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Almeno Gonçalves: "Sou um homem apaixonado, a vida não faz sentido sem paixão"

O ator, de 52 anos, tem uma filha de 20, Francisca, que diz ser a sua menina. Defensor das paixões, vive com a atriz Patrícia Pinheiro, de 25 anos, e garante que a diferença de idades resulta bem.

Inês Mestre
7 de abril de 2012, 15:00

Desde que viu a primeira peça de teatro que ficou com a certeza de que queria ser ator. Hoje, aos 52 anos, Almeno Gonçalves conta já com uma carreira de 30 anos que já lhe deu papéis muito diversificados em teatro, televisão e cinema. Também encena e produz, mas diz que é a representar que se sente feliz. Felicidade essa que passa também por uma vida com amor e paixão, pois é assim que lhe encontra sentido.
Uma das relações mais importantes da sua vida é com a filha, Francisca, que tem em comum com a atriz Rita Salema. E apesar de Francisca já ter 20 anos, o ator diz que ela é a “sua menina”. Outra das mulheres da sua vida é a namorada, a atriz Patrícia Pinheiro, de 25 anos, com quem Almeno vive há cinco anos.
Atualmente, o ator pode ser visto na novela Remédio Santo e também pelos palcos do país com a peça Os Portas.
– Sempre quis ser ator?
Almeno Gonçalves – Sempre. Quer dizer, em miúdo não era algo que me ocorresse... Até ter visto a primeira peça, que me fascinou. Fiquei completamente apanhado pela ideia. Depois tive a minha primeira experiência como ator e aos 13 anos comecei a perseguir esse sonho.
– Sentia, portanto, que era o seu caminho...
– Não havia dúvida nenhuma, era essa a minha vontade. Só duvidava se tinha capacidades para isso! Mas a vontade e a determinação eram muito grandes. E a vida tem-me demonstrado que foi uma escolha acertada!
– É uma pessoa de certezas?
– Não! Às vezes aparento ter certezas em algumas conversas para poder discutir, porque adoro uma boa discussão, mas não sou nada de grande certezas. Acho que tenho mais dúvidas do que certezas em relação a tudo.
– E tem muitas ambições?
– Parece mal dizer isto nesta sociedade, mas não sou nada ambicioso! A minha ambição passa pela minha forma de estar na vida, na capacidade de ser solidário, de partilhar com os outros. A solidariedade e a partilha é o que me move, nunca fui uma pessoa ambiciosa. Se calhar parece mal, mas é assim que eu sou.
– Além de representar, também encena...
– Enceno e produzo. Gosto de encenar, fi-lo pela primeira vez há 20 anos, e descobri recentemente que o lado de produção também me encanta. Mas o essencial é ser ator. Isso é que é a minha grande paixão.
– É um homem de paixões?
– Sou um homem completamente apaixonado e acho que a vida não faz sentido sem paixão, sem sentirmos o que é a turbulência de uma grande paixão.
– E é mais de paixões ou de amor?
– O amor é a base da minha vida, e a paixão acontece de vez em quando no meio dessa base. Só é possível sermos felizes se tudo o que nos rodeia emanar dessa base. É impossível vivermos sem amor e paixão.
– Um homem assim tão apaixonado tinha mesmo de ter uma namorada...
– Sim, vivo com a Patrícia há já uns anos e ela é uma pessoa extraordinária. Estou apaixonadíssimo!
– O Almeno é 33 anos mais velho que a Patrícia. Como resulta essa diferença de idades?
– Resulta muito bem! Eu não sinto essa diferença, porque a Patrícia é uma pessoa com uma cabeça extraordinária e um sentido de vida parecido com o meu. O que é diferente em nós é alguma vivência que eu tive e ela não, mas isso desfaz-se pelo conhecimento e aprendizagem conjunta que vamos fazendo. Gostamos muito de estar um com o outro.
– Que tipo de pai é para a Francisca?
– Tento ser o mais compreensivo possível e estar ao lado da Francisca, seja em que circunstância for. Tento acompanhar e ajudá-la em tudo o que ela necessitar, porque a Francisca é a grande paixão da minha vida! É a minha menina!
– Nunca quis ter mais filhos?
– Não. A Francisca foi muito especial. Tê-la foi uma decisão muito pensada e deter­minada, tanto da minha parte como da parte da mãe, a Rita. Queríamos mesmo ter um filho e isso aconteceu. Depois, nunca mais pensei nisso. Mas eu gosto muito de crianças e tudo pode acontecer!
– E casar-se, é importante?
– Nunca me casei e nunca me fez falta. Não acho que o contrato que se estabelece entre duas pessoas seja o essencial para a relação. O essencial é gostarmos de estar juntos, apaixonados e amarmo-nos. Foi sempre assim que eu vivi e espero continuar a viver assim.

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