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Mariana Alvim em família: “Confesso que sou mais ‘mãe-galinha’ do que queria ser”

A animadora da RFM é mãe de Diogo, de seis meses, e de Vasco, de cinco anos. Mariana conta que Vasco nunca sentiu ciúmes do irmão, com quem é muito protetor e carinhoso.

Marta Mesquita
25 de março de 2012, 13:54

Mariana Alvim, de 32 anos, sempre procurou concretizar os seus sonhos, mesmo que estes a obriguem a sair da sua zona de conforto. Na adolescência, descobriu que queria ser escritora, mas foi na área do marketing que acabou por construir uma carreira de sucesso. Contudo, a par da escrita, outra paixão surgiu e Mariana deixou para trás o “grande ordenado” para poder fazer rádio. Hoje ganha menos, mas sente-se muito mais feliz.
Não é apenas no campo profissional que Mariana se sente realizada, pois tem também a vida familiar com que sempre sonhou. Casada há oito anos com Tiago Soares Ribeiro, sócio na empresa ZazáDesign, e mãe de Vasco, de cinco anos, e de Diogo, de seis meses, é “rodeada dos meus homens”, como diz, que se sente uma mulher completa.
– A Mariana trabalha a tempo inteiro na rádio, escreve livros juvenis, faz ainda alguns trabalhos na área do guionismo, é mulher e mãe de uma criança pequena e de um bebé. Como consegue conciliar tantas tarefas?
Mariana Alvim – Estou de rastos! E tenho momentos em que acho que não vou conseguir fazer tudo! Mas tenho um enorme apoio do meu marido, que me ajuda em tudo. É difícil, mas arranjamos sempre tempo e saber trabalhar sob pressão é o meu segredo. As crianças são a prioridade, mas durante o dia elas estão na escola e eu estou no trabalho e desligo todos os outros botões. Depois, à noite, sou mãe e obviamente ainda gosto de ter tempo para namorar um bocadinho. Claro que há dias em que não consigo ter disponibilidade para os momentos a dois e aí, sim, fecho-me e escrevo.
– A sociedade atual espera que as mães trabalhadoras sejam super-mulheres, capazes de fazerem tudo bem, mas a verdade é que por detrás dessa ideia escondem-se muitas fragilidades...
– Claro que sim. Custa-me sentir que vou falhar e que não vou conseguir conciliar tudo. Ter dois filhos dá muito mais trabalho do que estava à espera, apesar de ter um bebé muito sossegado. A família é a minha prioridade e é por isso que por vezes tenho muita dificuldade em abraçar tantos projetos profissionais. Sempre que não estou com os meus filhos, tenho remorsos. Agora vou ter um período de muito trabalho, o que é ótimo, mas fico aflita por não estar tanto com eles e por deixar grande parte do trabalho familiar para o meu marido.
– A Mariana tinha um emprego seguro e bem remunerado na área do marketing, que abandonou para se dedicar ao guionismo e à rádio. O seu marido sempre a apoiou nestas decisões?
– Sempre. O meu marido tem sido o meu principal apoio. Sempre achei que me ia casar só depois dos 30, porque ainda tinha muita coisa que queria fazer. Mas começámos a namorar tinha eu 22 anos, casámo-nos um ano e meio depois e cá estamos. Completamo-nos. E não estou nada arrependida de ter abandonado uma carreira segura e de lutar por aquilo que realmente queria. Esforcei-me muito para conseguir o que tenho hoje e não me posso queixar da vida que tenho.
– Não se arrepende de se ter casado tão nova?
– Não, porque não deixei de viver tudo aquilo que queria. Se só conhecesse o Tiago hoje, apai­xonar-me-ia por ele novamente. Eu e o Tiago mudámos, mas sem­pre juntos. Hoje temos dois filhos e continuamos apaixonadíssimos. Tenho imensa sorte.
– Gosta de ser a única mulher lá de casa?
– Adoro estar rodeada dos meus homens! E é muito giro perceber a relação que tenho com o meu filho Vasco. Ele adora brincar às ‘tareias’ com o pai, quer é andar às cambalhotas e esse género de coisas. Mas já sabe que comigo não tem essas brincadeiras, porque o que quero é enchê-los de beijos! Sou a pirosa lá de casa [risos].
– Que tipo de mãe é?
– Confesso que sou mais ‘mãe-galinha’ do que queria ser. Sempre pensei que ia ser uma mãe muito descontraída, mas não sou nada! Sou muito protetora e sei que tenho de me controlar.
– Acaba de publicar o segundo livro da coleção Os Fininhos e está a escrever o terceiro. Como é que se apaixonou pela escrita juvenil?
– Escrever para adolescentes tem sido giríssimo e um desafio enorme. Tenho falado com muitos jovens e recordado a minha adolescência, porque há coisas que nunca mudam, por muitos mais anos que passem. Não são livros moralistas e abordam as vivências diárias dos jovens de hoje.
– Escrever para adolescentes tem despertado a vontade de escrever ficção para adultos?
– Há muitos anos que mastigo ideias para escrever um romance. Sempre foi a minha fantasia. Os livros para adolescentes estão a ser uma ótima escola. Mas ainda tenho muito trabalho com Os Fininhos!

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