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Helena Laureano: "Não sou uma pessoa serena"

A atriz posou para a CARAS e revelou-se uma ‘rebelde’ com causa: ser uma pessoa mais feliz e autêntica.

Marta Mesquita
31 de março de 2012, 10:00

Aos 44 anos, Helena Laureano é uma cara marcante da ficção televisiva nacional. Atualmente, a atriz dá vida a Eduarda, na novela Rosa Fogo. Feliz com este desafio, Helena garante que a profissão que escolheu há 25 anos continua a realizá-la diariamente. No campo pessoal, tem na sua filha, Beatriz, de 13 anos, que nasceu da relação com o ator João Cabral, a sua grande prioridade. Apesar de não assumir ainda nenhum namoro, a atriz tem uma relação próxima e cúmplice com um amigo de quem só divulga o primeiro nome, Fábio, estudante de Psiquiatria.
^No final do ano passado, a revista TV7 Dias publicou um artigo que descrevia Helena como uma pessoa boémia dada a comportamentos extravagantes. Numa conversa franca com a CARAS, a atriz admite que gosta de se divertir, mas que nunca isso lhe tirou o sentido de responsabilidade.
– Há cerca de um ano mudou para a SIC. Está contente?
Helena Laureano
– Estou contente, sim, fui bem recebida, estou a trabalhar e pare­ce-me que a Rosa Fogo está a correr bem.
– Apesar de não ser a primeira vez que dá vida a uma personagem vítima de violência doméstica, acredito que leve para casa algu­mas das emoções deste papel tão forte...
– Se este papel não me influenciasse eu seria uma máquina. Nós, atores, estamos constantemente a pensar no nosso trabalho. A nossa cabeça não pára. É uma personagem que me esgota um bocadinho a nível emocional. Quando saio das gravações, faço questão de apanhar o cabelo, talvez para me desmarcar um bocadinho da Eduarda. Depois de um papel destes, é sempre preciso um tempo para tirá-la da cabeça.
– Que desafio gostaria de ter nesta altura da sua carreira?
– Qualquer papel que nos é dado é bom para nós. E quanto mais simples for a personagem, mais complicado é para o ator interpretá-la. Loucas ou vilãs são personagens mais saborosas e um bocadinho mais fáceis, e isto não é no sentido do facilitismo! A Eduarda ao princípio era um papel simples e vi-me grega para descobrir o que poderia fazer dela. Por isso, qualquer papel que nos é dado é um desafio. Claro que como atores queremos sempre melhorar o nosso trabalho e fazer qualquer coisa de diferente. O maior elogio que me podem dar é dizerem-me na rua que sou muito diferente daquilo que veem na televisão. É sinal de que consigo mudar.
– É uma pessoa em permanente mudança ou é fácil definir-se?
– Sou uma pessoa de família, com valores e tenho muita paciência. E fico desagradada com várias coisas que se deparam à minha frente. Sou uma mulher bem-disposta e tenho um ar muito mais de miúda do que aquele que aparento na televisão. Gosto de me divertir, de conversar e de estar com os meus amigos. E adoro comer! E, claro, estar com a minha filha.
– No fim do ano passado saiu numa revista um artigo sobre si no qual a retratavam como uma pessoa que gosta de se divertir à noite e de beber demais. Como é que reagiu ao ver esse artigo?
– Tenho 25 anos de carreira e deparei-me há pouco tempo com uma situaçãoque se revelou delicada para toda a minha família. Não percebo este jornalismo em Portugal. E é uma matéria que é mentira! Quem nunca bebeu um copo? Tenho 44 anos e não tenho de dar satisfações a ninguém. Estava bem, divertida, a dançar, bem disposta... E quando saímos, que mal tem beber uma cerveja? O que está em causa não sou eu e sim a minha filha, a minha mãe, a minha família. Além de ser atriz, sou uma pessoa que tem de ser respeitada.
– Não tem nenhum problema com a bebida ou com qualquer outra substância?
– Eu tenho problemas é com a minha cabeça desde que aquele artigo saiu, porque estou sempre a pensar até onde é que isto nos vai levar. Gosto de me divertir e era o que mais faltava mudar isso! Não mudem a minha personalidade. O artigo dizia que passava a vida naquela discoteca, onde nunca tinha ido! Tudo isto me magoa.
– O artigo perturbou a sua filha?
– Não, graças a Deus. A Beatriz é uma menina inteligente e tem valores. Ela sabe perfeitamente distinguir a realidade da ficção e conhece-me. Ela sabe que muitas coisas que aparecem nas revistas são mentira. Fiquei desiludida com tudo isto. Estamos no mundo para melhorarmos enquanto pessoas e não para maltratar o outro ou espezinhar.
– Nesse artigo, também há a referência a um suposto namorado que se chama Fábio...
– O Fábio não é meu namorado e não temos nenhuma relação assumida. É um amigo. Não posso assumir um namoro que não tenho. Conheci o Fábio numa Festa do Avante. Ele está a estudar Psiquiatria. Não é meu namorado, mas também não é um amigo como outro qualquer, porque não ando aos beijos com os meus amigos.
– Com 44 anos, como é que se sente?
– Estou bem. Tenho saúde, uma filha lin­da, um contrato profissional, faço aquilo de que gosto. Trabalhar dá-me muito prazer. É claro que nem todos os dias estamos bem. Tive uma fase mais delicada, mas estou bem.
– Sente-se equilibrada, serena?
– Se há coisa que não sou é uma pessoa serena.
– Acha que por vezes as pessoas tiram falsas conclusões sobre si e o seu estilo de vida por ser uma pessoa espontânea e bem disposta?
– Sim, e toda a minha vida tenho levado por tabela por causa disso. Sou assim, sou a Lena, e não me queiram moldar. Continuo a acreditar no Pai Natal e que existem pessoas com valores e com dignidade. E cada vez há menos pessoas assim.

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