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Tal como Kate, Pippa Middleton também pode vir a ser duquesa

Pippa tornou-se inseparável de um ex-namorado dos tempos de faculdade, George Percy, com o qual, aliás, passou um fim de semana em madrid em maiko passado, quando estaria zangada com o anterior namorado. Considerado um dos melhores partidos do Reino Unido, o atual conde de Percy e futuro duque de Northumberland será um dia dono de um imenso património, que inclui o Castelo de Alnwick, onde foi filmada a saga de Harry Potter.

Ana Paula Homem
10 de março de 2012, 18:00

Bastou um momento – aquele em que se virou de costas para a pool de repórteres de imagem situada em frente da Abadia de Westminster e ajudou a endireitar a longa cauda do vestido de noiva da irmã – para que Pippa [Philippa] Middleton, de 28 anos, ficasse com o mundo a seus pés. Pelo menos a metade masculina dele, que se rendeu às formas do seu corpo, moldadas pelo vestido Alexander McQueen by Sarah Burton em tom branco marfim. Agora, a irmã de Kate Middleton, que os ingleses passaram a tratar por ‘Her Royal Hotness’, poderá estar a preparar-se para dar um novo golpe de cintura e tornar-se duquesa e milionária. Tudo porque o seu ex-namorado, o corretor Alex Loudon, terminou a relação em novembro passado, alegando não tolerar o circo mediático que passou a rodear a mais nova das irmãs Middleton desde o casamento real. De regresso à condição de solteira, Pippa encontrou rapidamente um ombro disponível sobre o qual chorar: o de George Percy, de 27 anos, um ex-namorado dos tempos de faculdade com o qual passou mesmo um fim de semana em Madrid quinze dias depois do casamento de Kate e William, numa altura em que estaria zangada com Loudon. Junto de George, do qual se tornou inseparável, comparecendo com ele a todo o género de acontecimentos para que é convidada, Pippa não demorou muito tempo a afogar as mágoas. Consolada, dizem as más-línguas, pelo facto de ele ser conde de Percy, futuro duque de Northumberland e herdeiro de uma das maiores fortunas de Inglaterra, estimada em cerca de 500 milhões de euros.
A reaproximação a Earl Percy – ao qual a liga uma história muito parecida com a de Kate e William, pois foram colegas na Universidade de Edimburgo, na Escócia, época em que dividiram casa com mais alguns jovens de origens aristocráticas, entre os quais Lord Ted Innes-Ker, filho do duque de Roxburghe – será, sem dúvida, abençoada por Carole Middleton, que verá com muito bons olhos a ideia de passar a ter não uma, mas duas filhas duquesas (recorde-se que o título de duque é o mais elevado da hierarquia nobiliárquica).
Na verdade, no restrito círculo da nobreza britânica, onde a anti­ga hospedeira de bordo da British Airways, descendente de mineiros, é vista como uma ambiciosa alpinista social, diz-se que Carole está mesmo delirante por poder, finalmente, colher os frutos do imenso investimento que fez na educação das filhas. Uma teoria que não deixará de ter por detrás alguma inveja. Porque, mais do que o facto de Carole ter desejado bons partidos para as filhas (coisa com que em pleno séc. XXI ainda muitas mães sonham), o que as boas famílias inglesas não lhe perdoam é que tivesse ousado elevar a fasquia ao ponto de conseguir que uma delas se casasse com o futuro rei.
Entretanto, enquanto Kate, bem formatada pela lavagem ao cérebro feita pela mãe ou verdadeiramente interessada em William, conquistou o príncipe com um único tiro certeiro, Pippa tem tido mais dificuldade em concretizar os desejos maternos, tendo já uma extensa lis­ta de ex-namorados. Dessa lista, no entanto, também só constam nomes sonantes (e a tilintar de libras), como o de Jonathan ‘JJ’ Jardine Paterson, herdeiro do império de negócios Jardine Matheson Holdings, com sede em Hong Kong, Billy More Nesbitt, descendente de um ancestral clã escocês, Alexander Spencer-Churchill, parente afastado de Sir Winston Churchill, ou Simon Youngman, filho de um negociante de diamantes londrino. Agora, decidida a não se contentar com um patamar muito inferior ao da irmã, Pippa estará a equacionar melhor as ‘qualidades’ de George Percy. Que não são poucas.
Descendentes de Guillaume de Percy, um cavaleiro normando que chegou à Grã-Bretanha em 1066, com a invasão de Guilherme, o Conquistador, os Percy são uma das mais antigas e destemidas linhagens inglesas, indissociável da história do seu país. E nos seus pergaminhos não faltam, de facto, episódios dignos de nota. Nomeadamente o vivi­do por Henry, sexto conde de Percy, que por volta de 1520 se apaixonou perdidamente por uma senhora de rara beleza de seu nome Ana Bolena. A coisa soube-se na corte e Henrique VIII fez valer o seu estatuto de rei para reclamar a donzela para si. O dito Percy acabou por se casar com lady Mary Talbot, mas nunca foi feliz, morrendo destroçado com apenas 35 anos. Pouco depois, o seu sucessor, Thomas de Percy, católico, apesar de ser um dos prediletos de Isabel I (por acaso filha de Henrique VIII e Ana Bolena), tomou partido por Maria Stuart, rainha da Escócia e pretendente ao trono da prima, e acabou decapitado em praça pública. Como prémio de consolação para a família, o Papa beatificou-o 300 anos depois. Houve ainda um Percy linchado por camponeses que trabalhavam nas suas terras e vários banidos da corte, encarcerados na Torre de Londres ou vítimas de atentados.
Em paralelo com tantos momentos rocambolescos, os Percy foram adquirindo um imenso património, do qual se destaca o ducado de Northumberland, onde viveram com estatuto de senhores feudais durante séculos. O seu poder, e os 500 mil hectares que o ducado abrange no norte de Inglaterra, levou Shakespeare a referir-se-lhes como “os reis do norte”. Northumberland inclui a “joia da coroa” da família, o Castelo de Alnwick (o segundo maior castelo habitado do Reino Unido, depois do Windsor, que pertence à família real), que no seu imenso interior alberga valiosíssimas antiguidades e obras de arte, livros raros e documentos únicos.
Entre as várias propriedades que os duques possuem, sobressai ainda Syon House, um palácio em estilo renascentista construído em meados do século XVI sobre as fundações de um convento medieval, a 16 quilómetros do centro de Londres, na margem do Tamisa, e rodeado por um magní­fico parque com 100 hectares.
Ao longo dos tempos, o sangue quente dos Percy foi arrefecendo e, depois de vários deles terem servido a sua pátria como diplomatas, deputados ou camareiros reais, hoje vivem como pessoas comuns. Ou quase. Adaptados aos tempos que correm, são acérrimos defensores da natureza e têm sabido fazer render o património, abrindo as suas residências e respetivos parques ao turismo e a eventos vários, de conferências a casamentos. Além disso, alugam regularmente os espaços para cenário de filmes e séries televisivas. Alnwick é, aliás, o ultra famoso Colégio de Hogwarts, da saga Harry Potter.
George, que os pais deserdaram legalmente aos 14 anos, impondo como condição para que recuperasse os seus direitos de varão primogénito (o que aconteceu há dois anos) mostrar ser digno deles, licenciou-se em Geografia e especializou-se em energias renováveis, tendo criado recentemente uma sociedade de exploração de poços geotermais em Durham.
Quanto à sua mãe, lady Isobel Percy (que, tal como os Middleton, tem familiares ligados à atividade mineira), dedica boa parte do seu tempo à manutenção dos parques de Alnwick e Syon e à sua paixão por plantas... venenosas. Uma tarefa que um dia poderá ser herdada por Pippa. Isso e uns bons milhões de libras. Até lá, as 250 mil libras anuais que George recebe dos pais devem chegar-lhe para as despesas correntes.

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