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Pedro Barroso: "Tenho desejos e ambições, mas sou um ambicioso moderado"

O ator, que participa na novela ‘Doce Tentação’, revelou os valores e sentimentos que têm pautado a sua vida. Reservado, não quis falar da relação com Maria João Bastos.

Marta Mesquita
17 de março de 2012, 14:00

Pedro Barroso, que está prestes a completar 26 anos,  já é um dos mais requisitados atores da sua geração. Atualmente, dá vida a Miguel na novela Doce Tentação. Exigente e ambicioso quanto baste, o ator entrega-se de corpo e alma a cada desafio e espera que os anos e a experiência lhe tragam ainda mais reconhecimento.
Se Pedro fala com entusiasmo da sua profissão, o mesmo não se pode dizer quando o assunto se torna mais pessoal. Muito reservado no que diz respeito à sua vida privada, Pedro escusou-se a fazer qualquer comentário sobre o suposto namoro com Maria João Bastos. Contudo, não esconde que há neste momento alguém especial na sua vida.
– Como está a correr o traba­lho em Doce Tentação?
Pedro Barroso
– Da melhor  maneira possível. Acima de tudo, está a ser muito gratificante o  facto de sentir que continuam a apostar em mim e me dão a oportunidade de me desafiar em cada novo projeto. É tudo fruto de um trabalho que tenho vindo a desenvolver passo a passo e assim espero que continue.
– Gosta de interpretar um vilão? É mais desafiante?
– Gosto de personagens e projetos desafiantes que me façam sentir desconfortável,  me levem a arriscar e a poder conhecer-me mais como ator. Um vilão tem, obviamente, outro sabor...
– Como é que se apaixonou pela representação?
– Apaixonei-me na altura certa. Tinha chegado de Madrid e aberto um estúdio de bodypiercings com um colega meu, creio que tinha 17 anos nessa altura. Como sou um eterno insatisfeito, decidi des­pender algum tempo e procurar um curso de representação para experimentar. E assim fui parar à Act. De seguida concorri ao Elite Model Look, cheguei aos dois finalistas e entrei para a agência.
– Foi a oportunidade certa na altura certa...
– A oportunidade de ir fazendo castings foi preciosa, porque a partir daí as coisas começaram a acontecer. A minha primeira experiência nesta área foi na novela Fala-me de Amor. Desde aí, tenho trabalhado de projeto em projeto entre a televisão e o teatro. Sempre que me é possível, gosto de procurar novas formações entre os trabalhos em que me envolvo e até tenho encontrado coisas interessantes.
– O que é que quer alcançar na sua carreira?
– Sou ávido por novos desafios e conquistas. Perspetivo um futuro de trabalho com uma total entrega da minha parte. Quero fazer novelas, teatro, cinema e aprender, aprender sempre! Daqui a uns 50 anos, se me perguntar o mesmo, espero ter generosos motivos para dizer que tive – e assim espero – um outro reconhecimento.
– É uma pessoa ambiciosa?
– Tenho de­sejos e ambições, tal como todos os seres humanos. Porém, sou um ambicioso moderado.
– E é exigente?
– Sou exigente comigo, sem dúvida. E tenho ponderado em sê-lo mais com os outros.
– Parece ser reservado e mis­terioso... É mesmo?
– Pode parecer que sou reservado... Agora misterioso não sou de todo!
– O que é essencial ter para ser uma pessoa feliz?
– Para ser feliz preciso de ter trabalho. Tam­bém valorizo muito ter uma atitude empreendedora perante a vida. Depois, ter bom senso nas opções que se faz e, claro está, sorrir.
– O Pedro de hoje é uma pessoa muito diferente daquela que fez os Morangos com Açúcar?
– Os Morangos com Açúcar foram um projeto no qual gostei muito de participar. E revelou-se uma participação importante na minha carreira a todos os níveis! Seria estranho se não fosse diferente, o tempo passa e as vivências fazem-nos crescer enquanto pessoas. As responsabilidades que tenho e os objetivos que quero alcançar também são outros... Corro atrás do que desejo.
– Gosta então de traçar obje­tivos...
– Tenho objetivos e metas a cumprir, em diversos campos da minha vida. E para isso a organização e o planeamento têm a sua importância. Nada é obra do acaso...
– Mas há espaço para o sonho na sua vida?
– Posso dizer que caso muito bem o meu lado mais sonhador com o racional. Tudo depende do contexto.
– Tem 25 anos. Ainda se sen­te muito ‘miúdo’ ou o facto de trabalhar nesta área obrigou-o a crescer mais depressa?
– Gosto do termo ‘miúdo’.Preservo, sem dúvida, esse meu lado de miúdo. Quanto ao crescer mais rapidamente, acredito que não é algo exclusivo desta área. É o ritmo dos dias que vivemos, faz parte da nossa geração.
– No último ano adotou uma atitude reservada em relação à sua vida privada. Neste momento, há alguém especial na sua vida?
– Sem dúvida!
– É romântico? Casar e ter filhos são objetivos a atingir ou não pensa sequer nisso?
– Penso nisso como algo que pode acontecer a médio prazo...
– Não costumamos vê-lo em eventos sociais. Precisa de ter o seu espaço?
– Sim, preciso. Mas sempre que os eventos estejam enquadrados nos meus compromissos profissionais, estou presente.
– É inegável a sua boa forma física. Cuidar de si e fazer desporto são atividades obrigatórias na sua vida?
– Mente sã combina com corpo são! É uma frase feita, mas verdadeira. Praticar desporto é muito importante para mim e tento conciliar diariamente as minhas atividades profissionais com uma passagem pelo ginásio.

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