próxima.
Fernando – É uma grande concorrência! [risos] Mas é muito divertido! Têm sido cinco anos divertidos e os nossos filhos são, sem dúvida, a nossa felicidade.
– O facto de serem gémeos não deve ter facilitado a tarefa...
Vanessa
– O primeiro ano foi difícil, mas felizmente tivemos, e ainda temos, muita ajuda, quer da minha mãe quer da minha sogra. Os miúdos têm avós espetaculares!
– Foi uma grande surpresa, quando descobriram que iam ter gémeos?
– Para mim foi uma grande lição de vida. Eu era o tipo de pessoa que gostava de ter tudo preparado e controlado. Sempre fui muito independente e achava que ia conseguir ter os filhos, tratar de tudo sem grandes ajudas... E depois soube que eram gémeos! Aí percebi que não vale a pena tentar controlar tudo na nossa vida nem fazer grandes planos!
Fernando – Eu sempre disse aos meus amigos que quando tivesse filhos iriam ser gémeos, mas na brincadeira, porque, como é óbvio, não havia maneira de saber. Mas isso concretizou-se e foi muito engraçado! Dá muito mais trabalho serem gémeos, mas por outro lado, em termos práticos é melhor assim. As fraldas, os biberões, as noites mal dormidas isso fica logo tudo resolvido. Não sei se vamos parar por aqui, mas temos medo que venham mais dois ou mais duas! [risos]
– Portanto, pensam ter mais filhos...
– Não para já, mas gostáva­mos. Acho que não conseguimos dizer definitivamente que não.
Vanessa – Eu gostava de ter uma família grande, com muitos filhos. Gostávamos de tentar a menina, mas nos dias de hoje seria muito difícil. Sobretudo em termos de disponibilidade. Sinto que já não temos tanta para os gémeos como gostaríamos e, além disso, apetece-me recuperar um bocadinho o tempo para nós os dois. Gosto muito desta inde­pendência que os gémeos vão tendo e não sei se me apetece voltar aos biberões e às fraldas! Por outro lado, pergunto-me se daqui a uns anos não vou sentir falta de ter um bebé em casa e rejuvenescer outra vez! Hoje não me apetece, mas ainda somos novos!
– Há um pai mais permissivo e outro que impõe mais disciplina?
– Eu gosto de evitar o conflito. Às vezes acho que devia relaxar mais, mas gosto de ir analisando as situações e ouvi-los. Sou de regras, mas gosto de evitar o conflito. Mas ultimamente começo a sentir que eles já só ouvem um registo de voz mais alto...
Fernando – Eu e a Vanessa completamo-nos. Há a parte do diálogo, que é mais com ela, e depois há a parte do ‘tem de ser agora’, que é comigo! Mas à medi­da que eles vão crescendo também vamos adaptando as regras. São duas crianças tranquilas e felizes. Têm as suas traquinices, mas isso faz parte da idade.
– Eles têm feitios parecidos?
Vanessa
– São muito diferentes! Eu sinto-os mais complementares um do outro do que semelhantes. E nós tentamos vincar as diferenças que eles têm para marcar a individualidade de cada um. Para que se sintam bem sozinhos e não sempre a precisar um do outro.

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