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Joana Santos: "Sou muito exigente comigo própria, mas respeito os outros como são”

Depois de ter vivido seis meses no Brasil, a preparar-se para protagonizar o ‘remake’ da novela ‘Dancin’Days’, a atriz, de 26 anos, revela que se sente mais velha e com mais responsabilidades.

Inês Mestre
10 de março de 2012, 10:00

Joana Santos viveu seis meses no Rio de Janeiro, onde esteve a preparar a sua próxima personagem, Júlia, para o remake da novela de sucesso dos anos 70, Dancin’Days. Agora, a atriz, de 26 anos, está definitivamente em Portugal, onde irão decorrer as gravações, e foi uma das convidadas da rubrica Portefólio do programa da SIC, Fama Show, que escolheu algumas caras do canal para assinalar o respetivo 20.º aniversário. Joana Santos, que protagoniza o filme O Que Há de Novo no Amor, ao lado de Ângelo Rodrigues, foi a primeira convidada deste Portefólio temático e a CARAS aproveitou a oportunidade para conversar com a atriz, que contou como foi a sua estada no Brasil, durante a qual teve a companhia do namorado brasileiro, Ilya Yamasaki.
– Como foram estes seis meses no Brasil?
Joana Santos
– Fui primeiro para passar férias, descansar e estar com o meu namorado. Depois, estive a fazer a preparação para esta nova personagem. Estive durante quase dois meses a trabalhar intensamente com a Laís Corrêa. Mas já estava com muitas saudades de Lisboa! Acho que é quando estamos lá fora que damos mais valor ao nosso país. O tempo que estive no Brasil deu para descansar, até porque o Rio de Janeiro é uma cidade maravilhosa... mesmo! Ficar a ver o mar, andar no calçadão... Foi muito bom! Gostoso! E as pessoas são mais descontraídas. Talvez até um bocadinho demais. No início isso fez-me alguma confusão, mas ao fim de seis meses já estava habituada. Agora estou dividida entre Lisboa e o Rio de Janeiro!
– Do que mais gostou durante esta temporada no Rio?
– Sobretudo da paisagem. De assistir ao pôr-do-sol no Pão de Açúcar, de ir à praia... Também gostei muito da parte de Santa Teresa, que é mais histórica e onde me sentia a percorrer as ruas em redor do Castelo de S. Jorge! Mas também foi um período um bocadinho familiar...
Porque, durante os seis meses, teve sempre a companhia do seu namorado e visitou a família dele. Tê-lo consigo ajudou a matar as saudades de Portugal?
– Sim, foi importante ter o apoio dele. Como não tinha os meus amigos nem a minha família, a presença dele ajudava a suportar as saudades. Mas os meus pais foram lá passar o Natal e a passagem de ano e isso também ajudou.
E agora, o seu namorado está cá consigo?
– Sim, agora está cá comigo e dividimos o nosso tempo entre Portugal e o Brasil. Mas eu não gosto muito de falar da minha vida privada nem do meu namorado. Porque eu é que sou a famosa, não ele.
Entretanto, sei que também gostou da comida brasileira…
– Sim! O feijão com arroz que eu adoro, os salgadinhos, os pastéis de camarão... São muitos fritos, mas é tudo muito bom! E eles fazem essas receitas muito bem. Até engordei um bocadinho, mas nada que não consiga perder. E sinto-me bem à mesma. Talvez para a personagem tenha de emagrecer, mas isso não vai ser problema.
Como recebeu este convite da SIC para ‘ajudar’ a estação a comemorar os 20 anos?
– Recebi com muita felicidade e honra. Mas confesso que foi também um bocadinho surpre­endente, porque estou na SIC há apenas um ano. Acho que o facto de me terem escolhido como uma das caras da SIC passa também por um reconhecimento do meu valor e isso deixa-me muito contente.
Como se vê daqui a 20 anos?
– Daqui a 20 anos espero continuar a ser atriz, já ter aberto o meu restaurante, para continuar a comer! [risos] Além disso, vejo-me casada e com dois filhos. Mas não gosto muito de fazer planos, e se estas coisas não acontecerem, também não fico frustrada. Acontecerão outras.
Pensa ter filhos brevemente?
– Adoro crianças e vejo as minhas amigas todas a ter filhos agora e fico com vontade, mas talvez daqui a uns três anos seja uma boa altura.
O casamento é impor­tan­te para si?
– Não é o mais importante, mas gostava de me casar. Pelo vestido de noiva e para ter a família e os amigos todos reunidos.
Sentiu-se bem durante esta sessão fotográfica?
– Sim, mas quando me vi nas fotografias e com estas roupas senti-me mais velha. Mas acho que também tem que ver com esta nova personagem. Olho para mim e acho que estou mais madura. O ano que passou, com a personagem da Diana, e o tempo que passei no Brasil fizeram-me sentir que tenho mais responsabilidades e que estou mais madura.
Esta produção teve um to­que romântico. A Joana é uma mulher romântica?
– Sou q.b., já fui mais! Gosto de preparar surpresas, mas confesso que, às vezes, me desleixo um bocadinho... Tenho de ser mais romântica!
Quando pôs o vestido preto, as poses sexy eram-lhe naturais. Considera-se uma mulher sexy?
– Acha?! Sexy, eu?! Não me acho muito sexy. Até porque no dia-a-dia sou bastante descontraída. Raramente me maquilho, uso brincos ou vestidos... Claro que gosto de me produzir para um evento, mas por norma sou mais descontraída.
A Joana gosta de ver os seus trabalhos, ou depois de feitos prefere não os rever?
– Gosto de ver. O que me aconteceu nos Laços de Sangue foi que eu via sempre, como um espectador, e torcia imenso pela minha personagem. Se calhar era a única! Mas via uma cena e no dia a seguir podia melhorar o que não gostasse. Quando acabei de gravar, a novela continuou a passar na televisão, e eu tentei ver, mas aí já me fazia alguma confusão. A partir do momento em que já não estava a gravar já não podia alterar nada e aí confesso que já me causava alguma confusão.
Na vida também tenta melhorar, ou o que está feito está feito e não pensa mais nisso?
– Às vezes sou um bocado dramática! Mas acabo por me rir de certos dramas que faço com coisas mínimas e que depois percebo que são uma estupidez. Mas se algo está feito, está feito, não posso chorar sobre o leite derramado.
É perfeccionista?
– Sou e às vezes até um boca­dinho demais. Fico zangada comigo própria e isso pode ser pior, porque quando deixamos que os nervos tomem conta de nós as coisas não correm tão bem. Se estivermos tranquilos e fizermos as coisas com calma conseguimos perceber melhor o que está errado e tentar melhorar.
– E também é exigente com os outros?
– Não. Sou exigente comigo própria e fico chateada se não consigo fazer bem aquilo que me pedem. Mas respeito os outros como eles são.

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