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Rui Pêgo: "Sou seletivo com as pessoas que entram na minha vida"

Aos 22 anos, o filho de Júlia Pinheiro e de Rui Pêgo já foi apresentador de televisão e agora está a fazer rádio.

Inês Mestre
26 de fevereiro de 2012, 14:00

Aos 22 anos, Rui Pêgo já realizou um dos seus grandes sonhos: ser apresentador de televisão. O filho de Júlia Pinheiro seguiu as pisadas da mãe e deu a cara, durante três anos, pelo programa Curto Circuito, na SIC Radical. Agora, decidiu fazer uma pausa na televisão e experimentar a rádio, repetindo o exemplo do pai, Rui Pêgo, locutor de rádio e diretor de Programação da RDP. No entanto, Rui recusa comparações com os pais. Até percebe que isso aconteça, mas frisa que está a trilhar o seu próprio caminho e que, por vezes, ter pais conhecidos, e que são ‘pesos-pesados’ nas áreas em que quer fazer carreira, pode ter mais desvantagens do que vantagens.
A CARAS passou uma tarde com Rui Pêgo, para ficar a conhecer melhor este jovem que aos dias de semana se levanta às seis horas da manhã para fazer o programa Canal Sudoeste TMN, na Rádio SW TMN, e que aos fins de semana dá voz ao magazine musical Radarzine, na Radar.
– Fazer o horário da manhã na rádio não deve ser fácil...
Rui Pêgo
– É muito puxado. Posso dizer que tenho pouca vida social, porque às três da tarde já estou com sono! Os meus amigos queixam-se! [risos] Mas comecei a fazer este programa em março de 2011 e agora já estou habituado.
– E como tem corrido a experiência da rádio?
– Estou muito contente e grato por ter tido esta oportunidade. Além disso, faço duas coisas diferentes: na rádio SW TMN faço um programa diário, que tem de ser pensado e preparado todos os dias, juntamente com os meus colegas, que tem a pressão de passarmos muitas músicas e no qual eu tenho de estar bem disposto, embora às sete da manhã nem sempre seja fácil! Ao fim de semana faço o Radarzine, onde temos mais tempo para explorar os assuntos, e em que não preciso de estar sempre bem disposto!
O seu pai deu-lhe dicas?
– O meu pai não ouve o que eu faço na rádio. E eu também não quero que ele ouça muito, até porque quero conservar alguma autoestima. [risos] Mas já me disse algumas coisas, como por exemplo para não tentar fazer voz ‘à rádio’, que é algo muito comum no início.
O seu pai é muito crítico?
– Acho que os pais são sempre críticos. Eles gostam de nós, é normal que sejam críticos. Mas, sinceramente, eu e os meus pais não falamos muito da minha vida profissional. Claro que seguem as coisas que faço, mas não é algo de que falemos muito.
Tendo crescido com os seus pais, era inevitável seguir o caminho da comunicação?
– Durante muito tempo quis ser cantor, era um sonho antigo. Até tive aulas e cheguei a gravar um CD com uma banda infantil, mas é algo do passado e não vamos explorar isso... Também quis ser jornalista, escritor, depois apresentador de televisão, mas nunca tinha pensado fazer rádio.
E gosta mais de rádio ou de televisão?
– Não consigo escolher, até porque são meios muito diferentes. Tenho pena de ainda não ter conseguido explorar o tempo nos dois sítios. Quero ter espaço para conversar. Gosto muito dos dois e não consigo nem quero decidir.
Tem receio de que haja comparações com os seus pais, uma vez que está a trabalhar nas áreas onde eles são famosos?
– Acho que é impossível compararem-nos. Os meus pais são demasiado talentosos para que me possam comparar com eles. Eu percebo essa pergunta, mas estou a fazer o meu caminho, que é completamente diferente dos deles. As comparações podem ser inevitáveis, mas, na minha opinião, são estapafúrdias. O meu pai tem 50 e tal anos e 40 de carreira e a minha mãe tem 48 anos e 20 de carreira. Não somos comparáveis, até porque os nossos registos são diferentes. Gostava, sim, de ter sorte e as oportunidades que me permitam ter uma carreira longa como os meus pais.
Como é ser filho de uma figura pública tão acarinhada pelo público como é a sua mãe?
– É engraçado, porque uma parte desse carinho passa para mim. Por exemplo, não faz muito sentido que tantas velhinhas gostem de mim, porque o meu sentido de humor é um bocadinho negro, eu digo coisas parvas... Mas gostam de mim, tratam-me muito bem e mandam beijinhos para a minha mãe. Traz esse ónus que, muitas vezes, facilita a relação com os outros. Mas quero fazer o meu caminho e criar o grupo de pessoas que gostam de mim por mim e não pelos meus pais.
Tem muitos sonhos?
– Sim, claro que sim. Às vezes acho que não vou ter tempo para fazer as coisas todas que quero. Mas, por outro lado, tenho muito bem definido o tipo de programa que quero fazer e que estação de televisão gostaria de um dia criar, por exemplo. Mas também tenho muita noção das contrariedades. Algumas coisas podem ser difíceis de alcançar, mas não sou nada derrotista. Acredito que se quisermos muito uma coisa, conseguimos tê-la.
O que gosta de fazer nos tempos livres?
– Faço as coisas normais. Não sou uma pessoa muito excitante, sou até um bocado seca. Atirei-me de um avião o ano passado, mas sempre fui muito sensato, não saio muito à noite, sou mais de jantares, cinema e de estar com os amigos.
Disse que os seus amigos se queixam de hoje ter pouco tempo para eles. As amizades são importantes?
– Sim, claro. Mas sou muito quieto, tenho os mesmos amigos há anos. Sou muito fiel às minhas amizades e não gosto de as perder. Até porque sou muito seletivo com as pessoas que entram para a minha vida. Sou simpático com toda agente e dou o benefício da dúvida, mas não quero desperdiçar tempo e energia com pessoas que não me dizem nada.

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