Nas Bancas

Ana Rita Clara: “Sou desafiadora e bastante competitiva comigo própria”

A apresentadora foi a segunda convidada da rubrica 'Portefolio' do programa 'Fama Show'.

Marta Mesquita
18 de março de 2012, 10:00

Ana Rita Clara, de 33 anos, foi uma das personalidades escolhidas para participar na rubrica Portefolio do programa Fama Show. Depois de ter entrado num cenário mágico, inspirado no universo da história Alice no País das Maravilhas, e de ter sido fotografada por Ana Luísa Silva, a apresentadora partilhou com a CARAS as emoções e os desafios que a têm ajudado a ser ‘Mais Mulher’.
– Nesta produção entrou no mundo encantado de Alice no País das Maravilhas. Gosta de fantasiar ou tem os pés bem assentes na terra?
Ana Rita Clara
– Tenho os pés bem assentes na terra, mas com muito sonho à mistura. É importante termos os nossos sonhos e objetivos emocionais para nos sentirmos mais realizados. Tenho uma atitude inquieta para com a vida, mas ao mesmo tempo muito racional. Costumo dizer que sou uma racional emocional e é essa dualidade que me faz viver e trabalhar num universo um pouco sonhador e continuar a ser genuína. Sei bem quem sou.
– No seu caso, o sonho comanda a vida ou é a vida que a leva a sonhar?
– É uma mistura de ambas. Não devemos fazer muitos planos para a vida, porque senão deixamos de vivê-la intensamente. E muitas vezes a magia reside naquilo que nos consegue surpreender! Gosto muito de não saber como é que vai ser a minha vida daqui a um mês, mas também é bom termos uma estratégia para aquilo que queremos construir. Acredito que devemos tentar sempre deixar a nossa marca naquilo que fazemos.
– E que marca é que tem deixado na SIC e agora, mais concretamente, na SIC Mulher?
– Gosto de pensar que já deixei a minha marca. Sou uma apaixonada por aquilo que faço. Nunca tinha pensado fazer televisão, mas foi um feliz encontro na minha vida. Sinto que o meu caminho na SIC, ao longo destes sete anos, é algo de muito forte na minha identidade. E gosto de pensar que posso deixar a minha marca na televisão.
– Já está na terceira temporada do Mais Mulher. Ainda é um desafio que lhe enche as medi­das ou gostava de já ter outro projeto profissional?
– Considero-me uma pessoa que gosta de desafios e de certa forma estou sempre a aguardar o que vem a seguir. Não estou insatisfeita, muito pelo contrário, mas acho que o que nos completa é sempre o que vem depois. O Mais Mulher é um desafio que me apaixona e no qual não tenho qualquer tipo de rotina. As conversas que tenho no programa nunca são iguais. Nunca repeti uma conversa – nem um único vestido, já agora [risos]. Cresço imenso com aquilo que estou a fazer. Mas estarei sempre disponível para outros projetos. Consigo acumular funções. Tenho um talk-show diário, mas também sou cronista e ainda tenho de arranjar tempo para estudar documentário.
– Fala da sua carreira com muita paixão. É uma pessoa ambiciosa?
– Quero ir até onde me deixarem. Não me consigo pôr num patamar e sei que tenho um caminho longo por percorrer. Ainda há muitos desafios que quero agarrar. Adoro o Mais Mulher, mas penso que já tenho estrutura para abraçar desafios com outra responsabilidade e dimensão. Também me vejo a realizar documentários, a viajar... Já fiz coisas tão diferentes... Fiz o SIC ao Vivo, que me aproximou muito das pessoas, o Boarding Pass, que foi um programa fantástico. Aliás, quando olho para as fotografias que tirei nessas viagens, consigo sentir inveja de mim própria! [risos] E agora o Mais Mulher, que apareceu no momento em que precisava de uma oportunidade para revelar a minha paixão pela comunicação. Gosto de fazer coisas que me tirem da minha zona de conforto. Sou desafiadora e bastante competiti­va comigo própria, mas de uma forma saudável.
– Mas essa competitividade consigo própria pode ser castradora...
– Já lá vai o tempo em que era castradora comigo própria. Não me era fácil lidar com a imagem, por exemplo. Gostava de me ver, mas havia sempre algo a corrigir. Continuo a gravar todos os programas que faço, mas já não chego a casa a correr para ir ver como estive! Tenho outra segurança, mas continuo com aquele nervoso miudinho antes de o programa ir para o ar. Mas como dizia, ter inveja de nós mesmo é um bom indício de que estamos felizes.
– Depois do fim do seu namoro de um ano e meio com o Kevin Sampaio, já disse publicamente que estava muito bem. Contudo, não se sente desiludida por esta relação não ter resultado?
– De forma alguma. Não olho para a vida dessa maneira e acho que isso nem faz sentido. O que é importante é que as pessoas sejam bem resolvidas. Deve ser tudo muito sereno em qualquer transição que se dê no caminho. É perfeitamente normal que os sentimentos se alterem e as pes­soas têm de lidar de forma pacífica com isso. Sempre me senti bem comigo.
– Foi essa mudança nos senti­mentos que ditou o fim do vosso namoro?
– Os sentimentos mudaram de ambas as partes e viajaram por outros caminhos. O que interessa neste momento é que o respeito e a amizade perdurem.
– A Ana Rita é uma mulher de um amor só, de ter uma rela­ção sólida, ou é uma mulher de paixões?
– Sou uma mulher de várias paixões na minha vida, mas tenho sentimentos sólidos e dedicados. E de outra forma não faz sentido para mim. Os relacionamentos devem ser intensos e sólidos pelo tempo que durarem. Só assim faz sentido.
– Ter uma relação amorosa é importante para a sua realização pessoal?
– Sou uma mulher de emoções... O meu trabalho é a minha prioridade e paixão, mas também tenho de estar equilibra­da emocionalmente. Contudo, não acordo a pensar nisso! As coisas acontecem quando tiverem de acontecer.
– E o que é que aprecia num homem?
– Que me faça rir, que tenha coragem para saltar de paraquedas, que me mime e que seja um apaixonado por aquilo que faça.
– É uma das nomeadas para a Eleição de Elegância promovida pela CARAS. Como é que encarou estar entre as mulheres mais elegantes do país?
– É uma honra estar entre as nomeadas. Fiquei muito feliz! A beleza, o ter classe, o olhar para as peças que vestimos como exten­são de nós próprios, são atitudes que valorizo. É uma motivação para estar cada vez mais atenta às minhas opções de visual.
– Que relação tem hoje com a sua imagem?
– Preocupo-me muito comigo, faz parte da pessoa que sou. Sem­pre pratiquei desporto, até porque trabalhei na área da moda. Sempre senti um encantamento pela beleza. Televisão também é imagem e não podemos ignorar isso. Faço ginásio e noto agora os resultados! Obviamente não é fácil, no final de um dia de trabalho, ainda ir fazer exercício, mas depois damos valor quando o tamanho dos vestidos que usamos é pequeno e cabemos lá dentro! E no programa tenho de usar muitos vestidos.

Comentários

ATENÇÃO: ESTE É UM ESPAÇO PÚBLICO E MODERADO. Não forneça os seus dados pessoais (como telefone ou morada) nem utilize linguagem imprópria.

Nas Bancas

Newsletters

Receba grátis no seu email as notícias, as últimas caras!

Caras Nas Redes

Mais na Caras